A Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, através da Direção Regional da Agricultura, disponibiliza, durante este trimestre, as candidaturas aos apoios para realização de ações e projetos de desenvolvimento nas áreas da agricultura e pecuária, da promoção da saúde e bem-estar animal.
Com estes apoios, destaca o Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, o Executivo Açoriano está “a incentivar e a reconhecer a inovação e novas práticas no domínio agropecuário, para que as associações e cooperativas de âmbito agrícola possam estar dotadas de meios humanos e tecnológicos, de forma a estarem na dianteira do progresso agrorural”.
Para o governante, o desenvolvimento agrorural “só é possível tendo as organizações dos produtores como parceiras e promotoras do conhecimento aplicado aos processos produtivos”.
Estes incentivos destinam-se às organizações socioeconómica e socioprofissionais de agricultores, bem como às associações e a outras pessoas coletivas que, direta ou indiretamente, desenvolvam atividades de interesse no âmbito de aplicação do Decreto Regulamentar Regional em vigor.
As candidaturas aos apoios devem ter em conta objetivos como o apoio à gestão técnica e económica das explorações agrícolas, a melhoria das condições de vida e de trabalho dos agricultores, a promoção da segurança alimentar e a proteção do ambiente, do bem-estar animal e das boas práticas agrícolas.
Segundo explica a tutela, serão também aceites projetos para a divulgação agrária, técnica e científica, preservação e melhoramento genético, promoção e comercialização dos produtos regionais e regularização dos mercados.
As despesas elegíveis para efeitos de apoio abrangem encargos com pessoal, incluindo aquisição de serviços de recursos humanos e consultoria, a aquisição de bens e serviços correntes e de capital, os encargos financeiros relacionados com a antecipação do pagamento do prémio aos produtos lácteos e/ou relacionados com as operações de locação financeira, assim como as despesas com aquisição de bens de equipamento em estado de uso.
Os apoios financeiros são atribuídos por portaria do membro do Governo Regional competente nas áreas da Agricultura e do Desenvolvimento Rural e formalizados através de contratos-programa.
O acesso aos formulários de candidatura, bem como a respetiva entrega, acompanhada de todos os documentos exigidos, deve ser efetuada por via eletrónica, através do endereço: https://e-form.azores.gov.pt/.
O Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural assegurou hoje, em Angra do Heroísmo, que o Governo dos Açores quer garantir que a alimentação dos Açorianos é “segura, credível e de confiança”, através das análises que são realizadas no Laboratório Regional de Veterinária.
António Ventura falava à margem de uma visita àquele espaço, onde adiantou que em 2021 foram realizadas pelo Laboratório Regional de Veterinária “cerca de 1,3 milhões de análises” dos 42 planos pecuários e de vigilância que existem e que têm de ser cumpridos.
“Assim aconteceu em 2021 e assim será também em 2022, ou seja, vamos garantir que a alimentação dos açorianos é segura, é credível e é de confiança pelo número de análises que se fazem aqui”, acrescentou.
O Laboratório Regional de Veterinária custa anualmente cerca de três milhões de euros ao Orçamento da Região, mas que, segundo o governante, “é um dinheiro bem aplicado, porque permite a segurança no sistema alimentar dos açorianos”.
O Secretário Regional da Agricultura adiantou ainda que no primeiro trimestre deste ano se prevê o início dos trabalhos de pesquisa e de análise na designada Zona de Biossegurança 3, em concreto, sobre a tuberculose.
“É das únicas do país, está preparada para várias análises, é uma zona de segurança e de estabilidade, onde se podem realizar testes fora do sistema alimentar no âmbito da pecuária”, avançou.
Para o efeito, António Ventura acrescentou que já foram adquiridos equipamentos no valor de 50 mil euros para se terminar a instalação e se proceder à abertura e utilização da zona das análises.
O responsável pela pasta da Agricultura destacou ainda a importância desta valência pelo facto de poder ser utilizada em diversos setores, designadamente, em âmbito militar ou da saúde.
“É, por isso, uma zona que fica disponível para outro tipo de utilização também”, concluiu.
A Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, através da Direção dos Recursos Florestais, tem estado, desde o dia 30 de dezembro de 2021, a reparar os caminhos florestais e rurais afetados pelas chuvadas recentes ocorridas em todas as Ilhas, com maior incidência em São Miguel, Pico e Santa Maria.
Em São Miguel, para o Serviço Florestal de Ponta Delgada e do Nordeste, foram alugados equipamentos, máquinas e camiões, para reforçar as intervenções de reparação.
Em todas as Ilhas foram mobilizados equipamentos e meios humanos para as reparações, inclusive o caminho do Arrife, na Freguesia da Candelária na Ilha do Pico, que recentemente foi noticiado na comunicação social, e já recebeu as reparações básicas.
Os trabalhos de reparação vão continuar, numa primeira fase com intervenções de limpeza de modo a tornar estes caminhos transitáveis e, numa segunda fase, com intervenções de reparações definitivas do piso. Está a ser preparado um planeamento que permita durante o ano de 2022 a regularização dos pisos.
A IROA, nalguns casos de maior urgência, alugou também equipamentos para fazer reparações em alguns caminhos, estando ainda a fazer os levantamentos dos estragos dos caminhos que estão dentro dos Perímetros de Ordenamento Agrário, para posterior intervenção.
De acordo com a solicitação da Federação Agrícola dos Açores, a Secretaria da Agricultura e do Desenvolvimento Rural irá proceder de forma célere e abrangente ao levantamento dos estragos motivados pelas más condições atmosféricas que se fizeram sentir nos últimos dias.
A Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, através da Direção do Desenvolvimento Rural, promove, de 10 a 31 de janeiro, mais um ciclo de candidaturas ao POSEI-Açores para pedidos de ajuda ao Prémio à Vaca Leiteira, ao Prémio à Vaca Aleitante e ao Prémio aos Produtores de Ovinos e Caprinos.
Os pagamentos diretos do POSEI-Açores destinam-se aos produtores das nove ilhas do arquipélago, desde que cumpram as normas definidas e enquadradas no respeito pelas boas condições agrícolas e ambientais, os requisitos legais de gestão nos domínios da Saúde Pública, sanidade animal e vegetal e pelo bem-estar animal.
De acordo com a tutela da Agricultura na Região, e como já foi anunciado pelo Executivo Açoriano, é motivo de “satisfação” reforçar que serão “aplicadas as verbas regionais necessárias para que os pagamentos das ajudas agora anunciadas decorram sem aplicação de qualquer rateio”, como foi reivindicação da Federação Agrícola dos Açores.
Assim, segundo a Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, “o valor anunciado será o valor efetivamente pago ao produtor”.
Este programa pretende contribuir para uma estratégia que compense os elevados sobrecustos que atingem as diversas fileiras agrícolas, numa região fortemente marcada pela sua localização ultraperiférica, como os Açores.
Pelo segundo ano consecutivo, as candidaturas podem ser efetuadas pelo próprio agricultor, pelas suas associações ou dirigindo-se ao Serviço de Desenvolvimento Agrário da respetiva ilha.
A recolha de candidaturas será efetuada na aplicação SIAGRI, através do endereço eletrónico https://siagri-ca.azores.gov.pt/.
A Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural do Governo dos Açores já procedeu à publicação da portaria que estipula uma comparticipação financeira anual no valor de 250 euros por cabeça aos produtores detentores de juntas de bois da raça autóctone Ramo Grande.
As candidaturas podem ser efetuadas no decurso do primeiro trimestre do ano, no Serviço de Desenvolvimento Agrário da ilha onde se localiza a exploração bovina.
Este apoio, considera o Gabinete do Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, “é de grande relevância, tendo em conta a tradicional participação destes bovinos nas festividades da Região, através da participação dos cortejos etnográficos e das festividades tradicionais, sobretudo associadas ao culto ao Divino Espírito Santo”.
Atualmente, os bovinos da Raça Ramo estão a ser preservados e melhorados do ponto de vista genético, no âmbito do programa de conservação e melhoramento genético em curso para esta raça.
Dessa forma, entende o Governo Regional dos Açores que a sua manutenção acarreta custos, agudizados com a situação pandémica, que importa comparticipar de modo a garantir a continuidade da raça e, por consequência, a assegurar as manifestações culturais inerentes.
