Aviso nº 1/2024 – SIGC

Aviso nº 1/2024 – Portaria nº 6/2024, 2 de fevereiro

António Ventura destaca importância da Certificação da Gestão Florestal

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, destacou, esta quarta-feira, em Rabo de Peixe, a importância da Certificação da Gestão Florestal implementada pelo Governo Regional na floresta pública da ilha de São Miguel, pelo facto de “garantir o reconhecimento internacional que a Região Autónoma dos Açores merece e necessita”.

 

“Esta certificação garante-nos a possibilidade de aceder a mercados internacionais exigentes e garante que o nosso produto tenha aceitação em qualquer mercado, garantindo assim uma porta aberta às exportações e a não comprometer o mercado regional”, adiantou.

 

E continuou: “Este processo garante ao consumidor final que os produtos florestais colocados no mercado têm origem em florestas geridas responsavelmente, tendo em conta fatores sociais, económicos e ambientais, afastando-se assim, do flagelo da destruição da floresta a nível global, e práticas de gestão não sustentáveis”.

 

António Ventura falava à margem das atividades lúdicas pedagógicas alusivas ao Dia das Florestas, que decorreram no Centro de Apoio à Criança n.º 1, em Rabo de Peixe, onde se procedeu à plantação de sebe constituída por 60 metrosíderos e canteiro com espécies endémicas e se utilizaram algumas espécies ornamentais e onde se procedeu ainda à sementeira de criptoméria e de gingko biloba.

 

Segundo o governante, a floresta suporta na Região “um sector económico responsável por diversos postos de trabalho, gerando um volume de negócios considerável, pela venda direta de material lenhoso e ao nível do sector industrial da primeira transformação”.

 

“A floresta, de uma forma mais abrangente, desempenha um papel cada vez mais decisivo e regulador da qualidade de vida e do potencial de bem-estar das sociedades contemporâneas, destacando-se pela sua importância e atualidade, vários serviços ecossistémicos e nesse sentido, a Direção Regional dos Recursos Florestais tem contribuído seriamente para colocar as florestas ao serviço das populações, na sua vertente recreativa e de lazer”, frisou.

 

O Dia Mundial das Florestas, implementado pelas Nações Unidas em 2012, comemora-se a 21 de março e visa aumentar a consciência sobre a importância de todos os tipos de florestas.

 

Como é habitual, as comemorações deste dia foram organizadas pelos Serviços Florestais de cada ilha e realizaram-se com a participação de alunos de diferentes escolas em atividades recreativas, com o intuito de sensibilizá-los para o papel das florestas no quotidiano e no Planeta, para a necessidade de uma gestão florestal sustentável e para a importância da “Floresta Laurissilva”, que é constituída pelas espécies endémicas dos Açores.

 

As atividades foram várias nas diferentes ilhas, envolvendo um total de 1.500 crianças e adultos, distribuídos por várias entidades como escolas, juntas de freguesia, empresas privadas, entre outras. Destacam-se atividades como os jogos relacionados com a floresta; palestras sobre a floresta e profissões; aulas elucidativas sobre gestão florestal e profissões no ramo florestal; plantação de espécies endémicas; plantação de espécies ornamentais, para embelezamento de jardins e parques e visitas guiadas às reservas de recreio florestal.

António Ventura apela aos açorianos para o consumo de alimentos produzidos na Região

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, apelou aos açorianos, esta quarta-feira, na 1.º Congresso da Agricultura Regenerativa, que “optem pelo consumo de alimentos produzidos na Região, alimentos provenientes de todas as agriculturas açorianas”.

 

“Estamos assim a contribuir para o progresso dos Açores e para a melhoria da nossa qualidade de vida”, vincou.

 

E prosseguiu: “O consumo de agroalimentos produzidos nos Açores tem vantagens sociais e económicas, como a criação de riqueza, a fixação de jovens, a diminuição da pegada ecológica, o conhecimento produtivo de proximidade e a segurança no abastecimento alimentar. Nós, enquanto consumidores, também temos a responsabilidade social de contribuir, através da nossa opção de compra, no desenvolvimento dos Açores”.

 

António Ventura falava no evento que decorreu no auditório do NONAGON, da Lagoa, no dia em que se assinalou o Dia Mundial da Agricultura, onde defendeu que os Açores estão “a marcar o mapa mundo” pela sua “referência em qualidade produtiva e respeito pelos animais”.

“Nos Açores as agriculturas não são lesivas ao meio ambiente e vão ao encontro das preocupações da humanidade no que concerne ao combate às alterações climáticas, ao bem-estar animal e à preservação dos solos, pelo que estamos a marcar o mapa mundo pela nossa referência em qualidade produtiva e respeito pelos animais”, disse o governante.

 

Na ocasião, o responsável pela pasta da Agricultura assumiu que “a agricultura regenerativa assume uma vertente de naturalidade que importa promover e apoiar”.

Neste sentido, continuou, “no âmbito do PEPAC, que está em trabalho com a Federação Agrícola dos Açores, estudaremos a possibilidade de incorporar ajudas para o desenvolvimento da agricultura regenerativa, mais uma opção agroprodutiva e de consumo”.

 

António Ventura saudou a empresa Bel pela iniciativa de realizar o 1.º Congresso da Agricultura Regenerativa, lembrando que a mesma já habituou os açorianos “a ser proactiva” a favor da Região, “quer em qualificações territoriais como titularidades produtivas”.

 

“É para o Governo uma empresa parceira no desenvolvimento dos Açores”, concluiu.

António Ventura enaltece queijos açorianos premiados em concurso nacional

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação enalteceu hoje a LactAçores pelos prémios arrecadados no   14.º Concurso Nacional de Queijos de Cura Prolongada Tradicionais Portugueses pelos queijos açorianos, que decorreu recentemente em Santarém.

De acordo com António Ventura, os Açores arrecadaram 10 prémios, de entre os 11 queijos açorianos que participaram no concurso, tendo sido considerado o “Melhor dos Melhores” na sua categoria o Queijo de São Miguel – 9 Meses, da Unileite – União das Cooperativas Agrícolas de Laticínios da Ilha de São Miguel, UCRL.

Com medalhas de ouro ficaram os Queijos de São Jorge DOP – 4 Meses, 7 meses, 12 meses e 24 meses, da Uniqueijo – União de Cooperativas Agrícolas de Lacticínios de São Jorge, UCRL, bem como o Queijo de Vaca com alho e salsa – Nova Açores, da Unileite.

No que toca à Prata, foram premiados o Queijo de Vaca Amanteigado – Nova Açores, da Unileite, assim como o Ilha Azul Curado, da CALF-Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial, CRL e com Medalha de Bronze destacaram-se o Queijo de Vaca – Famoso, também da Unileite e o Queijo de Vaca Moledo, da CALF.

Participou ainda neste concurso Queijo de Vaca Flamengo Light, da Unileite, único produto açoriano que não arrecadou prémio.

Para António Ventura, “é um enorme orgulho receber, mais uma vez, estes galardões para os queijos produzidos na Região, bem demonstrativos da grande qualidade dos produtos açorianos e em especial a grande qualidade da matéria-prima, ou seja, do leite produzido nos Açores”.

“Os critérios de participação são simples e assentam, sobretudo, na tradição e na não utilização de aditivos alimentares, pretendendo-se avaliar produtos genuínos e com a tradição de sempre e, nesse sentido, os queijos dos Açores destacam-se substancialmente pelo modo de produção, pelo saber fazer que lhes atribuem uma qualidade intrínseca e os tornam produtos únicos no mundo, também resultantes das condições edafoclimáticas e geográficas dos Açores”, disse o governante.

O Concurso Nacional de Queijos de Cura Prolongada Tradicionais Portugueses resultou de uma organização conjunta do CNEMA – Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas e a Qualifica/oriGIn Portugal e teve lugar no Centro Nacional de Exposições de Santarém.

António Ventura diz que é prioridade do Governo a “diminuição da dependência alimentar externa”

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, avançou hoje, na Horta, que o Governo dos Açores tem como projeto principal na área agrícola “a diminuição da dependência alimentar humana e animal do exterior”, valorizando, deste modo e igualmente, “o rendimento do agricultor”.

 

“Continuaremos a trabalhar para a diminuição da dependência alimentar humana e animal do exterior, na melhoria do conteúdo nutricional, numa bovinicultura baseada em recursos locais, na procura de novos mercados, na criação de incentivos fiscais, numa legislação para a «preferência alimentar» e simplificaremos procedimentos e normas administrativas”, avançou.

 

O governante falava na Assembleia Legislativa Regional, no âmbito da apresentação do Programa do XIV Governo dos Açores, onde frisou querer “uma legislatura centrada na melhoria do rendimento dos açorianos que produzem alimentos da terra e, simultaneamente suportam serviços ambientais”.

 

E prosseguiu: “É uma verdade que o rendimento dos nossos agricultores é afetado por circunstâncias de uma visível instabilidade da globalização das economias provocada pelos conflitos militares, pela pandemia, pelas migrações, pela substituição das fontes fósseis de energia e pela inflação nos preços das matérias-primas e dos alimentos”.

 

António Ventura adiantou ainda que vai ser operacionalizado o Observatório Agroalimentar dos Açores “como instrumento essencial para o conhecimento da formação dos preços e alicerce para um possível fundo de garantia para os produtores de leite”, acrescentando que se pretende ainda concluir a construção do novo Laboratório de Leite em São Miguel.

 

“Daremos enfase a uma política para os jovens agricultores materializada em programas de sucessão intergeracional, adaptados a cada realidade de ilha”, disse ainda o responsável pela pasta da Agricultura, que frisou também a continuidade do trabalho em conjunto com a Universidade dos Açores para a “construção das políticas públicas agrícolas”.

 

António Ventura avançou ainda que o Executivo vai “reforçar o Mercado Interno, privilegiar as cadeias curtas de abastecimento e alavancar uma política para aumentar a expedição de bens alimentares agrícolas, por uma articulação com a cooperação externa”.

 

Relativamente aos programas de apoio, António Ventura garantiu que o Governo dos Açores vai “assegurar o pagamento de todos os apoios sem rateios” e que pelo programa LEADER, vão “atribuir um prémio à instalação de empresas em meio rural”.

 

“Serão disponibilizadas medidas diretas de ajustamento, incentivo e de tesouraria, designadamente na opção de reestruturação voluntária das explorações de pecuária, na produção de energia alimentar animal regional, no apoio à instalação de pastagens biodiversas e na ajuda aos custos financeiros da subida dos juros”, adiantou.

E sublinhou ainda: “Vamos estabelecer contratos de parceria plurianuais com as organizações de produtores, traduzidos em financiamento anual garantido e estável e continuaremos com o diálogo permanente com a Federação Agrícola dos Açores na construção das políticas públicas”.

O Secretário Regional avançou também que o Governo dos Açores vai dar continuidade aos investimentos na rede regional de abate, como a execução da construção do novo matadouro de São Jorge e a remodelação e ampliação do matadouro do Pico.

“Vamos entregar nesta Assembleia uma proposta para um novo regime jurídico para o desenvolvimento rural e contribuir para uma sociedade mais responsável, mais inclusiva e mais respeitadora dos cuidados a ter com os animais de companhia e articular com entidades públicas e privadas a sua efetivação”, concretizou.

No que diz respeito à manutenção e regularização de caminhos agrícolas, rurais e florestais, António Ventura garantiu que será uma prioridade, assim como o Programa Regional de Ordenamento Florestal.

“O XIV Programa do Governo para o agrorural irá prosseguir o caminho iniciado na legislatura anterior, no desenvolvimento de uma agricultura que seja saudável, sustentável, competitiva, diversificada, de precisão, resiliente, inclusiva e a preços justos”, concluiu.

Governo dos Açores congratula Jorge Rita pela recondução como Presidente da Federação Agrícola dos Açores

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação congratulou hoje o Presidente da Federação Agrícola dos Açores (FAA), Jorge Rita, pela sua reeleição por unanimidade à frente daquela entidade para o biénio 2024-2026.

António Ventura realçou “o contributo que esta direção da FAA, liderada pela Associação Agrícola de São Miguel, tem dado para diversas políticas no setor, sendo um parceiro estratégico do Governo Regional nesta atividade de extrema importância para o desenvolvimento social e económico”.

“Enaltecemos a confiança dos seus associados na recondução desta direção para a continuidade do trabalho que tem vindo a ser realizado”, sublinha o Secretário Regional com a tutela da Agricultura.

O governante saudou ainda a Associação de Agricultores da Ilha Graciosa, que se mantém na presidência da Mesa da Assembleia-Geral, assim como a Associação dos Jovens Agricultores Terceirenses, que passou a presidir ao Conselho Fiscal.

“Tenho a certeza de que esta direção agora reeleita continuará o excelente trabalho que tem vindo a desenvolver na promoção e desenvolvimento dos interesses das suas associadas, bem como a sua representação nos mais diversos organismos, no sentido da convergência das políticas que melhor apoiem o setor agropecuário dos Açores”, acrescentou.