O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, vai avançar com um plano de formação e intercâmbios com outras regiões de conversão da agropecuária para produção biológica destinada aos agricultores Açorianos, no âmbito da ação GeoBio Ocidental, lançada em 2021.
“Consideramos que esta conversão, que na prática está muito próxima de existir, faltando a formalidade, trará aos produtos agroalimentares primários um novo valor de naturalidade que acrescenta posicionamento no mercado, tendo em conta as novas sensibilidades dos consumidores, resultantes da pandemia que atravessamos”, defende António Ventura.
Nesse sentido, o Secretário Regional adiantou que vai iniciar reuniões com os representantes dos agricultores, avançando que está a preparar um plano de formação e a criação de intercâmbios com outras regiões, onde esteja instalada a agricultura biológica nas suas diversas vertentes produtivas.
“Os alimentos saudáveis, os mais básicos e ligados ao bem-estar animal, ganharam uma prioridade na preferência alimentar dos consumidores”, frisou o governante, acrescentando que esta consciência atual dos consumidores tem de projetar a Região para a “vanguarda dos próximos tempos”.
Assim, os Açores devem atuar atempadamente na oferta agroalimentar com “mais natureza, mais bem-estar animal e mais sabores básicos”, destacou ainda.
“As políticas públicas para a produção de agroalimentos no arquipélago têm de “ter esta visão, aliás, só podemos afirmar uma estratégia se tivermos a capacidade de ir à frente na inovação”, assegurou.
António Ventura concretizou que a “as tendências alimentares nunca podem ser desassociadas do planeamento nas políticas para a Agricultura” e que a “origem dos alimentos requer uma maior atenção política na formulação do desenvolvimento social e económico”, devido à pandemia.
A iniciativa GeoBio Ocidental, que está inscrita no Plano e Orçamento para 2021, é uma iniciativa da Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural para o incentivo à conversão da agropecuária das ilhas das Flores e do Corvo para o modo de Produção Biológico.
Com esse propósito, a Secretaria Regional dinamizou, entre os passados dias 10 a 13 de dezembro, na ilha Terceira, um intercâmbio de produtores hortofrutícolas das Flores e Corvo, de técnicos do Serviço de Desenvolvimento Agrário das Flores e o dirigente dos Serviços de Desenvolvimento Agrário do Corvo.
Este evento foi também alargado à participação de produtores das ilhas do Faial e de São Jorge e de elementos da Direção da Trybio – Associação de Produtores e Consumidores de Agricultura Biológica, bem como do técnico do Serviço de Desenvolvimento Agrário do Faial.
O plano de formação é uma organização conjunta com a Trybio – Associação de Produtores e Consumidores de Agricultura Biológica e a Federação Agrícola dos Açores.
O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, reiterou hoje que a proibição de transporte de animais vivos, se tivesse sido aprovada parlamentarmente, traria “consequências económicas e grandes dificuldades na gestão da exploração pecuária” dos Açores.
Dias depois de um debate tido sobre o tema no Parlamento Açoriano, o Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural salienta que a proposta do PAN para a criação de um regime jurídico de transporte marítimo de animais, que foi rejeitada na Assembleia Regional, seria, se tivesse sido aprovada, “lesiva para os Açores”.
Para António Ventura, o arquipélago é uma Região de “alto valor genético, pelo que esta proibição” iria “impedir a expedição de genética viva, principalmente da pecuária de leite Açoriano”.
No que diz respeito ao aumento da subida do valor das matérias-primas, o titular da pasta da Agricultura defende que a “expedição viva de bovinos é uma alternativa” para o setor.
Segundo o governante, o “bem-estar animal contínua a ser uma prioridade, merecendo a atenção política em todos os processos de produção pecuária”.
“Estamos a investir na rede regional de abate que, em 2022, será beneficiada em cerca de 12 milhões de euros”, avançou António Ventura, acrescentando que, em janeiro do próximo ano, o Governo Regional vai promover um curso de formação para tratadores de animais.
O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, anunciou hoje a criação de um grupo de trabalho para a elaboração de um Plano de Revisão das Funcionalidades dos Serviços de Desenvolvimento Agrário de Ilha, através da Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, no âmbito da prestação de serviços de experimentação, demonstração, informação, apoio técnico e administrativo aos agricultores e outros serviços prestados por estes.
“É o momento de rever as funcionalidades dos serviços de ilha, de forma a melhorar a proximidade, aumentar a transmissão do conhecimento, revisitar as valências, concentrar sinergias técnicas e financeiras, e traçar objetivos no âmbito da experimentação e demonstração”, garante António Ventura.
Para o Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, é crucial a Região Autónoma dos Açores estar “ajustada às novas exigências de serviço público e estar preparada para servir quem pretender produzir agroalimentos”.
O presente despacho produz efeitos a partir de 1 de janeiro de 2022, em que o documento previsto no n.º 1 do presente despacho deverá estar concluído no prazo máximo de 120 dias a contar da data de produção de efeitos do mesmo.
De acrescentar que o grupo de trabalho será composto por vários elementos do Serviço de Desenvolvimento Agrário de São Miguel, da Terceira, do Faial, do Pico, de São Jorge, de Santa Maria, da Graciosa, das Flores e do Corvo, em representação dos respetivos serviços da Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural.
O Governo Regional dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, acaba de celebrar um protocolo com vista à construção de um novo secador solar, destinado à produção de chá no Serviço de Desenvolvimento Agrário de São Miguel (SDASM).
Inserido no Plano Regional Anual para 2021 e enquadrado na Ação 6.1.19 – Investigação para a Valorização dos Produtos das Agroindústrias, o recurso a esta forma inovadora de secagem, sob o ponto de vista da sustentabilidade energética, confere ao produto final – no caso o chá – uma particularidade de grande interesse.
A par deste estudo da eficiência do secador solar, a quantidade de chá produzido no SDASM tem aumentado, resultado de práticas de culturas adequadas, pelo que a capacidade do atual secador começa a revelar-se insuficiente.
Assim sendo, as vantagens ambientais da sua utilização e as potencialidades de um tal equipamento para a desidratação de muitos outros produtos agroalimentares são evidentes.
É de salientar, também, que o uso regular deste secador permite ao SDASM, com bastante segurança, identificar as melhorias necessárias para o tornar mais eficiente.
Desta forma nasce a necessidade de construir um novo secador solar, inspirado no atual, no qual se pretende aumentar a capacidade de secagem, a eficiência de secagem, a polivalência e facilidade de utilização.
Com a construção de um novo secador solar (Secador solar Versão 2) pretende-se estudar um novo modelo com capacidade para secar maior quantidade de produto concomitantemente em menos tempo e melhorar a sua eficiência através do aumento da superfície de exposição solar e do isolamento e inércia térmica.
Simultaneamente, pretende-se estudar o processo de secagem de outros produtos agroalimentares, por exemplo chá prensado ou mesmo desidratação de frutos, recorrendo a este equipamento inovador e sustentável.
Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, destacou hoje, em Ponta Delgada, a importância de os Açores “aumentarem a oferta e o consumo de produtos com maior naturalidade, que contribuam para a neutralidade carbónica, o combate às alterações climáticas e que, por esta via, respondam às atuais preocupações da humanidade”.
Após inauguração da loja da Bio Kairós, em Ponta Delgada, o Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural sublinhou o papel que este evento representa como sendo de extrema relevância para a Agricultura Biológica “e para uma fileira que se pretende fazer crescer, ou seja, a fileira do Modo de Produção Biológico”,
“Iniciativas como esta ajudam-nos a ser mais sustentáveis, sem perder competitividade e a desenvolver um novo rótulo para a Região, acrescentando que é neste âmbito que “serão abertas, na próxima semana, as candidaturas para apoiar as explorações certificadas em Modo de Produção Biológico”, defendeu o governante.
“Ao longo deste ano, foram desenvolvidas mais de 30 ações nas quais envolveram mais de 1 000 participantes e assim a Região pretende afirmar-se nesta vertente que falta não só no nosso mercado, como também no mercado externo”, concretizou António Ventura.
A Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural entregou na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores uma proposta de alteração ao Decreto Legislativo Regional que estabelece as medidas de controlo da população de animais de companhia ou errantes e o registo destes animais.
Esta proposta de alteração vai além da implementação do “abate zero”, uma vez que, de acordo com o Secretário Regional, é necessário criar e implementar medidas que diminuam o abandono e que promovam a identificação e registo animal, permitindo assim a responsabilização de quem abandona e consequentemente a diminuição desta prática.
De acordo com António Ventura, “não basta recolher os animais e colocá-los em jaulas, com outros animais ‘ad eternum’, é necessário implementar métodos que promovam a adoção”.
Foram assinados protocolos de colaboração entre os Centros de Recolha Oficiais aprovados, para promover a identificação eletrónica e a esterilização. Estes protocolos também incluíram Associações de Proteção Animal e as Juntas de Freguesia das ilhas que não possuem Centros de Recolha Oficiais aprovados.
A proposta de Decreto Legislativo Regional implementa ainda a obrigatoriedade de registo dos animais na base de dados regional de “Registo de Animais de Companhia ou Errantes – RACE”, criada para o efeito, de registo gratuito para os seus utilizadores, onde é introduzida toda a informação relativa ao animal, bem como intervenções a que este é submetido, licenças administrativas ou declarações emitidas ou a emitir, documentação de apoio que se mostre necessária e útil, e ainda informação sobre o titular ou detentor.
Desde a sua tomada de posse, o XIII Governo Regional assumiu o compromisso de promover o bem-estar animal, pelo que esta medida vem na sequência dessa prioridade.
No âmbito do apoio para a esterilização e identificação animal a Centros de Recolha Oficial, Associações de Proteção Animal e Juntas de Freguesia, foram concedidos até ao momento, no ano de 2021, um valor de 188.224,80 euros.
O Governo Regional dos Açores, através das Secretarias Regionais Agricultura e do Desenvolvimento Rural e do Ambiente e Alterações Climáticas, anunciou hoje, na Praia da Vitória, que será assinado um protocolo com a Universidade dos Açores para a criação da cartografia digital dos solos da Região.
O documento, orçado em cerca de 50 mil euros, tem o intuito de melhor conhecer as potencialidades do solo e assegurar a sua preservação.
“Queremos um solo que possa ser um bem endógeno intergeracional, ou seja, temos de transmitir o solo com a mesma capacidade de produzir como o recebemos”, defendeu o Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural.
António Ventura frisou ainda que “o solo nos Açores é um elemento considerado no processo produtivo dos agroalimentos, pelos consumidores, dando garantias de confiança”.
“Este compromisso entre as duas Secretarias e a Universidade dos Açores vai permitir criar uma ferramenta de trabalho no âmbito do aconselhamento, fundamental para a produção nos Açores”, sublinhou, acrescentando que o Executivo açoriano está empenhado para que os Açores sejam “uma Região de referência mundial, pelo respeito e estudo que dedicamos ao solo”.
Por sua vez, o Secretário Regional do Ambiente e Alterações Climáticas defendeu “os solos desempenham muitas funções importantes do ponto de vista ambiental, entre as quais o sequestro de carbono da atmosfera, que é fundamental para a neutralidade carbónica e para a mitigação dos efeitos das alterações climáticas”.
“As cartas de solos permitem fazer um zonamento da aptidão e da capacidade de uso dos solos e criar unidades de paisagem”, disse ainda Alonso Miguel, acrescentando que “essa cartografia, digitalizada e em formato vetorial, é fundamental para a modelação e definição rigorosa das tipologias de sumidouro de carbono que podem implementadas em cada zona”.
“Se numa determinada área devemos apostar, por exemplo, em floresta produtiva, em floresta nativa não produtiva, na criação ou restauro de turfeiras, em pastagem permanente ou em qualquer outro tipo de sumidouro de carbono”, elucidou o governante.
Segundo o Secretário Regional, essa informação é também relevante ao nível do ordenamento do território.
“Por exemplo, numa altura em que grande parte dos municípios da Região estão a rever os seus Planos Diretores Municipais, é fundamental que esta informação seja tida em conta no âmbito do processo de classificação do território dos municípios, de modo a garantir que é respeitada a aptidão dos solos da Região”, concluiu.
O período de candidaturas à reconversão da produção leiteira em produção de carne, proposto pelo Governo Regional, tendo em conta a necessidade de reestruturar a produção leiteira, decorre de 2 dezembro de 2021 a 30 de janeiro de 2022.
A portaria que estabelece as regras de atribuição de um lote de 1.999,9 direitos individuais para efeitos de concessão do Prémio à Vaca Aleitante, constante do programa POSEI-Açores, está já publicada em Jornal Oficial.
Este período de candidaturas para as ilhas Terceira, São Miguel e Graciosa pretende diminuir os quantitativos de leite produzidos, de modo a ajustar com as necessidades de transformação de leite das indústrias.
Esta reconversão de produção de leite em produção de carne tem como objetivo o aumento do preço do leite ao produtor no encontro do preço justo para este bem alimentar.
Espera-se assim, que os esforços que estão a ser realizados pelos produtores de leite, com o apoio do Governo Regional, possam ter eco no setor da distribuição, isto é, no aumento do preço do leite em prateleira, uma vez que é incompreensível que um litro de leite seja mais barato do que um café ou do que uma garrafa de água.
As candidaturas são apresentadas junto dos Serviços de Desenvolvimento Agrário de ilha, da Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, ou através de submissão de formulário eletrónico disponível em https://gestpdr.azores.gov.pt, acompanhadas da declaração do comprador de leite que ateste as transferências do volume de leite cru.
A Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural adquiriu um autómato para o Matadouro de Santa Maria que vai permitir melhorar significativamente a gestão e controlo da instalação frigorifica da unidade de abate.
Este investimento, no valor de 49 mil euros, tem como finalidade investir na melhoria do sistema de frio, sendo que estão a ser planeados e programados outros investimentos, onde se inclui a ampliação da sala de desmancha e a sua individualização.
O Matadouro de Santa Maria, desempenha um papel de primordial importância, no desenvolvimento do setor da carne naquela ilha, realçando-se para o efeito, a evolução positiva da exportação de carcaças, que ao longo dos últimos cinco anos registou um crescimento de 207%.
Ciente importância do setor, o Governo dos Açores promove constantes investimentos na Rede Regional de Abate, o que revela a importância conferida a estas estruturas para que garantam uma cabal resposta às necessidades dos seus usuários, contribuindo, desta forma, para o desenvolvimento e consolidação da fileira da carne no contexto económico regional.
Para 2022, o Executivo Açoriano prevê um investimento na fileira da carne de 11,1 milhões de euros, onde se inclui a construção do matadouro de São Jorge, a ampliação do matadouro do Pico e investimentos no matadouro de São Miguel.
O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, defende que “a Região tem de começar a apostar na diversificação da produção de leite, valorizando a produção de leite biológico”.
No entender do governante, a produção de leite nos Açores, em termos quantitativos, “não pode continuar como está”, acrescentando que “não há espaço para vender mais leite, mas há espaço para vender leite com outra denominação”.
“Apostar nessa oferta agroprodutiva que está em défice na Região”, entende António Ventura, “é o caminho a seguir”.
Falando na sessão de encerramento do 1.º Fórum da Agropecuária Biológica na Terceira – Produção e Transformação de Leite Biológico, que decorreu este fim de semana na ilha Terceira, o Secretário Regional lembrou que uma das primeiras reuniões que teve, assim que tomou posse, foi com os 10 produtores de leite biológico da ilha Terceira, dizendo-lhes “que deviam ser um exemplo”, pois serviria de “íman para atrair outros produtores”.
Por outro lado, assegurou o governante, a produção de leite biológico só foi possível graças à iniciativa de alguns produtores, bem como da visão estratégica da Unicol, tornando-a “uma realidade”.
Para o Governo Regional, ver uma cooperativa dar o primeiro passo nesta diversificação da produção de leite é de louvar, esperando-se que outras cooperativas sigam estas pisadas, para que “possam surgir no mercado em dimensão quantitativa, mas também de excelência”.
Na ocasião, revelou o Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, a nível de produção, “há muito espaço quer de mercado, quer de sensibilidade perante os consumidores para esse leite”, acrescentando que, “os Açores devem produzir, mas em vez de produzir em quantidade, produzir com outro tipo de denominação”.