António Ventura congratula-se pela renovação da certificação da Gestão Florestal Pública na ilha de São Miguel

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação congratulou-se hoje pela revalidação da certificação do Perímetro Florestal e as Matas Regionais da ilha de São Miguel, atribuída pela Forest Stewardship Council (FSC)®, organização global sem fins lucrativos, dedicada a promover a gestão responsável das florestas em todo o mundo.

Segundo António Ventura, “desde 2014 que estas áreas se encontram certificadas pela iniciativa FSC®, que reconhece à Direção Regional dos Recursos Florestais a sua gestão como responsável, segundo dez princípios e um conjunto muito vasto de critérios e indicadores internacionalmente reconhecidos, submetendo-se esta anualmente a auditorias para verificação de que essas regras são cumpridas”.

“Após auditoria de recertificação, que decorreu em final de 2023, a Direção Regional viu o seu certificado de gestão florestal revalidado por mais um ciclo de cinco anos, o que exprime o empenho do Governo dos Açores na prossecução de uma política florestal que garanta, para além do aproveitamento do valor económico das florestas e do conhecimento técnico gerado, o correto ordenamento do território, a salvaguarda de valores naturais e o bem-estar das populações que, direta ou indiretamente, se relacionam com a floresta”, acrescentou.

O governante adiantou também que “a nível global, tem assumido cada vez maior importância a necessidade de garantir que a gestão florestal fornece diversos Serviços de Ecossistemas gerados pela própria floresta”.

Indo ao encontro desses objetivos, continuou, “neste novo ciclo de certificação, a Direção Regional adicionou ao âmbito do seu certificado o ‘Recreio’ como Serviço de Ecossistema, firmando, assim, a importância das Reservas Florestais de Recreio da ilha de São Miguel como ativos que materializam o uso dos espaços florestais para fins recreativos, tendo a gestão florestal desses espaços o principal objetivo de garantir que a qualidade deste Serviço será mantida e valorizada”.

O Perímetro Florestal e as Matas Regionais da ilha de São Miguel são áreas florestais públicas, cuja gestão se encontra atribuída ao Governo dos Açores, por via da Direção Regional dos Recursos Florestais, na tutela da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação.

Governo dos Açores promove sessão de apresentação para concurso público de venda de madeira em São Miguel

A Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação promove hoje uma sessão de apresentação do concurso público internacional destinado à venda de oito lotes de madeira certificada pelo sistema FSC®, predominantemente da espécie ‘Cryptomeria japonica’.

A apresentação deste concurso destina-se a todos os interessados – o concurso abrange a venda, o corte, reflorestação e manutenção de oito lotes de madeira, numa área total de 145,06 hectares, no Perímetro Florestal e Matas Regionais da ilha de São Miguel.

O concurso público internacional, com a referência CPI/1/2024, encontra-se a decorrer na plataforma eletrónica de contratação publica Acingov, tendo sido publicado no dia 22 de fevereiro no Jornal Oficial da União Europeia (JOUE), Diário da República (DR) e Jornal Oficial da Região Autónoma dos Açores (JORAA).

Secretaria Regional da Agricultura promove cursos de tratadores de gado em transporte marítimo

A Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, através da Direção Regional da Agricultura, tem vindo a promover cursos de tratadores de gado em transporte marítimo, com o objetivo de capacitar os formandos de conhecimento técnico e normativos relativos ao Bem-Estar Animal durante o transporte de ruminantes e equinos em viagens marítimas de longa duração.

A formação destina-se a tratadores que procedem ao acompanhamento de animais no decorrer do transporte marítimo de longa duração, designadamente, viagens com mais de oito horas, tendo já decorrido nas ilhas de São Miguel, com seis participantes, na Terceira com dez e no Pico igualmente com seis formandos.

Atualmente, estão a decorrer as inscrições para o curso em Santa Maria, que se realiza de 26 de fevereiro a 02 de março, sendo que este já conta até à data com 16 inscritos.

Segundo o Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, António Ventura, “esta é uma formação profissional pioneira no país, que evidencia a importância que este Governo Regional dos Açores atribui ao Bem-Estar Animal”.

“O transporte marítimo é de elevada importância para a Região Autónoma dos Açores, uma vez que é a única forma economicamente viável de movimentar animais entre ilhas e para fora do arquipélago, nomeadamente para a Madeira e Portugal continental”, frisa o Secretário Regional.

“Anualmente, exportamos cerca de 9.000 animais vivos, sendo, por isso, o transporte marítimo destes animais muito importante para a economia regional”, acrescenta António Ventura.

O curso de tratadores de gado em transporte marítimo é organizado em colaboração com os Serviços de Desenvolvimento Agrário das diversas ilhas e visa aumentar a capacitação e a literacia destes operadores nesta área de intervenção.

A formação é presencial e tem a duração de 22 horas, decorrendo em modo presencial, em horário laboral, das 9h30 às 16h30. As inscrições podem ser efetuadas por email para [email protected], ou pelo telefone 295 404 200.

Adjudicados trabalhos da empreitada de construção do novo matadouro de São Jorge

Foram já adjudicados – pelo Instituto de Alimentação e Mercados Agrícolas, IPRA (IAMA), no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) – os trabalhos que constituem a empreitada de construção do novo matadouro de São Jorge.

 

De acordo com o despacho do Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, resultou do concurso público internacional que o lote 1, que constitui os trabalhos de construção civil, tais como a movimentação de terras, arranjos exteriores, redes de águas residuais (esgotos) e águas pluviais, instalações elétricas e instalações telefónicas e de dados, foi adjudicado à Tecnovia – Sociedade de Empreitadas, S.A. e Tecnovia Açores, Sociedade de Empreitadas, S.A., pelo valor de €7.249.000,00.

 

Por sua vez, o lote 2, referente à isotermia e instalação frigorífica, ficou a cargo da Frincor Frio Industrial e Comercial, Lda, pelo valor de €1.657.912,79, enquanto o lote 3, relativo a equipamento de processo, ficou a cargo da Blasau S.L. pelo valor de €2.697.040,22.

 

Por último, o lote 4, que diz respeito à rede de fluídos (águas de abastecimento e rede de incêndios e Central de água quente), é da responsabilidade da Termovapor – Indústria de Caldeiras, S.A. pelo valor de €698.680,64.

 

Com o objetivo de assegurar níveis de qualidade, segurança e excelência alimentares, que caracterizam as produções regionais, o Governo Regional tem vindo a realizar importantes investimentos nas infraestruturas de abate, permitindo criar condições para reter, na Região Autónoma dos Açores, as mais-valias resultantes da preparação e processamento das carcaças.

 

No entanto, numa ótica de permanente melhoria da rede regional de abate, afigura-se necessário proceder a novos investimentos, que visem a construção de novas unidades de abate ou o melhoramento das existentes, cuja conceção acompanhe, para além da evolução das exigências do mercado, os condicionalismos legais sobre a matéria, entre os quais os relativos à higiene e segurança alimentar, tratamento de subprodutos, bem-estar animal, prossecução de objetivos ambientais e alterações climáticas.

 

A assinatura dos respetivos contratos ocorrerá decorridos os prazos legais e a tramitação subsequente, nos termos do regime fixado no Código dos Contratos Públicos.

António Ventura enaltece aprovação de projeto para nova Lei da Monitorização dos Solos em Bruxelas

O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, congratulou-se hoje com a aprovação do projeto de parecer sobre a Lei da Monitorização dos Solos na Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu, que protege os agricultores açorianos da nova lei, que previa mais encargos e mais burocracia para os profissionais do setor.

O eurodeputado do PSD José Manuel Fernandes, principal negociador pelo Partido Popular Europeu, conseguiu fazer aprovar a integração das Regiões Ultraperiféricas, como os Açores, na rede dos 100 laboratórios vivos e estruturas de referência rurais na proteção dos solos.

Foi também assegurada a governação adequada dos solos, com recurso a financiamento adicional, propondo uma unidade pedológica por ilha, no caso de um arquipélago como os Açores.

De acordo com António Ventura, “o solo nos Açores é um elemento de sustentabilidade, suportando a excelência dos agroalimentos”.

E prosseguiu: “As práticas agrícolas nos Açores respeitam o solo enquanto ativo gestacional na produção de agroalimentos”.

Para o governante, “o solo nos Açores assume um meio de confiança e garantia na sustentabilidade agroprodutiva”.

“Temos políticas dirigidas ao solo que permitem uma segurança na disponibilidade agroprodutiva”, concretizou.

O projeto de parecer agora aprovado segue para apreciação na Comissão do Ambiente e Saúde Pública e prevê-se que o documento final seja aprovado pelo Parlamento Europeu na mini-sessão plenária de abril.

Presidente do Governo confirma junto de Federação Agrícola medidas de apoio ao setor

O Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, acompanhado do Secretário Regional com a tutela da Agricultura, António Ventura, reuniu-se hoje com o Presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, encontro já marcado antes das eleições que serviu para analisar as medidas em vigor de apoio à lavoura.

No encontro, José Manuel Bolieiro relembrou que a economia produtiva é uma prioridade política da sua governação, como é disso prova, por exemplo, o Acordo de Parceria firmado com vários parceiros sociais, incluindo a Federação Agrícola.

O documento integra referências claras para o futuro e atesta que o Governo dos Açores está comprometido com o sucesso deste setor.

Entre as medidas de apoio ao setor está o compromisso do Executivo em continuar a apoiar o adiantamento dos apoios comunitários relativos ao prémio dos produtos lácteos.

O apoio direto aos jovens agricultores na diminuição dos pagamentos à Segurança Social e apoios a todos os agricultores referentes ao aumento das taxas de juro são também medidas acordadas entre o Governo e a Federação.

Permanece em vigor o apoio à compra de sementes de milho ou de sorgo, a aplicação reformas antecipadas e é para manter a continuidade do fim dos rateios, ao contrário do que acontece na República, medida que veio garantir mais rendimento aos agricultores açorianos.

O Governo dos Açores, em concertação com a Federação Agrícola, quer prosseguir a política de reconversão da produção leiteira em produção de carne, mantendo-se também apoios à redução voluntária da produção de leite.

De recordar também, no campo da carne, o pagamento de apoios ao abate de carne de bovino referente aos efeitos negativos da covid-19 sobre os preços.

Na reunião foi também recordada a abertura de três mil direitos de vacas aleitantes para todas as ilhas, sendo também de salientar que o Observatório Agroalimentar dos Açores está em fase final de instalação.

O Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), com medidas de apoio para se alcançarem os objetivos específicos para a Política Agrícola Comum (PAC), receberá candidaturas dos agricultores açorianos para investimento nas explorações agropecuárias.

O diálogo constante com a Federação Agrícola tem dado bons frutos para uma maior assertividade na definição de políticas públicas, conhecendo-se no pormenor as prioridades do setor.

Ação de sensibilização-Destilados

O Laboratório Regional de Enologia promove no próximo dia 26/01, pelas 20h30 nas suas instalações na ilha do Pico, uma Ação de Sensibilização “Destilados” que aborda o tema relacionado com aguardentes vínicas e não vínicas e licores explicando as metodologias na elaboração dos diferentes tipos de destilados vínicos e não vínicos bem como os licores tracionais nos Açores.
Esta ação pretende informar os produtores de produtos vínicos e não vínicos sobre a forma de elaboração dos destilados utilizando técnicas simples, dando a conhecer outras técnicas de destilação.
Para os participantes das restantes ilhas, poderá ser Online na modalidade Webinar.
Caso esteja interessado deve preencher o formulário de inscrição (https://forms.office.com/e/wtnYGBjAzs).
A inscrição é obrigatória existindo um numero mínimo de participantes para esta ação decorrer

Governo dos Açores investiu mais 580 mil euros em equipamentos para serviços florestais em 2023

A Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, por via da Direção Regional dos Recursos Florestais, investiu, em 2023, mais de 580 mil euros em equipamentos aos serviços florestais de diversas ilhas da Região, com vista à manutenção e preservação dos caminhos agrícolas e rurais por parte daqueles serviços.

Segundo António Ventura, tendo em conta a aposta da Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, através do Plano Regional Anual para 2023, na beneficiação e melhoramento de caminhos agrícolas, “estas aquisições justificam-se pela vasta rede viária das ilhas, que requerem uma constante manutenção”.

Estes equipamentos foram financiados quer pelo Orçamento Regional, quer através do PRORURAL+ ou mesmo através das candidaturas ao projeto INTERREG ou Life IP CLIMAZ e visam a melhoria ou a criação de condições dos serviços florestais de ilha para a manutenção e preservação dos caminhos agrícolas e rurais.

No que respeita aos investimentos, na sua maioria representam viaturas e máquinas como tratores e escavadoras, para as ilhas do Faial, Santa Maria, São Miguel, Pico, Terceira e Graciosa, equipamentos que, de acordo com o governante, “representam uma mais-valia quando aplicadas em domínios como Reservas Florestais de Recreio e baldios”.

“São investimentos desta natureza que promovem a melhoria das condições de trabalho dos agricultores e conseguem aumentar a rentabilidade das explorações, assim como demonstram a capacidade dos nossos serviços para contribuir para melhorar as acessibilidades, pois estes caminhos têm também o potencial de produzir efeitos positivos no turismo, uma vez que proporcionam acessibilidades a turistas e a configuração de novos trilhos e atrativos, tão importantes para a descentralização dos fluxos turísticos”, referiu.