Da parte do Executivo, sublinhou o governante, “este projeto foi iniciado visando sensibilizar e formar as nove ilhas do arquipélago para uma agricultura mais natural, uma agricultura que possa ir de encontro àquilo que são as novas sensibilidades dos consumidores”.
A terminar, António Ventura salientou que este ciclo de iniciativas promovidas em 2021 vão ter continuidade no próximo ano, abordando novas formações e diferentes temáticas.
Por outro lado, “é preciso criar uma forte ligação às escolas”, e nesse sentido foi assinado um protocolo com a Secretaria Regional da Educação visando aumentar o conhecimento sobre o que é a agricultura, que vai abranger os alunos desde o primeiro ciclo até ao secundário.
A Secretaria Regional da Educação e a Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural assinaram hoje, em Angra do Heroísmo, um protocolo de colaboração para o desenvolvimento da literacia sobre a agricultura e a floresta, tendo por públicos-alvo as crianças, jovens e a comunidade em geral.
O protocolo, apresentado esta manhã na EB1/JI da Ribeirinha, será implementado em todo o sistema educativo da Região e visa despertar o gosto e a sensibilidade para a agricultura e floresta, bem como aproximar estas áreas da vida diária das crianças e jovens, para além de pretender fomentar uma visão mais ampla do setor.
A iniciativa visa proporcionar experiências de contato direto com as áreas, através de visitas aos serviços de desenvolvimento agrário e a diversas explorações agrícolas, assim como promover a partilha de boas práticas de agricultura nas escolas, através do desenvolvimento de atividades escolares nessas áreas.
Para tal, os dois departamentos governamentais vão disponibilizar técnicos das várias direções regionais que vão desenvolver materiais que possam ser utilizados na sala de aula, por forma a promover uma reflexão e ação sobre a agricultura, realçar a importância da mesma para o ordenamento do território e uma vivência saudável e segura ou até para despertar vocação para seguir estudos no setor.
Na ocasião, a Secretária Regional da Educação disse que esta iniciativa conjunta tem uma “fortíssima componente de sensibilização e de informação dirigida aos alunos de todo o sistema educativo regional para a importância da agricultura”, não só no que respeita “à importância uma alimentação de qualidade”, mas também no que respeita “à sustentação do solo, à sustentabilidade ambiental e até mesmo à qualidade do desenvolvimento económico e social das ilhas”.
“É importante catapultar os Açores para outros patamares de desenvolvimento também na área da agricultura, valorizando-a, por ser uma área de fortíssima empregabilidade e com qualidade no emprego”, acrescentou Sofia Ribeiro.
Para isso, continuou, “é preciso que os alunos estejam despertos para a agricultura, que se contraponha e se acabe com alguma desinformação que às vezes passa sobre a qualidade dos nossos alimentos e sobre a agricultura, construindo-se, junto das escolas, materiais que potenciem esse trabalho”.
Por sua vez, o Secretário Regional da Agricultura e desenvolvimento rural assegurou existirem “muitas possibilidades de autoemprego e de criação de riqueza, assim como de combater o despovoamento e fixar jovens através da agropecuária”.
António Ventura disse que este protocolo pretende sensibilizar e formar os jovens desde tenra idade, para as questões agrícolas nos Açores.
“Temos um mundo infinito de produções agropecuárias que podem contribuir para que os Açores se desenvolvam e é nesse sentido que pretendemos mostrar às crianças que o leite não nasce nos supermercados e que a carne não nasce nos talhos, há um conjunto de fileiras produtivas, do mesmo modo que há um conjunto de fileiras que se podem desenvolver”, adiantou.
Para o titular da pasta da Agricultura, “a educação é um tema base no desenvolvimento de qualquer atividade económica e nos Açores”, sendo que um dos grandes pilares na Região é a agropecuária, pelo que é preciso “voltar a criar atratividade para esta área de produção”.17
O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, destacou hoje o reconhecimento da “excelência genética e dedicação dos produtores Açorianos”, no âmbito do concurso Micaelense da Raça Holstein Frísia.
“Foi possível verificar a excelência genética dos animais, o que assume uma dedicação e empenho dos produtores da vocação natural na produção de leite dos Açores”, defendeu o Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural.
A propósito do concurso Micaelense da Raça Holstein Frísia, que decorreu este fim de semana, em São Miguel, António Ventura congratulou a Associação Agrícola da ilha pela retoma e organização do evento, que promove a excelência genética e dedicação dos produtores nos Açores.
Segundo o governante, “a grande afluência de participação dos produtores neste concurso é o reconhecimento da resiliência da pecuária de leite, neste período pandémico” atual, “e prova a verdadeira manifestação de vontade na afirmação genética a nível regional, nacional e europeu”.
Nesse sentido, o Secretário Regional entende que a Região deve ser “exportadora de genética animal”, acrescentando que esta exposição pecuária divulga “as potencialidades que os Açores detêm na produção de leite, transformação e na diversificação de produtos lácteos”.
“Acreditamos que a naturalidade da nossa Região, aliada ao agroprodutivo, encontra eco nos mercados e nos novos nichos de consumidores”, valorizou ainda.
“Somos um arquipélago que contribui para a neutralidade carbónica, para o combate às alterações climáticas, para a preservação do solo e para as normas do bem-estar animal”, concretizou.
O 1.º Fórum da Agropecuária Biológica dos Açores terá a sua última sessão na ilha Terceira, entre os dias 26 e 28 de novembro, subordinado ao tema “Leite Biológico”, realizando assim, um total de nove seminários com 33 oradores, 16 workshops, nove ‘showcookings’ e dois bio-roteiros, num total de 36 iniciativas nas nove ilhas dos Açores, abrangendo cerca de mil participantes.
No dia 26 de novembro, terá lugar o Bio-Roteiro “Na Rota do Leite Bio”, com visita a exploração pecuária e posto de leite, no decorrer do qual os participantes poderão conhecer ‘in loco’ a realidade de uma exploração de leite biológico e visitar um posto de receção de leite.
No dia 27, com início pelas 18h00, realiza-se um seminário presencial com transmissão ‘online’, subordinado ao tema Produção e Transformação de Leite Biológico, que contará com oradores representantes da Produção, Indústria e Universidade, a ter lugar no Auditório do Ramo Grande, onde haverá também lugar a um momento de degustação de produtos Bio.
No dia 28, tem lugar a nona e última sessão do ‘showcooking’ “Experimenta: É Bio!”, no Parque Multisectorial da Ilha Terceira.
Entre os dias 26 e 28 de novembro, ocorrerá um intercâmbio entre produtores de leite das ilhas Flores e Graciosa e Terceira para troca de experiências e conhecimentos ‘in loco’.
Os eventos referidos, bem como o modo de produção biológico, têm divulgação garantida nas redes sociais e no website do Fórum criados especificamente para o efeito (https://forumbio.azores.gov.pt).
Por forma a aumentar o alcance e perpetuar os seminários, estes contam com transmissão direta através das Redes Sociais, “NOS Açores” canal 187 (Faial, Terceira e São Miguel) e MEO kanal 124432 (nacional) e são gravados e disponibilizados no canal Youtube e Facebook do fórum (forumbioazores).
Para capacitar produtores e técnicos para o modo de produção biológico e para a diversificação agroalimentar, os eventos abrangeram desde os produtos hortícolas, as frutas, os vinhos, os produtos das colmeias, as pastagens biodiversas e os bovinos e seus produtos, até ao leite e carne de ovelhas e cabras. No caso da apicultura, o destaque foi para a problemática do controlo da varroa e boas práticas no apiário.
A potencialidade da agricultura biológica multifuncional também foi realçada com exemplos de economia solidária e empreendedorismo social na promoção de uma sociedade simultaneamente mais sustentável e inclusiva.
Foram ainda apresentadas novas ferramentas de apoio à sustentabilidade das explorações, como sejam a agricultura de precisão, a agricultura regenerativa, a agrofloresta e o maneio ou gestão holística de pastagens.
Potenciando a vinda dos oradores e moderadores aos seminários, nas várias ilhas têm sido realizadas visitas técnicas a explorações e infraestruturas, permitindo, assim, um momento de partilha de conhecimento e experiências entre os palestrantes, produtores, técnicos, universitários e dirigentes associativos.
Especialmente para o consumidor, foi preparado um ‘showcooking’ em cada ilha, com a confeção de diversos pratos (entrada, prato principal e sobremesa) com produtos típicos das ilhas e de outros produtos inovadores que se estão a afirmar. Neles utilizaram-se produtos biológicos e locais, demonstrando que as ilhas têm condições para produzir e consumir alimentos seguros, saudáveis e sustentáveis.
Os participantes tiveram a possibilidade de acompanhar os vários passos de cada confeção, de esclarecer dúvidas sobre as receitas e a utilização dos produtos e, no final, a oportunidade de provarem as iguarias.
O Fórum BioAçores21 é uma iniciativa do movimento Associativo da Agricultura e Pecuária dos Açores (Trybio, BioAzorica e Federação Agrícola dos Açores) e do Governo Regional, por intermédio da Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural.
O conjunto de ações que o compõe insere-se na linha estratégia do Governo Regional dos Açores que objetiva capacitar, diferenciar e qualificar o setor Agropecuário Açoriano, promovendo os valores do equilíbrio, do bem-estar, da saúde, do autoabastecimento alimentar e do regresso à terra, com respeito por todas as gerações passadas, presentes e futuras.
O Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, António Ventura, congratulou-se hoje com a aprovação, pela Comissão Europeia, do aditamento do Alho da Graciosa ao registo das Indicações Geográficas Protegidas (IGP) da União Europeia (UE), aumento assim para 228 o número de produtos portugueses protegidos pelos diferentes regimes de qualidade da União Europeia.
“A qualificação deste produto, que tem um suporte jurídico comunitário, permite assegurar uma estratégia que prima pelo incentivo à produção e comercialização dos produtos com diferenciação. Falamos de mais um produto único no mundo quer na qualidade intrínseca como no modo de produção”, declarou hoje António Ventura, após conhecida a posição da Comissão Europeia.
Este reconhecimento comunitário, acrescentou o governante, “permite a presença” da produção Açoriana “nos acordos bilaterais e multilaterais da União Europeia”, num “ganho para os Açores” e para a afirmação internacional do arquipélago nesta matéria.
O Alho da Graciosa, lembra Bruxelas, apresenta-se sob a forma de bolbos, no estado seco, de forma individual ou agrupados em réstias, cada um com um diâmetro de, pelo menos, três cm.
O produto caracteriza-se pelo seu aroma de intensidade média/baixa e sabor intenso, muito agradável e com pouca persistência, devido não só às condições edafoclimáticas da ilha, mas também aos cuidados prestados pelos produtores ao longo dos anos.
De acordo com o pedido submetido à Comissão Europeia e hoje aprovado, “devido às suas qualidades, os visitantes procuram com frequência especialidades gastronómicas que incluam o «Alho da Graciosa» no seu tempero e confeção, como a famosa «Molhanga» para acompanhar peixe fresco, o «Molho à Pescador», a típica «Linguiça da Graciosa» e «Lapas grelhadas», o que faz dele um produto muito apreciado e usado por conceituados chefes de cozinha, não só devido ao seu sabor e aroma inconfundíveis, mas também às suas reconhecidas características como conservante alimentar, decorrentes da sua elevada concentração em alicina”.
O Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, António Ventura, garantiu hoje que o Plano para 2022 garante a afirmação do agroalimentar como “alavanca para o progresso dos Açores”.
“O Plano para 2022 vai operacionalizar o trabalho de prospeção, estudo e identificação das nossas potencialidades como Região de sustentabilidade agroprodutiva e vai continuar a garantir a afirmação do agroalimentar como alavanca para o progresso dos Açores”, defendeu o governante.
António Ventura falava na Assembleia Legislativa Regional, na discussão da proposta de Plano e Orçamento para 2022.
“Temos uma consciência e uma atitude pratica de desenvolver uma agricultura geracional, ajustando quantidades produzidas, aliando sustentabilidade à competitividade, promovendo e preservando os nossos recursos endógenos e melhorando o conteúdo nutricional dos agroalimentos. Este é um Plano e Orçamento real, sem ilusões. As verbas que estão neste Plano vão chegar todas ao agrorural nos Açores”, prosseguiu o Secretário Regional.
O documento em debate parlamentar prevê, por exemplo, um investimento na fileira da carne de 11,1 milhões de euros, um investimento em caminhos, abastecimento de água e eletrificação de 12,8 milhões de euros ou a anutenção das ajudas do POSEI no valor de 13 milhões de euros, sem cortes.
“Recordo que os Governos do PS aplicaram rateios no pagamento das ajudas do POSEI e do PRORURAL+ com cortes que iam até 30%. Nós pagamos na integra, ou seja, sem cortes. Estabelecemos, deste modo, uma confiança recíproca com quem produz na agricultura”, disse António Ventura.
É ainda garantido pelo XIII Governo Regional o pagamento dos apoios à perda de rendimento e à manutenção da atividade agrícola pelo PRORURAL+, sem cortes, no valor de 26,1 milhões de euros, sendo 22,1 milhões de euros de fundos comunitários e 3,9 milhões de euros da componente regional.
O Plano prevê ainda “uma aposta na atratividade dos jovens, em idade escolar, para iniciativas na agricultura”, “uma ação para a reconversão da produção de leite convencional em leite com naturalidade, seja biológico ou de pastagem, o pagamento das reformas antecipadas no valor de 1 milhão de euros,” todos na esfera regional”, o “investimento na capacitação, literacia para a produção e consumo sustentáveis, na formação profissional, inovação e digitalização no valor de 2,2 milhões de euros”, ou a “certificação no bem-estar animal na pecuária de produção”.
António Ventura assevera ainda que os Açores manterão uma “postura política na reivindicação de um adaptado POSEI aos Açores e de uma PAC que afirme de forma jurídica, política e institucional” o Estatuto de Região Ultraperiférica.
“Estes são procedimentos políticos vitais para manter a resiliência dos agricultores neste momento difícil que atravessamos e conjuntamente avançar para a recuperação da economia. Mas este é o Orçamento que percebe a dramática crise no setor agroprodutivo, manifestada através do aumento dos preços das matérias primas e, para além, das medidas que já enunciei, atuaremos em consonância”, sublinhou.
E concretizou: “Deixo novamente o compromisso de trabalharmos com muito empenho, dedicação e visão estratégica para que através do Agrorural se melhore a vida dos Açorianos”.
O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, anunciou hoje, em Angra do Heroísmo, que o Plano Estratégico para a Horticultura dos Açores “está concluído e agora vai para consulta pública”.
António Ventura falava à margem de uma visita a uma exploração de Horticultura, no âmbito do Plano Estratégico para a Horticultura dos Açores, iniciativa criada há cerca de seis meses com a finalidade de estudar o mercado de hortícolas na Região.
“Este plano insere-se na necessidade de estabelecer uma estratégia agro produtiva para os Açores, em conciliação com as nove ilhas, uma consonância com o objetivo de melhorar o nosso auto crescimento alimentar, aumentar a exportação, criar emprego, combater o envelhecimento humano e fixar jovens”, frisou o governante.
“Pretende-se também promover a naturalidade da terra, melhorar o conteúdo nutricional dos alimentos, garantir o bem-estar animal e assegurar a sustentabilidade dos recursos produtivos, como o solo e a água”, acrescentou António Ventura.
O Plano Estratégico para a Horticultura dos Açores contém um conjunto de medidas que se consideram importantes implementar para incitar um aumento do setor hortícola na Região.
Dessas medidas, destaque para a importância de se criar uma programação da produção, por forma a que os produtores possam calendarizar a sua produção ao longo do ano, uma vez que o mercado existe para grande parte das hortícolas, evitando assim, a importação de produtos.
Para além dessa, torna-se necessário agilizar o investimento, isto é, criar um programa do género “HORTIS”, semelhante ao “VITIS”, que acelere todo o processo burocrático para os apoios e incentivos à horticultura, assim como elaborar um estudo de mercado, por forma a entender o que está a ser importado e o que é comprado localmente.
Segundo explicou o professor David Horta Lopes, coordenador do grupo de trabalho responsável pela criação do Plano, existem medidas comuns a todas as ilhas e algumas medidas específicas a implementar apenas em algumas delas, face à sua insularidade mais acentuada, bem como a situações edafoclimáticas muito próprias.