“Com estas medidas, o Governo Regional dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, prova que vem cumprindo com os compromissos assumidos, quer no Plano de Investimentos para este ano, como ao Programa do XIII Governo Regional, através do investimento público na manutenção e gestão dos caminhos de acesso às explorações”, frisou António Ventura

Presidente do Governo enaltece “vitalidade” e “bem fazer” do setor agrícola açoriano

O Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, marcou presença, na terça-feira, num jantar promovido pela Associação Agrícola da Graciosa, saudando a “vitalidade, juventude e bem fazer” do setor em toda a Região.

 

“Tenho orgulho e confiança em vocês”, sublinhou José Manuel Bolieiro, dirigindo-se a perto de duas centenas de agricultores da Graciosa.

 

O governante lembrou os vários produtos agroalimentares que “são marca da Graciosa e referência nos Açores e no contexto nacional”, caso da meloa, do vinho ou do alho.

 

“Não é possível imaginar a Graciosa sem a riqueza dos seus produtos”, prosseguiu, assinalando a “identidade e genuinidade” dos mesmos.

 

“A história da Graciosa e dos graciosenses foi fazer e fazer com qualidade”, sem limitações referentes ao tamanho da ilha ou à sua população, acrescentou José Manuel Bolieiro.

 

Num evento que contou também com o Presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, o Presidente do Governo defendeu a valorização de “narrativas de identidade” que garantam ainda mais-valias aos produtos açorianos.

 

Posteriormente, José Manuel Bolieiro elencou algumas medidas do Governo dos Açores dedicadas ao setor agrícola mas não só, como a baixa fiscal, referindo também o “histórico” Acordo de Parceria, firmado, entre outros parceiros, com a Federação Agrícola.

Em causa está o “Acordo de Parceria Estratégica 2023/2028 – Rendimento, Sustentabilidade e Crescimento”, assinado entre o Governo dos Açores, a Câmara do Comércio dos Açores, a Federação Agrícola dos Açores e a UGT/Açores.

 

Na Graciosa, o governante defendeu ainda o uso “máximo” de fundos comunitários no campo da agricultura, e sobre o fim dos rateios, medida do atual Executivo, foi perentório: “foi um ato de justiça. Não se fez um favor. O que se fez foi acabar com uma injustiça”.

Sala de Desmancha do Matadouro de Santa Maria vai ter intervenção ao abrigo do PRR

O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural enalteceu hoje, em Vila do Porto, a aprovação da candidatura da Agromariensecoop – Coop. De Produtores Agropecuários da Ilha Sta Maria, Crl – para a ampliação e adaptação da sala de desmancha do Matadouro de Santa Maria, que se traduz numa ampliação de 95 m2 e numa melhoria da funcionalidade daquele espaço.

Segundo António Ventura, que falava à margem de uma visita ao matadouro, no âmbito da Visita Estatutária do Governo Regional a Santa Maria, a AgromarienseCoop apresentou uma candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na medida para a Agroindústria, que visava a intervenção naquele espaço, um projeto no valor de 650.083,38 euros, e que foi aprovada pelo montante de 496.244,90 euros.

“A intervenção vai ter início em 2024 e vai permitir melhorar as condições de trabalho e, simultaneamente, de capacidade do Matadouro de Santa Maria, designadamente, ao permitir a separação entre o matadouro e a sala de desmancha” frisou o governante.

“A obra vai possibilitar criar uma câmara de carcaças exclusiva para a sala de desmancha, a instalação de uma máquina de embalamento a vácuo com túnel de retração, e o reposicionamento da zona de lavagem de utensílios”, adiantou.

“A intervenção a realizar vai permitir ainda a ampliação da câmara de produto acabado, duplicando a sua capacidade, que passa a ser de perto de 10 toneladas, assim como a criação de uma câmara de maturação seca de carnes, com capacidade para uma tonelada e com zona de preparação específica de carne maturada”, acrescentou.

Para além disso, continuou, “será efetuada uma instalação frigorífica nova a CO2, totalmente independente da instalação do matadouro e a inclusão de painéis fotovoltaicos, para além da criação de balneários masculinos e femininos e de um escritório, exclusivos para a sala de desmancha”.

Na ocasião, o responsável pela pasta da agricultura avançou que a Região viu 19 candidaturas aprovadas na medida da Agroindústria, num valor total de mais de 15,8 milhões de euros e que contarão com uma comparticipação de 8,5 milhões de euros do PRR.

“Vamos desta forma, e um pouco por todas as ilhas, respondendo às necessidades das pessoas, das associações e das instituições, na certeza de que só assim conseguiremos uns Açores mais coesos e preparados para o futuro”, concluiu.

Candidaturas para sessões de acompanhamento e orientação aos agricultores abrem em janeiro ao abrigo do PRR

O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, vai abrir candidaturas, a partir de janeiro de 2024, para apoios à promoção de sessões de acompanhamento ou orientação (‘coaching’), que consiste na disponibilização de apoio técnico especializado dirigido aos produtores agrícolas, com vista a melhorar as suas competências para a gestão dos aspetos económicos, ambientais e sociais do seu negócio, incluindo competências digitais e a utilização de ferramentas inovadoras.

Este apoio, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), está previsto no tema de abrangência multissetorial “M.01 – Gestão sustentável das explorações agrícolas”, do “Programa de Capacitação dos Agricultores e de Promoção da Literacia em Produção e Consumo Sustentáveis”, decorrente do investimento “Relançamento Económico da Agricultura Açoriana”, promovido pela Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural.

Podem ser concedidos apoios, ao abrigo do presente diploma, para a realização de sessões de acompanhamento ou orientação (‘coaching’), de acordo com as principais necessidades das explorações em matéria de competitividade, transição verde, na qual se inclui a utilização sustentável dos recursos naturais, transição digital, transição energética, sanidade vegetal e animal e bem-estar animal, em todos os setores de atividade relacionados com a produção agrícola primária.

O apoio é atribuído sob a forma de subvenção não reembolsável e será atribuído até ao valor fixo limite anual de €1.500,00 por exploração beneficiada com um plano de acompanhamento ou orientação anual.

As candidaturas podem ser apresentadas no âmbito dos avisos de abertura de concurso e são submetidas através de formulário eletrónico disponível no sítio da Internet a indicar no respetivo aviso.

No PRR, no âmbito da agricultura, destaca-se o investimento “Relançamento Económico da Agricultura Açoriana”, que pretende contribuir para a resiliência e o crescimento sustentável do potencial produtivo regional, atenuar o impacto económico e social da crise no setor agrícola e agroalimentar dos Açores e contribuir para a dupla transição climática e digital nesse setor.

O “Programa de Capacitação dos Agricultores e de Promoção da Literacia em Produção e Consumo Sustentáveis”, por seu turno, constitui uma das medidas do investimento no âmbito da transição verde, da transição digital e do bem-estar animal, incluindo certificações.

Numa região como os Açores, ultraperiférica, predominantemente rural e marcada pelos seus valores naturais, a agricultura tem uma expressão económica, social e territorial de grande relevância para a coesão regional, sendo que o acesso à informação e ao conhecimento, por parte dos agentes do setor agrícola e da população em geral, é considerado um elemento chave para assegurar a transição para fileiras agrícolas mais ecológicas, mais sustentáveis, mais diversificadas, melhor adaptadas às condições edafoclimáticas, geográficas e socioeconómicas regionais, e contribuir para uma progressiva e desejável autonomia alimentar.

Neste contexto, no que se refere à tipologia das ações a desenvolver é imprescindível diversificar os formatos a disponibilizar, pelo que este programa inclui, entre outras ações, as “Sessões de acompanhamento ou orientação (‘coaching’)”, ações personalizadas conduzidas por um orientador com habilitação técnica adequada (‘coach’) que preconizam uma intervenção anual personalizada, a realizar em momentos distintos.

A disponibilização destas sessões de acompanhamento ou orientação tem por base o apoio técnico especializado aos produtores agrícolas, através da transferência de conhecimentos e de informação que visem capacitar e aconselhar os agricultores no âmbito da gestão eficiente e sustentável das suas explorações agrícolas em termos económicos, sociais, ambientais e climáticos, de bem-estar animal, de saúde pública e de eficiência na utilização dos recursos.

Ilhas Terceira, Graciosa, Faial e São Miguel com investimentos em obras de ordenamento agrário

A IROA, SA – Instituto Regional de Ordenamento Agrário, lançou hoje cinco concursos públicos, no valor total de 362 mil euros, relativos a obras de ordenamento agrário nas ilhas Graciosa, Terceira, Faial e São Miguel.

Estes concursos públicos serão cofinanciados pelo FEADER, através do Prorural+, do quadro comunitário 2020, que está na sua fase final, e consistem em investimentos no abastecimento de água, eletrificação e caminhos agrícolas.

Na ilha Graciosa, o investimento refere-se à beneficiação e pavimentação do Caminho agrícola dos Picheleiros, numa extensão de cerca de 500 metros em betão.

Em São Miguel, o investimento será na segurança do caminho agrícola dos Camalhões na Ribeira Grande com a construção de um muro de suporte e drenagem.

Na ilha do Faial, o investimento será no abastecimento de água agrícola no prolongamento do Cangueiro ao Caminho do Castelo Branco com a execução de 1550 metros de conduta e ramais.

Finalmente, na ilha Terceira, serão realizados investimentos na eletrificação de três explorações agrícolas, numa extensão de rede de baixa tensão de 1200 metros e um investimento no abastecimento de água na Canada da Servidão da freguesia da Agualva com a execução de 950 metros de conduta e ramais.

Todos esses investimentos estão programados para estarem concluídos no primeiro semestre de 2024 e são apenas os primeiros de mais 12 concursos públicos em investimentos no valor de cerca de quatro milhões de euros em empreitadas a realizar em São Miguel, São Jorge, Flores, Terceira e Graciosa, projetos já candidatados ao PRORURAL + que está a finalizar e que demonstra uma eficaz utilização dos fundos do quadro comunitário 2020.

Candidaturas para investimento nas explorações agrícolas ao abrigo do PRR decorrem até 26 de janeiro, relembra Governo dos Açores

O Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural realçou, na Graciosa, que, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), estão abertas candidaturas, até 26 de janeiro, para o investimento à atividade agropecuária, onde a construção de reservatórios de água é um dos apoios elegíveis.
António Ventura, que falava à margem de uma reunião com o executivo camarário de Santa Cruz da Graciosa, adiantou que “os regimes de apoio à inovação de produtos e processos de produção e organização, à transição verde e à transição digital, destinados à reestruturação das explorações agrícolas são uma excelente oportunidade para que as ilhas com maiores problemas de abastecimento de água possam investir na construção de reservatórios de água”.
“Pelo facto de ser extremamente importante, é preciso adotar medidas que visem a captação de água, as formas de armazenamento e a sua distribuição eficiente e com qualidade, especialmente nas ilhas com maior escassez desse bem”, realçou.
“Sendo a Graciosa, a par com o Pico e com Santa Maria, ilhas onde existem sérios problemas com o abastecimento de água, quer para consumo animal, como para consumo humano, torna-se fundamental que os agricultores destas ilhas aproveitem esta oportunidade para se candidatarem a esta medida do PRR, a fim de criarem reservatórios de água nas suas explorações”, sublinhou.
Segundo António Ventura, “os apoios são atribuídos sob a forma de subvenção não reembolsável, sendo que as despesas elegíveis beneficiam de uma taxa de apoio de 80%”.
“O apoio público por cada candidatura apresentada está limitado a 32.500,00 euros de despesa máxima elegível, sendo o apoio correspondente a 80%, ou seja, 26 mil euros”, acrescentou.
O Aviso N.º 13/C05-i05-RAA/2023, inserido no investimento para o Relançamento Económico da Agricultura Açoriana, no âmbito do PRR, prevê os regimes de apoio à inovação de produtos e processos de produção e organização, à transição verde e à transição digital, destinados à reestruturação das explorações agrícolas.
São apoios elegíveis a construção de reservatórios de água nas explorações agrícolas; a instalação de sistemas automatizados na alimentação animal e na ordenha; a aquisição de sensores para a deteção de doenças na horticultura e na fruticultura e de ‘drones’ (veículos não tripulados) para a pulverização de vinhas e campos de milho.
Segundo o Secretário Regional, a dotação orçamental do PRR afeta ao presente aviso é de quatro milhões de euros, podendo beneficiar do apoio previsto as pessoas, singulares ou coletivas, que se dediquem à produção agrícola primária.

Presidente do Governo formaliza protocolo para “preservar e valorizar” castas de videiras tradicionais

O Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, formalizou hoje, em nome do Executivo, um protocolo de colaboração com a Fundação Gaspar Frutuoso com vista à “preservação e valorização” das castas de videiras tradicionais.

 

“A aposta que estamos a fazer na preservação e na valorização das nossas castas tradicionais no domínio da viticultura, como sejam o Verdelho, o Arinto dos Açores e o Terrantêz do Pico é para nós essencial, na qualidade que podemos ter com base na nossa tradição, de uma imagem distintiva”, vincou o governante.