“Isso não acontece para as ilhas maiores em termos de produção hortícola, pois depois de apuradas todas as medidas gerais, chegou-se à conclusão de que as medidas que iriam ao encontro dos produtores, em particular da Terceira e de S. Miguel, já se encontram consagradas nas medidas gerais”, concluiu.
O Plano Estratégico para a Horticultura dos Açores terá a duração de seis anos, sendo revisto passados três anos do início da sua implementação. Para o efeito, será constituído um grupo operacional de acompanhamento da sua implementação.
O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, afirmou esta quinta-feira, em Ponta Delgada, que o Executivo Açoriano vai “reivindicar junto da Comissão Europeia” para que a entidade “perceba os custos de produção de uma Região Ultraperiférica, como são os Açores”.
Com o crescente aumento dos custos de produção, o Governo Regional dos Açores “não está insensível a esta situação” e para tal, realçou o titular da pasta da Agricultura, vai pressionar Bruxelas, no sentido de poder mitigar os custos.
O governante falava na apresentação do projeto da empreitada de requalificação da Lagoa do Caldeirão Grande no Perímetro de Ordenamento Agrário da Bacia Leiteira de Ponta Delgada, acrescentando, que esta “é uma intervenção de requalificação e reparação, que irá permitir não só melhorar o abastecimento de água às explorações existentes, mas também duplicar a capacidade desse mesmo abastecimento”.
É também, realçou António Ventura, uma obra que vai “contribuir para diminuir os custos de produção às explorações agrícolas”.
Para além disso, a obra responde a outras preocupações, como é a neutralidade carbónica e as alterações climáticas, “permitindo que a água chegue a cada exploração com menos custos ambientais”, concretizou o Secretário Regional.
A obra, orçada em um milhão de euros, terá o seu arranque no final do primeiro trimestre do próximo ano, prevendo-se que esteja concluída até ao final de 2022, e vai abranger mais de uma centena de explorações agrícolas.
A Secretaria Regional da Educação e a Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural assinaram hoje, em Angra do Heroísmo, um protocolo de colaboração para o desenvolvimento da literacia sobre a agricultura e a floresta, tendo por públicos-alvo as crianças, jovens e a comunidade em geral.
O protocolo, apresentado esta manhã na EB1/JI da Ribeirinha, será implementado em todo o sistema educativo da Região e visa despertar o gosto e a sensibilidade para a agricultura e floresta, bem como aproximar estas áreas da vida diária das crianças e jovens, para além de pretender fomentar uma visão mais ampla do setor.
A iniciativa visa proporcionar experiências de contato direto com as áreas, através de visitas aos serviços de desenvolvimento agrário e a diversas explorações agrícolas, assim como promover a partilha de boas práticas de agricultura nas escolas, através do desenvolvimento de atividades escolares nessas áreas.
Para tal, os dois departamentos governamentais vão disponibilizar técnicos das várias direções regionais que vão desenvolver materiais que possam ser utilizados na sala de aula, por forma a promover uma reflexão e ação sobre a agricultura, realçar a importância da mesma para o ordenamento do território e uma vivência saudável e segura ou até para despertar vocação para seguir estudos no setor.
Na ocasião, a Secretária Regional da Educação disse que esta iniciativa conjunta tem uma “fortíssima componente de sensibilização e de informação dirigida aos alunos de todo o sistema educativo regional para a importância da agricultura”, não só no que respeita “à importância uma alimentação de qualidade”, mas também no que respeita “à sustentação do solo, à sustentabilidade ambiental e até mesmo à qualidade do desenvolvimento económico e social das ilhas”.
“É importante catapultar os Açores para outros patamares de desenvolvimento também na área da agricultura, valorizando-a, por ser uma área de fortíssima empregabilidade e com qualidade no emprego”, acrescentou Sofia Ribeiro.
Para isso, continuou, “é preciso que os alunos estejam despertos para a agricultura, que se contraponha e se acabe com alguma desinformação que às vezes passa sobre a qualidade dos nossos alimentos e sobre a agricultura, construindo-se, junto das escolas, materiais que potenciem esse trabalho”.
Por sua vez, o Secretário Regional da Agricultura e desenvolvimento rural assegurou existirem “muitas possibilidades de autoemprego e de criação de riqueza, assim como de combater o despovoamento e fixar jovens através da agropecuária”.
António Ventura disse que este protocolo pretende sensibilizar e formar os jovens desde tenra idade, para as questões agrícolas nos Açores.
“Temos um mundo infinito de produções agropecuárias que podem contribuir para que os Açores se desenvolvam e é nesse sentido que pretendemos mostrar às crianças que o leite não nasce nos supermercados e que a carne não nasce nos talhos, há um conjunto de fileiras produtivas, do mesmo modo que há um conjunto de fileiras que se podem desenvolver”, adiantou.
Para o titular da pasta da Agricultura, “a educação é um tema base no desenvolvimento de qualquer atividade económica e nos Açores”, sendo que um dos grandes pilares na Região é a agropecuária, pelo que é preciso “voltar a criar atratividade para esta área de produção”.
O Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural defendeu hoje, em Angra do Heroísmo, não ser possível “continuar a produzir nos Açores sem que a ciência esteja associada”, adiantando ser necessário fazer um “tripé” entre produção, transformação e ciência “por forma a identificar as linhas objetivas da investigação.
António Ventura falava nas instalações do Laboratório de Inovação em Produtos Lácteos, sedeado no TERINOV, na ilha Terceira, que visitou acompanhado pela Secretária Regional da Cultura, da Ciência e Transição Digital, Susete Amaro, com o intuito de se inteirar do estado de implementação do respetivo Laboratório.
O governante disse ser preciso “criar uma agenda para a investigação, sentando a indústria, a produção e a investigação” para se encontrarem linhas orientadoras “na transformação e na diversificação láctea”, com base nos recursos existentes.
“Não podemos continuar a ter nos Açores 25% da nossa produção, que corresponde a 650 milhões de litros de leite, a transformarem-se em leite em pó, é um prejuízo”, frisou o Secretário Regional.
António Ventura adiantou que nos próximos tempos, as Secretarias Regionais da Agricultura e Desenvolvimento Rural e da Cultura, da Ciência e Transição Digital vão “convidar a produção e as cooperativas de laticínios para se estabelecer um diálogo”, por forma a apresentar as capacidades do Laboratório de Inovação de Produtos Lácteos e a ouvir, por parte dos mesmos, as preocupações e necessidades.
“Esta articulação é fundamental e não pode esperar mais”, destacou.
Por sua vez, a Secretária Regional da Cultura, da Ciência e Transição Digital frisou que o investimento que está a ser realizado no Laboratório de Inovação de Produtos Lácteos pretende contribuir para que a fileira do leite “seja capaz de criar mais valor acrescentado para todos os agentes e intervenientes”.
“Isso vai ajudar o setor a tornar-se mais resiliente e, por conseguinte, menos sujeito às perturbações que tem vindo a ser sujeito”, adiantou.
Susete Amaro adiantou que o equipamento a ser instalado em breve no do Laboratório de Inovação em Produtos Lácteos representa um investimento de cerca de meio milhão de euros.
“Os desafios que enfrentamos não serão ultrapassados sem o contributo decisivo da Ciência, pois o mundo complexo em que vivemos exige respostas políticas, socias e económicas baseadas na evidência científica”, destacou a responsável pela pasta da Ciência.
A nova infraestrutura, que contará com equipamentos laboratoriais e industriais de ponta para desenvolver protótipos e demonstrações de produtos lácteos inovadores, é considerada como uma peça chave para que o setor do leite se afirme, não pela quantidade produzida, mas sobretudo pela qualidade e inovação dos seus produtos, capazes de competir a nível nacional e internacional.
A iniciativa conjunta que juntou as tutelas da Agricultura e da Ciência pretendeu, ainda, sinalizar o trabalho articulado e complementar que o XIII Governo Regional dos Açores tem vindo a promover, conforme previsto no Programa de Governo, que se entende essencial para criar plataformas comuns de entendimento e de exploração de resultados em benefício da sociedade açoriana.
O Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural enalteceu hoje a atividade desenvolvida pelo IROA – Instituto Regional de Ordenamento Agrário SA, ao longo dos últimos 35 anos, frisando que sem a dedicação de todos os “Açorianos ligados àquele instituto” a agricultura não estaria como está hoje.
António Ventura falava na cerimónia comemorativa do 35º aniversário da IROA, SA que teve lugar esta manhã, no Pavilhão da Associação Agrícola de São Miguel.
“Para além de todos os investimentos que já fez e que continua a fazer, o IROA deve evoluir para uma nova fase, em que possa alcançar intervenções fora dos seus perímetros de ordenamento agrário”, adiantou o Secretário Regional, frisando ser preciso investimento “nos nove territórios da Região Autónoma dos Açores”.
Nesse sentido, António Ventura defendeu que a legislação do IROA deve ser revista “por forma a incluir aquilo que este Governo considera que deve ser a nova ordem, também nos Açores, que irá permitir uma maior e melhor visão dos nossos recursos, que é a sustentabilidade”, defendendo a ideia de que os recursos, como a água e o solo, são limitados.
“É preciso revistar a legislação percebendo que os desperdícios não são lixo, mas tem de voltar a ser novamente matéria-prima, aquilo a que se chama economia circular”, acrescentou.
O responsável pela pasta da agricultura defendeu ainda que o IROA deve, para além da intervenção, fazer também perspetiva e articulação de estudos com as várias entidades existentes, designadamente, a Universidade dos Açores e outros departamentos do Governo.
“É esta a nossa visão política sobre para onde deve evoluir o IROA. Deve sair da sua zona objetiva de atuação e evoluir amplamente para todo o território numa perspetiva de sustentabilidade e percebendo que os nossos recursos estão limitados”.
Na ocasião, António Ventura enalteceu o trabalho do atual e de todos os presidentes do IROA ao longo dos anos, que contribuíram para a atividade daquele instituto e para aquela que considerou uma “causa de base da economia regional”.
O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, anunciou hoje, na Ribeira Grande, que “o período de candidaturas à reconversão da produção leiteira em produção de carne arranca a 1 de dezembro de 2021 e termina a 15 de janeiro de 2022”.
O titular da pasta da Agricultura falava à saída de uma reunião com a Direção da Federação Agrícola dos Açores, para auscultar as principais reivindicações daquele órgão associativo.
No encontro foi também analisada uma proposta da Federação Agrícola para a criação de um programa para a redução de leite nos Açores, uma posição, que “vem ao encontro da posição do Executivo Açoriano”, frisou o governante.
Por outro lado, no entender de António Ventura, “a Região tem metas ambientais para cumprir, desde logo a redução da carne animal por hectare, a diminuição das emissões de metano, assim como o bem-estar animal e a conservação do solo”.
Neste sentido, o Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural avançou que o seu gabinete vai preparar o programa para a redução da produção de leite, para posteriormente apresentar a proposta à Federação Agrícola.
Em cima da mesa esteve, igualmente, uma questão que já se arrasta há algum tempo e que diz respeito ao pagamento de 121 reformas antecipadas, que se encontram associadas a alguns projetos de primeira instalação.
Para António Ventura, estes pagamentos deverão ocorrer já “em janeiro do próximo ano”, acrescentando o Secretário Regional que nesta questão “houve um período de comunicação com muitos atritos com a Comissão Europeia relativamente a autorização para os pagamentos”.
Contudo, segundo disse, foi alcançado um acordo, “cabendo agora ao Governo Regional propor na Assembleia Regional uma alteração ao decreto legislativo, mas no final o produtor irá receber o mesmo montante, mas mais diluído no tempo”, garantiu o governante.
O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, defendeu hoje, na Ribeira Grande, “uma Política Agrícola Comum da especificidade e uma Política Agrícola Comum da diferenciação” para a produção regional, de acordo com o plano Estratégico da nova Política Agrícola Comum (PAC).
No âmbito do Plano Estratégico da nova PAC, o Secretário Regional da Agricultura espera que este seja um “instrumento de intervenção pública, que defina o que é a resiliência de quem produz, que possa definir o que é um preço e um mercado justo, que possa ir ao encontro do que é necessário e que conceba maior autonomia nas produções regionais, tendo em conta a crise económica”.
Após reunião tida com a Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, e com a Direção da Federação Agrícola dos Açores, o Secretário Regional avançou que “aquilo que era a função do POSEI e do PRORURAL, em termos quantitativos, de produção dos agroalimentos já cessou”, acrescentando que, a partir de agora, a Região tem de seguir um novo patamar, em que esses mesmos “agroalimentos possuam uma maior naturalidade”
“O paradigma, a partir de agora, tem a ver com a filosofia dos apoios. A Região Autónoma dos Açores tem de passar de um “apoio numérico para um apoio de conteúdo, principalmente nutricional”, destacou António Ventura.
Para o titular da pasta da Agricultura, o programa POSEI está “longe de deter sucesso na sua abrangência jurídica, técnica e institucional”, alertando para o “défice existente de 13 milhões de euros no Orçamento regional”, que o Governo dos Açores vai disponibilizar de forma a colmatar possíveis cortes nas produções locais.
Nesse sentido, António Ventura garantiu que, em conjunto com a Federação Agrícola, será revista a “filosofia de apoios” existentes aos produtores, com reivindicações junto da Comissão Europeia, de forma a ser desenhado um “POSEI equitativo e de maior coesão”,
O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural materializou ainda a reivindicação de uma “maior diferenciação e aceitação para um POSEI inter-regional”, tendo em conta as alterações climáticas, a neutralidade carbónica, o bem-estar animal e a conservação dos solos”, concretizando que “não há nenhum agricultor que não queira contribuir para essa mudança”.
O Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, António Ventura, defende que o evento “Açores Bio 21 – Primeiro Fórum de Agropecuária Biológica dos Açores” é um contributo para preparar o futuro da Região com “agroalimentos mais naturais, indo ao encontro das preocupações da humanidade”.
O Fórum de Agropecuária Biológica, que já percorreu todas as ilhas dos Açores com diversos eventos, conta com a organização conjunta do Executivo açoriano e dos parceiros que representam a produção biológica na Região, nomeadamente a Trybio, BioAzórica e Federação Agrícola dos Açores.
Estas iniciativas, promovidas desde junho pela Secretaria Regional com a tutela da agricultura, têm permitido levar a todas as ilhas uma série de seminários, ‘workshops’ e ‘showcookings’ alusivos ao setor da agropecuária biológica.
Entre os dias 21 e 26 de junho, as Flores receberam os ‘workshops’ “Iniciação à Horticultura Biológica” – realizado também entre 20 e 25 de setembro – e “Sumos Vegetais, Greensmoothies”, que contaram com a participação de 37 pessoas.
No dia 9 de outubro, a ilha das Flores recebeu também o seminário “Multifuncionalidades da Agricultura Biológica”, que debateu diversos temas do setor, e contou com participação de 28 pessoas, e ainda o ‘showcooking’ “Experimenta, É Bio!”, com a participação de 35 pessoas.
O Corvo foi palco para o seminário “Horticultura Biológica – um caminho para a autonomia alimentar”, realizado a 18 de setembro, com a presença de 27 pessoas. Aquela ilha recebeu, no dia seguinte, o ‘showcooking’ com os cozinheiros do evento da ilha das Flores e o workshop “Um jardim para cozinhar, ambos com a presença de 20 pessoas.
Já na Graciosa, a sexta edição do ‘showcooking’ “Experimenta, É Bio!” decorreu a 29 de outubro, com cerca de 50 participantes. A passagem do Fórum Bio 21 por esta ilha ficou concluída com o workshop “Gestão de Infestantes e Boas Práticas na Vinha Bio”, em que participaram cerca de 20 pessoas. Anteriormente, a 16 e 17 de julho foi promovido o workshop “Combate a pragas e doenças em fruticultura biológica”, com a presença de 27 pessoas.
No dia 23 de julho, no Pico, realizou-se o seminário “Vinhos Biológicos”, que contou com uma assistência especializada de cerca de 20 vitivinicultores. No dia seguinte, teve lugar o primeiro ‘showcooking’ “Experimenta, É Bio!”, com cerca de 20 espetadores.
Ainda no Pico, a 24 de outubro, decorreram dois seminários sobre apicultura com o tema “Boas práticas no controle da Varrose”, culminado com visitas a vários apiários por parte dos cerca de 33 participantes.