 

José Manuel Bolieiro falava à margem do evento tido esta manhã no pólo de Ponta Delgada da Universidade dos Açores.

 

O protocolo prevê a atribuição de cerca de 65 mil euros para se implementar “um programa de revitalização das castas tradicionais utilizando ferramentas biotecnológicas, recorrendo a conhecimento e tecnologia há muito implementado na região pelo Centro de Biotecnologia dos Açores”.

 

A cultura da vinha está histórica e culturalmente ligada aos Açores desde o seu povoamento.

 

Nas zonas vitivinícolas dos Açores, a conjugação do sistema de cultivo com um património genético constituído por castas singulares como o Verdelho, o Arinto dos Açores e o Terrantêz do Pico faz com que a tipicidade da paisagem e os produtos vinícolas sejam uma mais-valia com acrescido relevo na economia açoriana.

Governo dos Açores promove em 2024 e 2025 ações de informação destinadas aos produtores agrícolas da Região

A Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, através da Direção Regional da Agricultura, pretende desenvolver, em 2024 e 2025, 36 ações de informação, destinadas aos produtores agrícolas da Região Autónoma dos Açores, sobre bem-estar animal e utilização sustentável dos produtos antimicrobianos, a realizar em todas as ilhas da Região.
Para o efeito, foi efetuado o convite para ajuste direto a cinco entidades habilitadas para o efeito, para a aquisição de serviços com vista à realização de ações de informação sobre bem-estar animal e utilização sustentável dos produtos antimicrobianos, pelo valor base de €43.848,00.
Esta iniciativa acontece ao abrigo do “Programa de capacitação dos agricultores e de promoção da literacia em produção e consumo sustentáveis”, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), pretendendo responder à Meta 1, que prevê que 2.000 Explorações agrícolas sejam beneficiárias de apoio técnico especializado ao abrigo do respetivo programa.
Quanto às matérias abrangidas, no que respeita ao bem-estar animal, António Ventura, o Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, frisou que os “Açores são a imagem de natureza e interação perfeita entre a ação humana e o ambiente, sendo também um exemplo na criação de bovinos de forma natural e respeitadora dos mais elevados preceitos de bem-estar animal”.
“O bem-estar animal e o respeito pelos ciclos naturais da vida dos animais são uma das principais características na forma de vida dos agricultores açorianos na persecução da rentabilidade e excelência produtiva das suas explorações”, acrescentou.
“As preocupações atuais da Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, no que concerne ao bem-estar animal, não são mais do que uma valorização de práticas e maneios que sempre pautaram a forma como se criam e se mantém bovinos no Açores”, justifica António Ventura.
A certificação dos produtos das explorações agrícolas dos Açores com o selo “Welfair Quality®” é uma estratégia de valorização internacional da excelência dos produtos da Região, que se converterá em maior sucesso económico para as explorações bovinas.
A conclusão do processo de adaptação do Protocolo Welfair Quality® à realidade açoriana colocou assim ao dispor dos bovinicultores insulares uma nova ferramenta de valorização da sua produção.
No que diz respeito à utilização sustentável dos produtos antimicrobianos, o objetivo é sensibilizar e incentivar os agricultores, enquanto elemento fundamental na cadeia de produção de alimentos, à adoção das melhores práticas na utilização de antimicrobianos nos seus animais, uma vez que combater a resistência antimicrobiana é uma salvaguarda da saúde de todos.
A resistência aos antimicrobianos é uma problemática cada vez mais premente nos dias de hoje e para a qual são necessárias ações concertadas no âmbito do conceito “One Health” (Uma Só Saúde).
Ocorre quando bactérias, vírus, fungos e parasitas se tornam resistentes a antimicrobianos e as infeções são mais difíceis de tratar, aumentando o risco de propagação de doenças, seja entre animais, espécies vegetais e até ao homem.
Em resultado desta resistência, os antibióticos e outros medicamentos antimicrobianos tornam-se ineficazes e as infeções são cada vez mais difíceis ou impossíveis de tratar.
Paralelamente, cada vez mais o consumo de alimentos seguros e saudáveis é uma preocupação na escolha dos consumidores, o que justifica a realização destas ações de informação.

Não vacilo na prioridade política de fazer justiça ao setor agrícola, realça José Manuel Bolieiro

O Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, marcou presença, no sábado, no IX Concurso Micaelense Holstein Frísia de Outono, confirmando a “prioridade política” para com o setor agrícola e agroalimentar.
“Não gostaria nesta minha intervenção de ser interpretado como alguém que vem para a promessa vã e política. Não é este o meu papel, a minha atitude. Não ignoro a situação, mas respeito muito a inteligência e capacidade de avaliação das pessoas que me ouvem aqui e nos Açores inteiros. A realidade é que todas as políticas que desenvolvemos para valorizar e fazer justiça à nossa economia política no agroalimentar são para continuar. Não vacilo um milímetro numa prioridade política que faça justiça ao agroalimentar”, realçou o governante.
Acompanhado pelo Secretário Regional da Agricultura, António Ventura, o Presidente do Governo teceu elogios ao Presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, enaltecendo a “boa influência na decisão estratégica” e a capacidade de “unir e reunir todos os produtores” da Região.
Ademais, o governante lembrou o fim dos rateios, que “prejudicavam a justa expetativa” dos agricultores.
“O fim dos rateios é uma prática realizada, não uma promessa, e há a garantia que assim é para continuar”, garantiu.
Na ocasião, José Manuel Bolieiro lembrou que estão atualmente em vigor candidaturas para apoio à transição verde, digital e inovação, estando destinados quatro milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para tal.
No que refere à “renovação geracional” no setor, e sobre o “grave problema” que são os “sobrecustos de pagamento à Segurança Social”, o Presidente do Governo mostrou-se disponível para estudar um “apoio direto aos jovens para diminuir” os custos neste campo.
“Veremos que tipo de percentagem podemos acertar neste tipo de apoio”, disse, acrescentando ainda o desejo de encontrar uma “forma de compensação”, em articulação com a banca, sobre os sobrecustos referentes ao aumento das taxas de juro.
Para além disso, o compromisso de abertura dos três mil direitos de vacas aleitantes é referente a todas as ilhas e “será uma realidade a breve trecho”, asseverou.
José Manuel Bolieiro lembrou ainda o Acordo de Parceria firmado recentemente com vários parceiros sociais, incluindo a Federação Agrícola, lembrando que o documento integra “referências claras para o futuro” e atesta que o Governo dos Açores está “comprometido com o sucesso” deste setor.

Produtos dos Açores representados no XI Fórum Internacional de Turismo em Gran Canaria

A Região Autónoma dos Açores levou os seus produtos regionais a estarem representados no XI Fórum Internacional de Turismo Maspalomas Costa Canaria, que teve lugar nos dias 23 e 24 de novembro, na ilha da Gran Canaria.

 

A convite da Associação Canária para o Progresso da Macaronésia, a Região teve a oportunidade de participar no “Gastroforum”, onde foram realizadas exposições de produtos dos Açores, das Canárias e de Cabo Verde, para além de vários seminários de demonstração e de degustação de alguns produtos.

 

Apresentados no stand do IAMA – Instituto de Alimentação e Mercados Agrícolas, representado no evento por Beatriz Medeiros, estiveram os Queijos São Jorge DOP e o Queijo Ilha Velho, de São Miguel, assim como o Queijo Milhafre dos Açores, para além de outros diversos produtos característicos, como o ananás, o mel, as conservas de atum de Santa Catarina, o vinho do Pico, pimenta salgada, açafroa, o bolo lêvedo, e o chá.

 

O evento contou ainda com um ‘showcooking’ de produtos regionais, onde António Bezerra, técnico superior da SRADR e ‘gourmand’, preparou lírio salteado sobre puré de batata-doce com lima e rebentos de mostarda, onde realçou o peixe dos mares açorianos e da batata-doce regional, e ainda um tártaro açoriano de novilho dos Açores IGP, com bolo lêvedo, onde destacou, para além da carne, as pimentas de São Miguel e o perrexil em conserva.

 

O Fórum Internacional de Turismo Maspalomas Costa Canaria reúne, anualmente, centenas de especialistas e profissionais de turismo no principal município turístico de Gran Canaria, sendo uma organização conjunta da Câmara Municipal de São Bartolomé de Tirajana, o Conselho Insular de Gran Canaria e a Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, através da Faculdade de Economia, Negócios e Gestão de Turismo.

Governo Regional dos Açores, APAC e Delta Cafés assinam protocolo para a Experimentação de Novas Variedades de Café nos Açores

O Governo Regional dos Açores, a Associação de Produtores Açorianos de Café (APAC) e a Delta Cafés assinaram hoje, no Palácio de Sant´Ana, em Ponta Delgada, o Protocolo para a Experimentação de Novas Variedades de Café na Região Autónoma dos Açores, que irá permitir maior desenvolvimento futuro do café na Região, acelerando a sua produtividade, qualidade e viabilidade económica.

Na ocasião, o Presidente do Governo, José Manuel Bolieiro, enalteceu a “parceria de excelência” que vai “projetar uma força qualitativa de expressão do café dos Açores no contexto nacional e global”.

“A nossa geografia é distintiva, mesmo no que diz respeito a outras geografias da produção de café. Estamos no meio do atlântico norte. Temos esta influência, que pode ser projetada como um valor acrescentado e não como um desvalor”, considerou ainda o governante.

E concretizou, elogiando os “pioneiros” e todos os que prosseguem a missão de cultivar café na Região: “a nossa vocação estratégica é a qualidade, a distinção e o valor acrescentado”.

O acordo formaliza o compromisso das três entidades na implementação das ações estratégicas que permitam desenvolver, de forma sustentável, a cadeia produtiva do café nos Açores, por via da experimentação e seleção de novas variedades de café na Região, permitindo uma maior e melhor produtividade agregadora de valor à produção agrícola regional.

O protocolo tem a duração de oito anos e estará dividido em sete fases, que incluem o planeamento do estudo experimental nos diferentes campos para a introdução de novas variedades de café e a capacitação, aconselhamento e apoio técnico aos produtores.

Em outubro, a Delta Cafés anunciou o lançamento do primeiro lote de café dos Açores que já está disponível, em exclusivo e edição limitada, nas lojas Delta The Coffee House Experience, tendo presente o objetivo de promover e dar a conhecer o café dos Açores, difundir conhecimento sobre esta cultura e responder ao interesse que a sua produção tem suscitado.

Exploração e replantação de florestas públicas por empresas privadas potencia economia e sustentabilidade ambiental, defende António Ventura

O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural visitou hoje, na ilha Terceira, ações de exploração e replantação de florestas públicas exploradas por empresas locais, que prevê o corte, a florestação e a manutenção das áreas cortadas por parte dessas empresas, garantindo a sustentabilidade ambiental.

“A vantagem deste processo está muito associada ao facto de, por um lado, estarmos a vender a madeira de ‘cryptomeria’ que já está em idade de exploração, alguma dela já com mais de 40 anos e, em simultâneo, estar-se a proporcionar às empresas uma dinâmica económica, disponibilizando essa madeira às mesmas”, defendeu o governante.

Com isso, continuou, “estas empresas correspondem àquilo que são as necessidades dos seus clientes e, ao mesmo tempo, ajuda-as a manter postos de trabalho e a gerar emprego na Região, que é efetivamente, um fator muito importante”.

Numa perspetiva mais ambiental, o Secretário Regional sublinhou a importância do processo, tendo em conta que, de uma forma imediata, o operador está obrigado a proceder à exploração florestal, a proceder à sua limpeza e replantação posteriormente.

“Desta forma, salvaguardam-se as questões ambientais do ponto de vista paisagístico, da conservação dos solos, do regime hidrológico e restabelece rapidamente o potencial produtivo destes solos, com vista a obter uma nova revolução de ‘cryptomeria’, para que no futuro, daqui a duas ou três décadas, possa voltar a ser explorada”, acrescentou.

O concurso público internacional para a venda de madeira da espécie ‘Cryptomeria japonica’ prevê o corte de 33,91 hectares, que se distribuem por seis lotes de madeira, 30 parcelas, o que representa cerca de 28 mil m3 de madeira, 21 mil toneladas.

Foram três as empresas adjudicatárias, tendo sido distribuídos dois lotes a cada uma das empresas, designadamente, a Márcio e Francisco, Madeiras Lda.; a ETMAL, Empresa Terceirense de Madeiras, Lda. e o empresário André Mendes.

A consignação foi efetuada a 17 de outubro de 2023, pelo valor de cerca de 346 mil euros, tendo o prazo de execução até 31 de março de 2024.

O Secretário Regional adiantou que que foram vendidas cerca de 30 mil árvores, o que significa que o preço médio por árvore foi de €11,68 e que serão replantadas, pelas respetivas empresas, 141 mil plantas de ‘cryptomeria’, que serão fornecidas pela Direção Regional, através do Serviço Florestal da Terceira a título gratuito.

“Este é um bom exemplo de uma gestão florestal ativa, em que, por um lado se garante a vertente económica e, por outro, a sustentabilidade e a conservação ambiental, tendo conta a importância da floresta na Região Autónoma dos Açores, quer por questões ambientais, como sociais e recreativas”, adiantou António Ventura.

“No fundo, acrescentou, estamos a colocar em prática a função social do perímetro das áreas públicas, como acontecia há alguns anos atrás, só que desta feita, através das empresas locais, potenciando a sua sustentabilidade económica e a manutenção e criação de postos de trabalho”, concluiu.

Açores com estatuto de indemnidade reconhecida pela Comissão Europeia à doença de Aujeszky em suínos

A Região Autónoma dos Açores foi reconhecida oficialmente pela Comissão Europeia com o estatuto de indemnidade de infeção pelo Vírus da Doença de Aujeszky, através do Regulamento de Execução (UE) 2023/2618.

A Doença de Aujeszky, também conhecida por pseudorraiva, é uma doença de origem viral altamente contagiosa, que afeta principalmente os suínos. Devido à grave sintomatologia que os animais infetados desenvolvem, como elevada mortalidade dos leitões, imunodepressão e atraso no crescimento dos porcos de engorda, assim como perdas reprodutivas das porcas em gestação, esta doença têm um grande impacto económico nas explorações suinícolas.

A Região Autónoma dos Açores apresentou recentemente à Autoridade Veterinária Nacional e Europeia um conjunto de informações que demonstraram estar preenchidas as condições para o reconhecimento do estatuto de indemnidade de infeção pelo Vírus da Doença de Aujeszky.

Por conseguinte, a 23 de novembro, a Comissão Europeia publicou o Regulamento de Execução (UE) 2023/2618, que inclui a Região Autónoma dos Açores na lista do anexo VI, parte I, do Regulamento de Execução (UE) 2021/620, reconhecendo oficialmente o estatuto de indemnidade de infeção pelo Vírus da Doença de Aujeszky.

Para o Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, “esta distinção é o resultado do comprometimento incansável de todos os parceiros, suinicultores, profissionais da saúde animal e autoridade veterinária regional, em especial, a Federação Agrícola dos Açores, que tem sido um parceiro de articulação e diálogo nas políticas publicas de sanidade animal”.

“É com imensa satisfação e orgulho que compartilhamos esta conquista notável para a comunidade açoriana, muito em especial para a área da suinicultura. Este reconhecimento pela Comissão Europeia é motivo de grande orgulho para Portugal e para os Açores, constituindo também mais uma oportunidade para que os animais e produtos de origem animal dos Açores sejam ainda mais valorizados”, acrescentou o governante.

Para António Ventura, “esta doença tem sido uma preocupação constante para a indústria agropecuária e à saúde animal em toda a Europa”.

“Fruto da dedicação e resiliência, vigilância e implementação de medidas preventivas, alcançámos um patamar de excelência que agora é reconhecido a nível da União Europeia, sendo a primeira região da península ibérica a conseguir este feito”, prosseguiu.

E rematou: “O estatuto sanitário sublime que agora ostentamos em suínos, à semelhança do que já tinha sido alcançado nos bovinos relativamente a várias doenças, nos pequenos ruminantes e até nas abelhas, é mais do que uma simples designação, é um testemunho do nosso compromisso com os mais altos padrões e práticas sanitárias, cooperação institucional e dedicação de todos”.

“Produção agrícola expedida pela Região atingiu o valor mais alto dos últimos anos”, lembra António Ventura

O Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, António Ventura, lembrou hoje que a produção agrícola expedida pelos Açores “atingiu o valor mais alto dos últimos anos, ascendendo a mais de 600 milhões de euros”, num caminho que se pretende de consolidação para 2024.

“Este número espelha a importância da agricultura nos Açores e é percebendo esta relevância, mas também compreendendo as dificuldades atuais dos agricultores, que o Orçamento aumenta 14% para 2024”, frisou o governante.

António Ventura falava na cidade da Horta, no plenário da Assembleia Legislativa Regional dedicado a debater e votar as propostas de Plano e Orçamento para 2024.

Perante os deputados, o Secretário Regional anunciou que os documentos apresentam um aumento de dois milhões de euros na medida relativa ao rendimento e à resiliência da atividade agrícola.

“No passado, em tempos de dificuldades, fazia-se o contrário, diminuía-se as verbas. É exemplo o que ocorreu em 2020, onde a mesma medida que agora sobe dois milhões, desceu três milhões de euros, por vontade única da governação do PS. Em 2021 repusemos os valores cortados”, assinalou.

Para o próximo ano, serão ainda elevadas as taxas de apoio do PEPAC para 80% no PEPAC, “as maiores taxas de comparticipação desde que existem fundos comunitários”, realçou António Ventura.

E prosseguiu: “Vão existir ajudas de 80% para a inovação e a diversidade produtiva. Será criada uma ajuda de 50% na compra de equipamentos até 10.000 euros, majorada em 5% para jovens. Importa igualmente conhecer algumas medidas realizadas e que tiveram por base um diálogo permanente de trabalho com a Federação Agrícola dos Açores”.

Nesta fase, declarou ainda o governante, está a ser reduzida a produção de leite nas explorações “como parte de uma estratégia que inclui uma alimentação animal sustentável, uma investigação científica aplicada, uma promoção na saúde humana e uma resiliência para quem produz”.

“Apoiámos em 80% a compra de sementes de milho, abrangendo mais de 2.000 agricultores por ano, o que originou um recorde regional nesta produção. Apoiámos em 50% a compra de sementes de leguminosas para a instalação de pastagens biodiversas, tendo sido beneficiados mais de 800 hectares. Apoiámos em 70% a comparticipação nos custos das certificações biológicas. Regularizámos os parcelários de 1.263 agricultores, correspondendo a 9.000 hectares, evitando-se a perda de aproximadamente cinco milhões de euros em ajudas comunitárias”, elencou ainda.

E rematou: “Muito mais havia para dizer e, humildemente também dizemos que muito ainda há para fazer. Deixemos que as políticas públicas sejam avaliadas no seu tempo normal.”

Atitude é essencial para se prosseguir caminho de excelência, lembra José Manuel Bolieiro junto de representantes do setor agrícola

O Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, teceu na sexta-feira elogios aos vários “méritos” do setor agrícola, declarando “orgulho” pela capacidade de riqueza do setor e vincando a necessidade de se caminhar num percurso de “excelência”.

 

“Sem atitude não se alcança a excelência. Quero enaltecer a atitude dos produtores. Com os meios que têm ao dispor procuram fazer bem e alcançar a excelência. Isso dá prestígio e rendimento”, declarou.

 

José Manuel Bolieiro falava em Ponta Delgada, na sessão de abertura dos prémios entregues a dezenas de agricultores pela Associação de Jovens Agricultores Micaelenses.

 

“Reconheço a vontade de serem tão empreendedores como os vossos pais e avós, mas com especial sensibilidade para a sustentabilidade, inovação e adaptação e formação para as novas tecnologias. É este o futuro”, disse o Presidente do Governo, dirigindo-se precisamente aos mais jovens.

 

O governante defendeu ainda a progressiva continuidade da “autonomia alimentar” dos Açores, algo que a pandemia de covid-19 veio provar ser necessário.

 

“A agricultura nunca parou”, lembrou, antes de elencar várias medidas do atual Governo dos Açores para o setor, nomeadamente o fim dos rateios.

 

“Este foi e é um compromisso estratégico. Estamos imbuídos em manter este alinhamento, que não existia no passado”, e que agora foi também confirmado, por exemplo, no Acordo de Parceria firmado com os parceiros sociais, entre os quais a Federação Agrícola dos Açores.

António Ventura destaca valores no Plano e Orçamento para 2024 dedicados à literacia e formação para a agricultura

O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural anunciou hoje, na abertura das Jornadas Técnicas Regionais da Agricultura Biológica, em Angra do Heroísmo, que o Plano e Orçamento para 2024 inclui “a maior ação em termos de orçamento na literacia e formação para todas as agriculturas e em especial para a agricultura biológica”.

“Desde 2021 que implementamos nos Açores um Programa de Naturalidade, tendo em conta essas preocupações atuais e do amanhã, juntamente com a BioAzórica e com a Trybio – Associação de Produtores e Consumidores de Agricultura Biológica, um programa que não é apenas dirigido a quem produz, mas também aos consumidores e, nesse sentido, conseguimos realizar mais de 50 ações de formação e de sensibilização em todas as ilhas”, sublinhou António Ventura.

O governante relembrou ainda que se conseguiu aumentar a área biológica em mais de 3.000 hectares, assim como o número de produtores, em mais de 100 desde 2020.

“Tendo em conta esses resultados, consideramos que há muito mais a fazer e por isso mesmo, para 2024, em matéria de desenvolvimento sustentável, à biodiversidade e ao combate às alterações climáticas, verifica-se um aumento de 8% das verbas, o que corresponde a 45 milhões de euros em toda esta área”, disse.

O responsável pela pasta da Agricultura adiantou ainda que o Plano e Orçamento para 2024 inclui “a maior ação em termos de orçamento na literacia e formação para todas as agriculturas e em especial para a agricultura biológica”, perante dois instrumentos de ação, o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e o Orçamento Regional, no valor de 2,4 milhões de euros.

“São ações de formação dirigidas a todos os nossos produtores de alimentos, no âmbito da transição energética, da transição verde e da gestão de energia”, referiu.

António Ventura destacou ainda que o Plano e Orçamento para 2024 prevê “uma candidatura ao um projeto Life IP, no valor de 28 milhões de euros, que vai permitir que os resíduos voltem a ser novamente matéria-prima, designadamente, resíduos do desperdício alimentar”, entre outros.

As Jornadas Técnicas Regionais da Agricultura Biológica, organizadas pela BioAzórica, Agrobio, em parceria com a Associação Portuguesa de Agricultura Biológica, tiveram início hoje na Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luis da Silva Ribeiroe decorrem até amanhã.

Na sessão de abertura, o Secretário Regional enalteceu a iniciativa, afirmando que “em boa hora se trouxe novamente a público, pelas próprias organizações, estas ações de sensibilização sobre uma agricultura com mais naturalidade”.

Presidente do Governo lembra que Açores se devem afirmar pela qualidade nos setores agrícola e marítimo

O Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, presidiu hoje à inauguração das novas instalações dos Centros de Fabrico dos Açores, do grupo Bensaúde, defendendo que a Região, nos setores referentes ao pescado e à lavoura, se deve afirmar no contexto nacional e internacional pela qualidade.

 

“Valorizo muito a ideia dos Centros de Fabrico dos Açores em enquadrar a valorização de produtores e consumidores”, declarou o governante, falando em Ponta Delgada.

 

Com a “expetativa de quem confia no futuro”, José Manuel Bolieiro valorizou o trabalho desenvolvido pelo grupo Bensaúde enquanto elemento de uma “cadeia de valor” que vai da produção até à distribuição, elogiando também os produtores açorianos de várias áreas.

 

“Sei da qualidade, da genuinidade com que os nossos produtores se têm afirmado na economia dos Açores e num contexto de economia aberta. É preciso que nos afirmemos pela qualidade”, vincou.

 

E prosseguiu: “Acredito que a nossa economia e o desenvolvimento dos Açores passa pela nossa contínua aposta na capacidade produtiva de bens transacionáveis de alimento humano, tanto no agroalimentar, como no marítimo-alimentar”.

 

Com empreendedorismo e iniciativas como a hoje inaugurada, são desenvolvidos territórios e fixadas populações, defendeu ainda José Manuel Bolieiro.

 

“Acredito fortemente neste valor da nossa economia e da nossa capacidade produtiva, de embalamento e distribuição. Também acredito na sofisticação, na verificação da segurança alimentar e na qualidade biológica”, concretizou o Presidente do Governo.

 

A Centros de Fabrico dos Açores integra a indústria de processamento de carnes, panificação, pastelaria e pescado presente nos Açores.

António Ventura enaltece criação de novo vinho de Santa Maria

O Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural felicitou, este domingo, a Cooperativa Agrícola de Santa Maria por aquilo que considerou “um projeto que termina com um resultado de excelência”, ao referir-se à criação de um vinho que pretende ser certificado em Indicação Geográfica (IG) em dezembro.
“Nasceu um vinho em Santa Maria, que é mais do que um vinho, é o recuperar de uma tradição secular e o reforço de identidade açoriana. Santa Maria posiciona-se para a existência de mais uma fileira agroprodutiva. A fileira do vinho ganha, com este lançamento de um novo agroalimento, uma projeção de grande expectativa”, frisou o governante.
“Este será o início de um percurso que tenho a certeza que obterá sucesso agroprodutivo”, sublinhou.
António Ventura falava à margem do ‘Santa Maria Wine Fest’, onde lançou o desafio para que “os agentes locais, nomeadamente a Agromariensecoop e a Secretaria Regional da Agricultura, construam uma candidatura para que Santa Maria, ou parte da ilha, seja uma Região Vitivinícola Demarcada, juntando-se assim às outras três Regiões Demarcadas, Pico, Biscoitos e Graciosa”.
O governante anunciou, na ocasião, que em 2024 será promovido o primeiro concurso regional de vinhos certificados dos Açores e lançado o Livro Branco do Enoturismo, tendo em conta a distinção recente da Inter Vitis dos Açores como Melhor Destino Sustentável de Enoturismo.
Sendo o dia do sócio da Associação Agrícola de Santa Maria, António Ventura felicitou igualmente a direção e os associados por mais uma comemoração.

Governo dos Açores enaltece prémios LactAçores pelos prémios no World Cheese Awards

O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural enaltece a LactAçores pelas medalhas de Ouro arrecadadas na 35ª edição do World Cheese Awards, um dos maiores eventos internacionais de queijos, que decorreu em Trondheim, na Noruega, em outubro.

O Queijo São Jorge DOP 4 Meses e o Queijo Velho São Miguel 9 Meses foram os queijos premiados com medalhas de Ouro neste evento internacional, que na edição deste ano atraiu um número recorde de participantes, com 4.502 representantes de 43 países, enquanto o queijo São Jorge DOP 12 meses angariou a Prata.

Para António Ventura, “é um enorme orgulho receber estes galardões para os queijos produzidos na Região, o que demonstra a grande qualidade dos produtos açorianos e em especial a grande qualidade da matéria-prima, ou seja, do leite produzido nos Açores”.

“Estes prémios são a prova de que os Açores concebem produtos de alta qualidade, produtos únicos no mundo, quer na qualidade intrínseca, como no modo de produção, que resultam do saber fazer, assim como das condições edafoclimáticas e geográficas dos Açores”, frisou.

Segundo o governante, “a LactAçores destaca-se, não só pelos prémios agora arrecadados, como por outras participações em feiras e eventos durante o ano de 2023, assim como por outros prémios arrecadados”.

No concurso Queijos de Portugal 2023, também realizado em outubro, os Queijos de São Jorge DOP de 4, 7, 12 e 24 meses de cura, da União Cooperativas Agrícolas de Lacticínios de São Jorge, UCRL, receberam todos o prémio de Ouro na categoria de cura prolongada, assim como o queijo Ilha Azul Curado, da CALF – Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial, CRL.

Já a Prata foi conquistada pelo Queijo Capelinhos, de 4 meses de cura, na categoria de cura prolongada, e pelo Moledo na categoria de cura normal, ambos da CALF-Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial, CRL.

Por sua vez, o queijo Beira, de São Jorge, venceu o prémio de melhor Queijo Ilha, enquanto o queijo Famoso, da ilha de S. Miguel, recebeu uma Menção Honrosa.

Para além destes dois eventos nacional e internacional, a LactAçores, formada pela união das três cooperativas, designadamente, Unileite, Uniqueijo e CALF, levou os seus produtos a diversos eventos de âmbito regional e nacional, onde se destaca o Lisbon Food Affair; a SAGAL Expo; o Taste Azores Norte Shopping, organizado pela Marca Açores; o Cheese Festival Alcains, em Castelo Branco; a 59ª Feira Nacional Agricultura Santarém; a Feira Agrícola Açores, na Ilha Terceira; a Feira Gastronomia Vila do Conde; a GE – Vinhos e Sabores, a FIL; o Wine In Azores, em S. Miguel; o Taste Azores, no Colombo, com organização da Marca Açores, entre outras provas com chefes e harmonização vinhos.

‘Workshop’ “Agricultura de precisão: do conceito à prática” em Santa Maria esta quinta-feira

A Comissão Vitivinícola Regional dos Açores (CVR Açores), através da Direção Regional da Agricultura, organiza esta quinta-feira, 9 de novembro, a última edição do ‘workshop’ “Agricultura de precisão: do conceito à prática”, desta feita na ilha de Santa Maria, integrando o programa do Santa Maria Wine Fest.

 

À semelhança do que aconteceu na ilha Terceira e na ilha do Pico, esta ação, a ter lugar no auditório da Cooperativa Agromariense, tem por objetivo o desenvolvimento e implementação de tecnologia e estratégias de viticultura fundamentais para a inovação no setor e adaptação às alterações climáticas.

 

Os oradores convidados são José Silvestre, investigador auxiliar no Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), tendo como domínio de especialização a ecofisiologia da vinha, e Cátia Pinto, Diretora Executiva da Associação SFCOLAB (Smart Farm Colab), um Laboratório Colaborativo para a Inovação Digital na Agricultura.

 

A iniciativa insere-se no Programa de Capacitação dos Agricultores para o Desempenho Sustentável das Explorações Agrícolas, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

 

De acordo com o Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, têm sido realizadas “um conjunto alargado e diverso de formações que visam a transferência de conhecimentos e de informação com o intuito de capacitar e aconselhar os produtores e trabalhadores agrícolas nas principais fileiras agrícolas regionais”.

 

“Estas ações têm-se focado na especificidade da produção agrícola de cada ilha, no âmbito da gestão eficiente e sustentável das explorações agrícolas em termos económicos, sociais, ambientais, climáticos, de bem-estar animal, de saúde pública e de eficiência na utilização dos recursos”, disse o governante, relembrando que “estão previstas ainda o desenvolvimento de diversas ações externas até ao final do ano, quer para produtores, como para os técnicos que dão apoio à produção”.

 

As inscrições para este ‘workshop’ podem ser efetuadas através do formulário disponível em https://e-form.azores.gov.pt/formulario/421 ou junto da Cooperativa Agromariense.

 

O Programa de Capacitação dos Agricultores e de Promoção da Literacia em Produção e Consumo Sustentáveis é uma medida do Relançamento Económico da Agricultura Açoriana, no âmbito do PRR, com enfoque na promoção da convergência económica e da resiliência das economias, contribuindo para assegurar o crescimento sustentável de longo prazo e para responder aos desafios da dupla transição para uma sociedade mais ecológica e digital.

Plano e Orçamento para 2024 com aumento de 13% no investimento em caminhos agrícolas, anuncia António Ventura

O Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural destacou hoje, na Graciosa, a proposta do Plano de Investimentos para 2024 do Governo Regional, que prevê um aumento de 13% no investimento em caminhos rurais, agrícolas e florestais nas nove ilhas da Região.

“Estamos a falar de um reforço de cerca de um milhão de euros para investimentos em caminhos rurais, agrícolas e florestais em todo o arquipélago, tendo em conta a importância da manutenção e preservação desses caminhos, que são fundamentais para que as explorações agrícolas tenham bons acessos e possam produzir leite, carne e hortícolas com menores custos de produção”, frisou.

“No geral, estamos a falar um investimento total de quase 10 milhões de euros, 9.881,312 euros, mais precisamente, sendo que 3.988,76 euros advém de fundos comunitários e 5 892,54 euros do ORAA”, acrescentou.

António Ventura falava à margem de uma reunião com a direção da Associação de Agricultores da ilha Graciosa, onde relembrou que, até 2027, serão efetuados investimentos de 20 milhões de euros na recuperação de caminhos agrícolas por toda a Região, tal como foi anunciado no final de agosto pelo Presidente do Governo, após uma reunião com a Federação Agrícola dos Açores.

“Com a gestão do Instituto Regional de Ordenamento Agrário (IROA), a conjugação do Prorural+ e do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) vai permitir ter cerca de 20 milhões de euros disponíveis, o que significa uma duplicação dos valores de apoio”, realçou.

O governante sublinhou a “degradação e abandono” a que os referidos caminhos foram votados pelas anteriores governações, reconhecendo que “são investimentos desta natureza que promovem a melhoria das condições de trabalho dos agricultores e conseguem aumentar a rentabilidade das explorações”.

Para além disso, acrescentou, “esses caminhos também têm atualmente valor enquanto espaços de lazer e turismo, sendo cada vez mais procurados e percorridos por quem visita os Açores em turismo”, concluiu.

Açores distinguidos com Prémio de Melhor Destino de Enoturismo Sustentável 2023

A Região Autónoma dos Açores recebeu o Prémio de Melhor Destino de Enoturismo Sustentável 2023 (Best Sustainable Wine Tourism Destination), numa cerimónia que decorreu no dia 27 de outubro na cidade de Toulouse, em França.

Esta distinção, atribuída pela associação Iter Vitis e que vai na sua 5.ª edição,  pretende premiar as melhores práticas na área do enoturismo, bem como as iniciativas que protegem e promovem a tradição milenar da vinha e do vinho e a paisagem a eles ligada, bem como a inovação e o respeito pela sustentabilidade ambiental, social e económica.

A Iter Vitis é uma associação internacional que foi criada em 2007 em Itália e que tem por objetivo promover a proteção e valorização da paisagem associada à produção vitícola como ferramenta de desenvolvimento sustentável, ao serviço do território e dos seus atores, além de pretender ser o elemento de identidade europeia e o testemunho de um saber-fazer milenar, procurando desta forma dar uma nova perspetiva sobre o enoturismo.

Comunicado do Conselho do Governo

O Conselho do Governo, reunido no dia 26 de outubro de 2023, em Angra do Heroísmo, adotou as seguintes medidas:

(…)

8. Aprovar a Resolução que altera o limite orçamental do montante dos apoios financeiros nos domínios da agricultura, pecuária, desenvolvimento rural e gestão e valorização dos recursos florestais e cinegéticos, no valor de €1.200.000,00.

Face à relevância e ao elevado número de candidaturas apresentadas, nos domínios da agricultura, pecuária, desenvolvimento rural e gestão e valorização dos recursos florestais e cinegéticos, revelou-se ser insuficiente o montante estabelecido na Resolução n.º 81/2023, de 18 de maio, que era de €2.300.000,00. Assim, o limite orçamental do montante dos apoios passa a ser de €3.500.000,00 (€1.900.000,00 no ano de 2023 e €1.600.000,00 no ano de 2024).

Abertas candidaturas para apoio à certificação das explorações em Modo de Produção Biológico

O período para apresentação de pedidos de apoio à medida “Apoio à Certificação do Modo de Produção Biológico” decorre até ao dia 6 de novembro, podendo beneficiar deste os produtores singulares ou coletivos que exerçam atividade agrícola em Modo de Produção Biológico (MPB).

O montante do apoio a atribuir corresponde a 70% do montante das despesas com a certificação, sendo elegíveis as despesas com a certificação que digam respeito ao contrato de prestação de serviços com um organismo de certificação, relativas a 2022.

O Apoio à Certificação do Modo de Produção Biológico é uma iniciativa prevista no Programa do XIII Governo dos Açores, que visa a criação de políticas direcionadas ao setor agrícola que apostem nos mecanismos de valorização da qualidade dos produtos segundo métodos biológicos.

Nesse sentido, a Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural considera necessário garantir a qualidade da produção biológica e o respeito pela biodiversidade e prevenção dos recursos naturais, mediante a aplicação de normas exigentes em matéria e métodos de produção, em sintonia com a preferência dos consumidores por produtos obtidos através da utilização de substâncias naturais.

Os produtores que pretendam candidatar-se a este apoio devem dirigir-se aos Serviços de Desenvolvimento Agrário em cada ilha ou efetuar a sua inscrição através do link https://gestpdr.azores.gov.pt.

Cursos de âmbito agrícola são mais-valia para a produção de alimentos nos Açores, afirma António Ventura location Angra do Heroísmo

O Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural enalteceu hoje, em Angra do Heroísmo, os cursos de formação na área da agricultura lecionados pelas escolas da Região, defendendo serem uma mais-valia para a continuidade da produção de alimentos nos Açores.

António Ventura falava na cerimónia de entrega de diplomas de formação profissional aos seis alunos de três diferentes instituições de ensino que realizaram estágios em contexto de trabalho no Serviço de Desenvolvimento Agrário da Ilha Terceira.

“Com esta cerimónia de entrega de diplomas, queremos dizer que estamos disponíveis para continuar esta parceria e cooperação que contribui para a agroprodução no arquipélago”, frisou.

“Nos Açores, precisamos de pessoas habilitadas, quer ao nível técnico superior, quer no nível intermédio, quer no âmbito de outro tipo de formação continua ao longo da vida, para produzirem mais alimentos e as escolas são fundamentais nesse processo, naquilo que é a vossa sensibilização para esta vertente”, disse o governante.

“Uma região que não produz alimentos é uma região podre, porque a riqueza de uma região também se mede por aí, pela sua capacidade de produzir alimentos”, disse ainda António Ventura, acrescentando que “num mundo em ebulição” devidos à guerra entre a Rússia e a Ucrânia e aos conflitos que acontece no médio oriente, é fundamental que, numa região como a nossa, se produzam alimentos e se garanta a autossustentabilidade, pensando no momento atual e no futuro”.

“É uma segurança para quem vive nos Açores ter uma estratégia para aumentar a nossa capacidade de produzir em termos agrícolas”, disse ainda o Secretário Regional.

António Ventura aproveitou a oportunidade para felicitar as escolas pela iniciativa dos cursos e por terem essa sensibilidade relativamente à aérea da agroprodução, solicitando às escolas que continuem com esta formação no âmbito da agricultura.

“Terão, da nossa parte, não só o apoio em termos de contexto de trabalho, mas também se considerarem outro tipo de curso de formação que necessite dos técnicos da casa, da experimentação, da investigação. Se no início de cada ano letivo quiserem definir uma cooperação no âmbito da investigação e experimentação ‘in loco’, nos nossos terrenos, também temos essa disponibilidade”, concluiu o governante.

Secretário Regional da Agricultura quer criar Plano Estratégico para as Raças Autóctones dos Açores

O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural anunciou, este domingo, na Madalena do Pico, que o Governo Regional pretende elaborar um Plano Estratégico para as Raças Autóctones dos Açores, por representarem um “património genético valioso”.

“Queremos criar uma política pública de acompanhamento destas raças para que possam aumentar o seu número e se perceba os constrangimentos e vantagens de cada uma das raças Autóctones dos Açores, um plano que possa definir os apoios às associações de cada uma dessas raças e à própria raça em si”, adiantou.

São raças autóctones dos Açores o cão de Fila de São Miguel, o cão Barbado da Terceira, o burro anão da Graciosa, o pónei da Terceira, o gado Ramo Grande e o gado Catrina, por apresentarem um grande potencial de valorização económica e conservação de usos e costumes e que fazem parte do património histórico e cultural da Região.

António Ventura, falava na sessão de abertura do Dia do Criador da Raça Ramo Grande, que decorreu no Auditório Municipal da Madalena, onde disse existirem 2500 inscritos no Livro de Adultos do Livro Genealógico, num universo de cerca de 252 criadores.

O governante destacou a raça de bovino do Ramo Grande pelo facto de “por detrás de cada animal existir um bocadinho de história dos Açores”, tendo em conta que esta foi “uma raça trazida para o arquipélago pelos primeiros povoadores com uma utilidade tripla, designadamente para o trabalho, para a produção de carne e para a produção de leite”.

“É, por isso, uma raça com tradição, identidade cultural, didática, turística e etnográfica e, portanto, um elemento característico de projeção dos Açores”, continuou António Ventura.

O governante lembrou também, na ocasião, que se iniciou, em 2022, o atributo de um apoio às juntas de bois do Ramo Grande, o que nesse ano representou o apoio a 30 criadores com 34 juntas e em 2023 representou apoios a 42 criadores com 46 juntas.

“Este apoio destina-se à manutenção de tradicionais juntas de bois do Ramo Grande dos Açores”, frisou.

“A partir de janeiro de 2022, a carne do Ramo Grande passou a ter uma designação de origem DOP, o que se constitui como uma carne única no mundo”, concluiu o Secretário Regional.

Jardim de Inverno da Colónia Alemã já conta com 1.000 visitantes desde a sua abertura

A Exposição permanente no Jardim de Inverno da Colónia Alemã, que alberga um conjunto de vitrais de 1912, com interesse artístico e histórico, que representa a heráldica do antigo Império Alemão, inaugurada em março deste ano, já contou com 1.000 visitantes.

Recorde-se que o Jardim de Inverno é parte integrante do Roteiro do Cabo Submarino da Horta, que percorre toda a cidade, desde as casas de amarração dos cabos em Porto Pim, até aos pontos de amarração na praia da Alagoa, com especial relevância para a Trinity House e os bairros residenciais, ao longo da rua Cônsul Dabney.

Os cabos telegráficos submarinos tiveram uma importância incontornável na história da humanidade e a presença das companhias telegráficas na Horta registou-se entre 1893 e 1969. Os vestígios tecnológicos, as memórias socioculturais e arquitetónicas constituem o roteiro cultural e turístico do Cabo Submarino na Horta.

A chamada Colónia Alemã foi o bairro residencial da empresa Deutsche Atlantische Telegraphengesellschaft, que ali funcionou entre 1900 e 1943.

Face à importância deste património, o Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, criou, em março de 2023, uma exposição permanente naquele espaço do Edifício do Relógio da Colónia Alemã, com o objetivo de permitir a sua abertura ao público, de uma forma musealizada, contextualizando a presença desta companhia em particular e criando um elemento concreto de visitação do Roteiro do Cabo Submarino.

O interesse pela história e pela arte ali presentes já levou 1.000 visitantes àquela exposição, desde a sua abertura no passado mês de março. Atualmente a mesma se encontra visitável todos os dias úteis, entre as 14h00 e as 16h00, podendo, no entanto, ser visitada fora deste horário, mediante solicitação na entrada principal do edifício.

Produtos alimentares açorianos apresentados na 1.ª Conferência Europeia sobre Indicações Geográficas

Os Açores e os seus produtos agroalimentares estiveram representados em Lisboa, na 1.ª Conferência Europeia sobre Indicações Geográficas, que teve lugar na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, numa organização conjunta do Ministério da Agricultura e da Alimentação (MAA), da Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) e da Rede Rural Nacional (RRN).

Produtos como o ananás, a banana, o mel, o alho da Graciosa, o maracujá, o Queijo de São Jorge e a manteiga foram apresentados no stand do IAMA – Instituto de Alimentação e Mercados Agrícolas, e degustados pelos cerca de 150 participantes do certame, integrando ainda o jantar preparado por chefes renome.

A 1ª Conferência Europeia sobre Indicações Geográficas pretendeu partilhar e aprofundar a análise sobre as Indicações Geográficas e contou com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros.

Durante dois dias, as Indicações Geográficas foram debatidas nas mais variadas vertentes, designadamente, a experiência dos produtores europeus e dos agrupamentos de produtores nacionais, os impactos no património gastronómico e no desenvolvimento do território rural, mas também o seu papel na sustentabilidade e a importância do controlo de conformidade.

Atualmente existem nos Açores mais de 1.000 agricultores dedicados à produção de produtos DOP e IGP.

António Ventura destaca produção sustentável dos Açores em Dia Mundial da Alimentação

O Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural disse hoje, na Horta, que em Dia Mundial da Alimentação, “é premente destacar a importância dos agroalimentos produzidos nos Açores, a sua qualidade e o seu exemplo de produção sustentável”.

“Os agroalimentos açorianos que contém características únicas e são um exemplo de produção sustentável, pelo que neste Dia Mundial da Alimentação, faz todo o sentido destacar aquilo que é nosso e incentivar ao consumo local e a reduzir a dependência de importação”, frisou.

“Os enormes desafios ambientais e climáticos que se colocam ao mundo rural e à agricultura do futuro tornaram a salvaguarda da segurança alimentar, bem como o reforço da resiliência e sustentabilidade dos sistemas alimentares, objetivos centrais e incontornáveis das políticas públicas ao nível europeu, nacional e regional, em particular da política agrícola e de desenvolvimento rural”, sublinhou António Ventura.

“É nesse sentido que o Governo Regional tem trabalhado, promovendo o desenvolvimento agrícola na Região, uma melhor alimentação e a segurança alimentar, com o objetivo primórdio de fazer com que os açorianos sintam que a sua alimentação é segura, credível e de confiança”, acrescentou.

O Secretário Regional lembrou que, em 2023, “a área de milho semeada voltou a atingir um novo recorde nos Açores, sendo de 13.641,44 hectares, o que, comparativamente a 2018, sofreu um acréscimo de 1.623,95 hectares, ou seja, um aumento de 13,5%. Existem ainda 278 hectares de produção de sorgo e dez hectares para a produção de milho de grão”.

O governante destacou ainda os produtos açorianos reconhecidos como DOP ou IGP, como o Queijo de São Jorge DOP, a Carne IGP ou o Ananás DOP, entre outros produtos com titularidade jurídica comunitária, reconhecidos como agroalimentos qualificados e exemplo do “bom que se produz nos Açores”.

O Dia Mundial da Alimentação é comemorado desde 1981 a 16 de outubro, data que corresponde também à fundação da FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, que tem como missão aumentar os níveis de nutrição e a qualidade de vida, melhorar a produtividade na agricultura e as condições de vida das populações rurais.

António Ventura falava na entrega de diplomas de Formação Profissional em contexto de trabalho a vários jovens do ensino regular e do ensino profissional no Serviço de Desenvolvimento Agrário do Faial, onde voltou a reforçar o Programa de Capacitação dos Agricultores para o Desempenho Sustentável das Explorações Agrícolas âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“Estas ações focam-se na especificidade da produção agrícola de cada ilha, no âmbito da gestão eficiente e sustentável das explorações agrícolas em termos económicos, sociais, ambientais, climáticos, de bem-estar animal, de saúde pública e de eficiência na utilização dos recursos”, adiantou.

Segundo António Ventura, a medida “prevê a realização de um conjunto alargado e diverso de ações visem capacitar e aconselhar os produtores e trabalhadores agrícolas nas principais fileiras agrícolas regionais e deverá atingir 2.000 explorações agrícolas até 2025”.

Governo dos Açores continua a beneficiar caminhos rurais e agrícolas para melhorar acessibilidades, diz António Ventura

O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural enalteceu hoje, em Vila do Porto, o Serviço Florestal de Santa Maria pela capacidade de operacionalização para a requalificação de caminhos rurais em pavimentos de betão.

António Ventura, falava na cerimónia de inauguração do Caminho Rural Pias de Junça, na freguesia de Santo Espírito, em Santa Maria, uma empreitada que esteve a cargo da Direção Regional dos Recursos Florestais, através do Serviço Florestal daquela ilha e que foi executada na totalidade com recursos daquela entidade.

“O Serviço Florestal de Santa Maria ganhou, assim, uma nova operacionalidade e uma nova valência com a execução, pela primeira vez, desta obra de pavimentação em betão, demonstrando assim, a sua capacidade para continuar a contribuir para a beneficiação de caminhos agrícolas na ilha de Santa Maria”, destacou.

A obra de beneficiação e pavimentação do Caminho Rural Pias de Junça consistiu na construção de 946 metros de valetas em betão, 195 metros de muro em betão ciclópico e pavimentação de 1.226 metros em betão, e foi realizada através de um concurso público apenas para a aquisição de bens.

“Este caminho, cuja extensão é de 1.226 metros, beneficia cerca de 53 hectares de pastagem, cinco hectares de floresta, servindo um total de 10 explorações privadas, ao garantir o acesso a estas parcelas”, disse António Ventura.

“São investimentos desta natureza que promovem a melhoria das condições de trabalho dos agricultores e conseguem aumentar a rentabilidade das explorações, assim como demonstram a capacidade dos nossos serviços para contribuir para melhorar as acessibilidades”, referiu.

Na ocasião, o governante voltou a defender a importância da manutenção e preservação dos caminhos agrícolas e rurais, assim como a relevância da revisão do Estatuto das Vias de Comunicação Terrestre na Região Autónoma dos Açores.

“Para além das diversas tipologias de redes viárias existentes, designadamente, a rede regional, a rede municipal, a rede agrícola e a rede rural e florestal, existem ainda muitos caminhos cuja responsabilidade não pertence a nenhuma entidade, pelo que essa revisão vai permitir atribuir um ‘dono’ aos caminhos, assim como uma responsabilidade de manutenção dos mesmos”, defendeu.

Pontos de controlo de entrada de animais e alimentos nos aeroportos dos Açores sem registo de anomalias, diz António Ventura

O Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural assegurou hoje, nas Lajes, que se mantém “a segurança alimentar, a saúde pública e a sanidade animal nos Açores” através do controlo inspetivo que é efetuado nos aeroportos das Lajes e de Ponta Delgada aos animais de companhia e produtos agroalimentares que dão entrada nos Açores.

“Quer este ano, como nos anos transatos, não há nenhuma anomalia a registar, o que significa que em termos de segurança alimentar, sanidade animal e de saúde pública, continuamos com os bons padrões, com o bom exemplo e com o nosso estatuto sanitário”, avançou.

António Ventura falava à margem de uma reunião com o diretor do Aeroporto Civil das Lajes, na Terceira, para fazer um balanço dessa fiscalização desde que há a presença física de um veterinário e um inspetor fitossanitário naquele espaço, no âmbito das inspeções de animais e vegetais dos voos internacionais.

“Todos os animais e produtos oriundos de países terceiros são verificados se estão de acordo com as exigências sanitárias e legislativas na União Europeia, de Portugal e dos Açores”, acrescentou.

Para o governante, este controlo sanitário “é fundamental e essencial” para, no caso dos vegetais, impedir a entrada de doenças nas culturas da Região e, no caso dos animais, impedir a entrada de novas doenças nos Açores e no espaço europeu.

“É preciso agir na prevenção relativamente à biossegurança e às questões das contaminações agroalimentares”, pelo que os açorianos podem ficar descansados”, uma vez que tem sido fiscalizada permanentemente, nos aeroportos das Lajes e de Ponta Delgada, a entrada de animais e vegetais, no âmbito da biossegurança mundial e que, até agora, não houve nenhuma anomalia a registar”, concluiu.

Governo dos Açores vai promover cursos de formação para veterinários, anuncia António Ventura

O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural adiantou esta semana, em Ponta Delgada, que o Governo Regional vai promover, em 2024, “cursos de formação para veterinários de âmbito legislativo” e “utilizar a formação dos veterinários para a capacitação interna e dos agricultores”, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

António Ventura falava na cerimónia de apresentação do estudo “Medicina Veterinária na Região Autónoma dos Açores – Impacto socioeconómico e estudo prospetivo” uma iniciativa que assinalou o Dia Mundial do Animal e o Dia do Médico Veterinário, que se comemoram a 4 de outubro.

Na ocasião, o governante garantiu ainda que “em 2024 o Provedor do Animal será uma realidade nos Açores”.

“O provedor não está dependente do Governo, está dependente da Assembleia Regional e de se avançar com um nome que seja aprovado pelo menos por dois terços”, assinalou.

António Ventura voltou a lembrar que, pela primeira vez, o Executivo açoriano vai promover cursos para adoção animal, relembrando outras medidas que têm vindo a ser tomadas pelo Governo Regional, para a promoção do bem-estar animal.

“Entregámos à GNR vários microchips para instalação, realizámos a primeira feira do Animal de companhia na ilha Terceira, estamos a envolver, pela primeira vez, as juntas de freguesia no apoio aos animais abandonados e temos feito flyers de distribuição, sensibilizando as pessoas”, acrescentou.

O Secretário Regional aproveitou a ocasião para “reconhecer e valorizar a participação fundamental dos Médicos Veterinários em aspetos como a saúde animal, a inspeção dos alimentos, a biossegurança, o bem-estar animal, a formação profissional, o controlo de pragas nos portos e aeroportos, entre outros”.

“Os médicos veterinários nos Açores têm funcionalidades que valorizo no presente e no futuro das políticas públicas para a agricultura, principalmente, na esfera da produção de alimentos, transformação e comercialização”, disse ainda.

António Ventura frisou ainda que “o cumprimento, na Região, dos vários planos, quer animal, como vegetal, obrigatórios de origem regional, nacional e europeu tem um envolvimento ativo dos Médicos Veterinários”.

“A qualidade e a excelência dos nossos agroalimentos são prioridades na política para o agrorural na Região e, para isso, os Médicos Veterinários são também um garante desta estratégia”, acrescentou.

O responsável pela pasta da Agricultura sublinhou que “o Estatuto sanitário da Região é um exemplo e mantém-se devido ao profissionalismo dos Médico Veterinários” e que “os açorianos estão seguros na sua alimentação pelo trabalho do Médico veterinário”.

Agricultura biológica está em crescimento nos Açores, enaltece António Ventura

O Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural valorizou hoje, em Ponta Delgada, o forte crescimento de produção e de consumidores da agricultura biológica nos Açores.

“Somos cada vez mais uma Região de produção de produtos biológicos”, declarou o governante.

“Entre 2019 e 2023, a área de agricultura biológica aumentou para 3.370 hectares, enquanto o número de produtores aumentou para 588, o que corresponde a um crescimento de 560% relativamente a 2019”, frisou António Ventura, que esteve hoje presente nas atividades desenvolvidas pelo Serviço de Desenvolvimento Agrário de São Miguel, na Quinta de São Gonçalo, no âmbito do Dia Europeu da Agricultura Biológica.

“Nesse período, já foram promovidas mais de 50 ações de formação em todas as ilhas, abrangendo mais de 1.000 participantes, entre produtores e consumidores, o que significa que caminhamos para alcançar o nosso objetivo de que a Região tenha notoriedade por ter uma alimentação mais natural”, disse ainda.

O Dio Europeu da Agricultura Biológica é comemorado a 23 de setembro. Na Região, aproveitou-se a efeméride para promover a Semana Regional da Agricultura Biológica, com atividades em quase todas as ilhas.

Na ilha de São Miguel, onde o responsável pela tutela da Agricultura esteve presente, prepararam-se jogos lúdico-pedagógicos com foco na importância da agricultura biológica, na diversidade de hortofrutícolas e na proteção dos insetos benéficos para a agricultura, assim como uma sementeira de hortícolas biológicas em vasinhos biodegradáveis, uma atividade que contou com cerca de 45 alunos do 4.º ano de escolaridade.

Segundo o governante, a comemoração da efeméride começou a 22 de setembro, com o Serviço de Desenvolvimento Agrário do Faial a organizar um Dia Aberto na Quinta Santo Amaro – Campo de demonstração de agricultura biológica, destinado ao público infantojuvenil com realização de diversas atividades.

Os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer o mundo das abelhas (introdução à apicultura), a realização de práticas de agricultura biológica: aplicação de composto e empalhamento no pomar, recolha de sementes de milho, realização sementeiras e plantações, gestão da Agrofloresta, colheita de maçãs e ainda a degustação de produtos biológicos certificados, produzidos na ilha do Faial.

Estas iniciativas contaram com a parceria com da Trybio – Associação de Produtores e Consumidores de Agricultura Biológica.

Já o Serviço de Desenvolvimento Agrário das Flores promoveu, nos dias 25 e 26 de setembro, uma visita a toda a área adjacente ao serviço em conversão para Agricultura Biológica: Horticultura, Fruticultura, Canteiro de Aromáticas, Agrofloresta e Apicultura, assim como um workshop designado “A sementinha que queria ser gigante”.

Estas iniciativas tiveram como público-alvo as turmas do Pré-Escolar das Escolas Básicas de Santa Cruz e das Lajes das Flores, com o objetivo de consciencializar as crianças para a responsabilidade constante que é cuidar da saúde do Homem e da Terra.

Para as turmas do 1.º e 2.º anos daquelas escolas, o SDA das Flores preparou, para ontem e para hoje, uma atividade designada de “As Abelhas são nossas amigas”, com uma visita à secção de apicultura, a fim de observarem as Colmeias e abelhas no seu habitat natural e a melaria do Serviço, para aprenderem o ciclo do mel. Esta ação visa a sensibilização das crianças para a atividade agrícola, em particular a apicultura, demonstrando o papel fundamental que as abelhas possuem na biodiversidade.

Na ilha de São Jorge, a comemoração do Dia Europeu da Agricultura Biológica foi realizada em parceria com a Escola Profissional da Ilha de São Jorge (EPISJ), a 26 de setembro, com uma palestra subordinada ao Tema: “Maneio das pastagens em MPB para a produção de carne e/ou leite”, destinada a alunos e professores das três turmas de Produção Agropecuária, num total de cerca de 80 pessoas.

Para além desta, no dia 25 foi efetuada uma visita de campo à Make it Happen Farm – Quinta de agricultura Biológica, pelos utentes da Santa Casa da Misericórdia da Calheta.

Também hoje, em Santa Maria, se comemora a data com um workshop para várias turmas de 1º e 2º ano na Escola Primária de Vila do Porto, com o tema “Queres ser apicultor? A aventura vai começar!”, com demonstração de plantas melíferas.

Por sua vez, o Serviço de Desenvolvimento Agrário do Corvo realizou, ontem, uma visita ao apiário do maior apicultor da ilha do Corvo, iniciativa que contou com 10 crianças do 1º ciclo da Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira, com o objetivo sensibilizar para a atividade apícola local, dando a conhecer o funcionamento de um apiário e a dinâmica das abelhas no seu habitat natural.

Na ilha Terceira, a data foi comemorada ontem, com uma atividade de Enxertia de borbulha, de gomo dormente, em macieira e outra de Propagação e proteção de plantas aromáticas, destinadas a agricultores ativos e não ativos e ao ensino profissional, desenvolvidas em parceria com a Bio Azorica – Cooperativa de Produtos de Agricultura Biológica.

Todas estas atividades foram desenvolvidas ao abrigo do Açores Bio – “Fórum da Agropecuária Biológica dos Açores”, uma organização da Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, através dos Serviços de Desenvolvimento Agrário, em parceria com a Trybio, Bio Azorica e Federação Agrícola dos Açores, com a colaboração de parceiros locais e/ou regionais, para a sensibilização, divulgação e capacitação para o modo de produção biológico, que vem sendo promovido desde a primeira edição, com a apresentação e promoção dos produtores e produtos biológicos dos Açores.

‘Workshop’ “Agricultura de precisão: do conceito à prática” na Terceira e no Pico em outubro

A Comissão Vitivinícola Regional dos Açores (CVR Açores), através da Direção Regional da Agricultura, organiza, a 2 e 3 de outubro, nas ilhas Terceira e do Pico o ‘workshop’ “Agricultura de precisão: do conceito à prática”.

 

Esta ação, a ter lugar a 2 de outubro, na ilha Terceira, no Auditório da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo, e a 3 de outubro, na ilha do Pico, na sede da Filarmónica União e Progresso Madalense, ambos pelas 17h30, tem por objetivo o desenvolvimento e implementação de tecnologia e estratégias de viticultura fundamentais para a inovação no setor e adaptação às alterações climáticas.

 

Os oradores convidados para a iniciativa são José Silvestre, especialista em ecofisiologia da vinha, adaptação às alterações climáticas e agricultura, e Ilda Caldeira, cuja área de investigação é no domínio da Enologia, com ênfase no estudo dos aromas de aguardentes e vinhos, ambos Investigadores do INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P.

 

A iniciativa insere-se no Programa de Capacitação dos Agricultores para o Desempenho Sustentável das Explorações Agrícolas, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), anunciado pelo Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural em julho, que prevê a realização de um conjunto alargado e diverso de ações de transferência de conhecimentos e de informação que visem capacitar e aconselhar os produtores e trabalhadores agrícolas nas principais fileiras agrícolas regionais.

 

As inscrições para este Workshop podem ser efetuadas através do formulário disponível em https://e-form.azores.gov.pt/formulario/421 e mais informações podem ser solicitadas junto da Direção Regional da Agricultura, através do email [email protected] ou através telefone 295 404 200.

 

O Programa de Capacitação dos Agricultores e de Promoção da Literacia em Produção e Consumo Sustentáveis é uma medida do Relançamento Económico da Agricultura Açoriana, no âmbito do PRR, com enfoque na promoção da convergência económica e da resiliência das economias, contribuindo para assegurar o crescimento sustentável de longo prazo e para responder aos desafios da dupla transição para uma sociedade mais ecológica e digital.

Serviço Florestal do Pico com investimento para beneficiação e melhoramento de caminhos agrícolas

O Serviço Florestal da ilha do Pico adquiriu recentemente um trator com carregador frontal para os trabalhos de carregamento e deslocação dos materiais para vias a intervencionar na beneficiação e melhoramento de caminhos agrícolas.

Tendo em conta a aposta da Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, através do Plano Regional Anual para 2023, na beneficiação e melhoramento de caminhos agrícolas da ilha do Pico, esta aquisição justifica-se pela vasta rede viária daquela ilha, que requer uma constante manutenção.

A máquina, adquirida por cerca de 74 mil euros, tem uma potência de 115 cv, uma bomba hidráulica de 110 l/m, carregador frontal e cabine fechada, especificações que têm em conta as longas distâncias, assim como os terrenos acidentados e sinuosos com necessidade de intervenção.

Para além do apoio à rede viária, esta máquina será também uma mais-valia quando aplicada noutros domínios, designadamente Reservas Florestais de Recreio e Baldios.

Ainda com vista à beneficiação e melhoramento dos caminhos agrícolas da ilha Montanha, previstos da ação 6.3.16 do Plano Anual Regional, já foram adquiridos pelo Serviço Florestal do Pico uma mini pá-carregadora, um cilindro e uma giratória, para além da contratação, no passado dia 15 de setembro, de oito assistentes operacionais com vista à criação de uma nova equipa para a asfaltagem, reparação e manutenção dos caminhos agrícolas daquela ilha.

Com estas medidas, o Governo Regional dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, dá cumprimento aos compromissos assumidos, quer no Plano de Investimentos para este ano, como ao Programa do XIII Governo Regional, através do investimento público na manutenção e gestão dos caminhos de acesso às explorações.

Comunicado do Conselho do Governo

Sem prejuízo da ambição de fazer sempre mais e melhor o Governo dos Açores, no final desta visita estatutária a São Jor-ge, congratula-se com o facto de São Jorge, a sua economia e a sua sociedade, estarem hoje melhor do que no início desta legislatura.
O Conselho do Governo, reunido no dia 20 de setembro de 2023, nas Velas, São Jorge, adotou as seguintes medidas:
(…)

5. Aprovar a Resolução que autoriza a transferência para o IFAP, I.P. da importância de €2.818.400,00, para fazer face ao ““Suplemento ao Prémio aos Produtores de Leite” da medida “Prémio às Produções Animais”, do subprograma POSEI-Açores.

6. Aprovar a Resolução que autoriza a Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural a conceder apoios finan-ceiros nos domínios da agricultura, pecuária e desenvolvimento rural
Em linha com os objetivos da Política Agrícola Comum e com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, a pro-moção de um sector agrícola inteligente, competitivo, resiliente e diversificado, bem como o reforço do tecido socioeco-nómico das zonas rurais e da proteção do ambiente, incluindo a biodiversidade e a ação climática, são grandes objetivos gerais a atingir pelas políticas prosseguidas pelo XIII Governo dos Açores.
Aqueles objetivos são particularmente relevantes para uma zona ultraperiférica e predominantemente rural, como é a Re-gião Autónoma dos Açores, onde a agricultura e as zonas rurais assumem uma importância social, económica e ambiental determinante para o bem-estar das populações e para o desenvolvimento dos territórios.
Neste contexto, releva-se o papel das organizações regionais de caráter cooperativo que têm como objetivo o desenvolvi-mento do setor agrícola ou agroalimentar, com destaque para as que promovem as produções regionais de qualidade, as quais se constituem como entidades essenciais para prestar serviços essenciais às comunidades rurais em que se inserem.
Inserem-se neste apoio, entre outros, produtores de carne IGP, queijo DOP ou ananás DOP.

(…)

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