O Faial recebeu também, a 23 e 24 de outubro, o seminário “Apicultura Biológica – principais desafios no controlo da Varrose”, com a participação de 30 pessoas. O ‘showcooking’ “Experimenta, É Bio!” decorreu nesta ilha a 31 de julho, contando com a presença de 50 participantes. Um workshop de Maneio Holístico decorreu também no Faial, a 8 de novembro.
A ilha Terceira foi lugar para a realização, a 20 de julho, do workshop “Podas e Enxertias de Fruteiro Bio”, com 17 participantes. Já entre 12 e 16 de outubro, “Iniciação à Horticultura Biológica” foi o workshop realizado, com a presença de 12 pessoas.
Na ilha de São Jorge, o Fórum Açores Bio 21 estreou-se, a 12 de outubro, com a realização do workshop “Agroflorestas”, com 27 participantes. O ‘showcooking’ “Experimenta, É Bio!” foi promovido nesta ilha no dia 6 de novembro, com a presença de 45 pessoas, seguindo-se o workshop de Maneio Holístico, no dia 7, com 12 participantes.
No dia 16 de outubro, o programa do Fórum chegou a São Miguel com o seminário “Agricultura de Precisão”, que contou com a participação de 42 pessoas.
Em Santa Maria, no dia 4 de setembro, 15 pessoas assistiram ao ‘showcooking’ “Experimenta, É Bio!”, estando agendado para dia 10 de novembro a realização do workshop de Maneio Holístico.
É de salientar ainda que, desde ontem, dia 8 de novembro, até do dia 23, decorre em formato ‘B-Learning’ um curso de Agricultura de Precisão, com a participação de 23 formandos.
Para este mês de novembro estão previstas mais duas edições do showcooking “Experimenta, é Bio!”, precisamente em São Miguel e Terceira, nos dias 13 e 28 respetivamente.
O seminário “Carne e Leite de Pequenos Ruminantes” está programado para dia 13, em Santa Maria, e o seminário “Pastagens e Bovinos de Carne” decorrerá em São Jorge, no dia 20, assim como o workshop “Iniciação à Horticultura Biológica”, entre os dias 21 e 27. Já o seminário “Produção e Transformação de Leite Bio”, está agendado para dia 27, na ilha Terceira.
Os interessados em participar nestes eventos podem inscrever-se através do endereço eletrónico [email protected], pelo contato telefónico 292208800, ou através do site https://forumbio.azores.gov.pt/ (para informações adicionais).
Todos os seminários podem também ser acompanhados ‘online’, através do Facebook da Fórum Bio Açores e do Forumbioazores no YouTube.
A Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural apresenta amanhã, 5 de novembro, no auditório do Nonagon, no Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, o Plano de Gestão do Perímetro Florestal da Ilha de São Miguel.
Para o Secretário Regional com a tutela da Agricultura, António Ventura, a sessão permitirá “evidenciar o papel da floresta nos Açores, assim como a necessidade constante de um planeamento e a orientação na sua produção, conservação e utilização”.
“A floresta na Região pretende dar um contribui multifuncional às atividades económicas”, sempre assente numa “forte aposta na urgência da neutralidade carbónica”, prossegue o governante.
A apresentação pública da Gestão Florestal Certificada através do Plano de Gestão do Perímetro Florestal da Ilha de São Miguel centrar-se-á na situação atual, monitorização e perspetivas futuras daquele recurso endémico da Região.
“A presente sessão pública visa, numa perspetiva de envolvimento de diversas partes interessadas, efetuar um balanço do que tem sido a implementação deste Plano de Gestão Florestal, bem como avaliar os resultados dos diversos programas de monitorização em curso, que são essenciais para garantir uma gestão adaptativa, ajustada à realidade, mais eficiente ao nível da utilização dos recursos e ambientalmente responsável”, refere, por seu turno, o Diretor Regional dos Recursos Florestais.
Para Filipe Tavares, “este evento tem ainda como grande objetivo apresentar o lançamento de um novo concurso público internacional destinado à venda, que inclui o corte, de três lotes de madeira certificada pelo sistema FSC® e à adjudicação da prestação de serviços para execução, imediata e concomitante, da reflorestação das áreas cortadas, num total de 218,80 hectares, no Perímetro Florestal da ilha de São Miguel”.
A Direção Regional dos Recursos Florestais convida todos os interessados a participar neste evento, que é de acesso livre, devendo, no entanto, ser efetivadas as respetivas inscrições, até às 12 horas do dia 04/11/2021, uma vez que o número de inscritos será limitado à lotação do auditório.
No atual cenário provocado pela pandemia da covid-19, o acesso ao espaço de realização do evento encontra-se condicionado à apresentação de certificado de vacinação, ou à medição da temperatura corporal dos participantes por parte da organização.
O Regime Florestal na ilha de S. Miguel foi estabelecido pelo Decreto n.º 39776 de 19 de agosto de 1954, tendo reconhecido como próprios para arborização os terrenos baldios que vieram assim a constituir o Perímetro Florestal desta ilha. Os projetos e trabalhos de florestação destas áreas tiveram então início e originaram um valioso património florestal, que perdura até ao dias de hoje.
A necessidade de implementar uma gestão ativa e responsável destas áreas, levou a Direção Regional dos Recursos Florestais (DRRF) a executar um Plano de Gestão Florestal e a certificar esta gestão por via da iniciativa FSC®.
O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, destacou na terça-feira, nas Velas, que o Queijo de São Jorge é “o bilhete de identidade da ilha” pela “sua história e pelo seu percurso” de trabalho e colaboração de muitas pessoas e de muitos jorgenses.
António Ventura falava durante o “painel de abertura” das “Jornadas Queijo de São Jorge” que marcaram o arranque das comemorações dos 30 anos da Confraria do Queijo daquela ilha.
Estas jornadas são “um espaço de debate para criar sinergias”, para agitar “o que está mal” e para “criar novo pensamento”, sendo fundamental para o desenvolvimento da Agricultura na Região Autónoma dos Açores, sustenta.
O Secretário Regional defendeu que “o Queijo de São Jorge é um produto que deve ter planeamento e orientação política”, porque a “agricultura continua a ser a atividade mais importante” na Região para “desenvolver outras atividades económicas”.
“A lei regional de desenvolvimento rural foi criada em 2008 e que altera a lei de orientação agrícola” está “desajustada dos dias atuais”, referiu António Ventura, salientando que esta “está desajustada de quem produz, de quem transforma, porque esta atividade basilar está comprovada a cada dia que passa de que é um alicerce da nossa economia” e tem “de estar em letra de lei” de forma atualizada.
“Todos falamos em sustentabilidade, por causa do bem-estar animal, por causa das alterações climáticas, por causa da neutralidade carbónica, por causa da biodiversidade, por causa dos solos, mas não podemos deixar de concretizar e afirmar que essa mesma sustentabilidade tem de estar lado a lado com a competitividade”, defendeu ainda.
E concretizou: “O artigo 349 da lei das Regiões Ultraperiféricas não está devidamente utilizado em termos jurídicos, em termos técnicos e em termos institucionais, portanto, cabe a este Governo a responsabilidade de atuar junto da União Europeia e junto do Conselho de Ministros para que este artigo tenha uma abrangência maior sobre os nossos territórios ultraperiféricos”.
A Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, através da Direção Regional dos Recursos Florestais e do Serviço Florestal do Nordeste, deu iniciou à repavimentação do Caminho Rural das Heras, situado nas freguesias de Água Retorta e do Faial da Terra, no concelho da Povoação, ilha de São Miguel.
A obra, que consiste na colocação de uma mistura betuminosa de um troço de 1.008 metros de extensão, é para o Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, a prova de que “o Governo dos Açores, continua a intervir nos caminhos rurais, melhorando as acessibilidades para os produtores agropecuários, mas também” para quem visita a Região e para as comunidades locais.
Esta intervenção, segundo António Ventura, “faz parte de um planeamento de atuações que estão previstas para 2021, ao nível dos caminhos florestais e rurais”.
Neste sentido, e num momento em que os custos de produção estão a aumentar da pecuária de leite e carne, por via do preço da alimentação animal e dos combustíveis, para o governante torna-se premente “a repavimentação do caminho da Hera e outros mais que se seguirão”, o que “pretende ser um contributo para diminuir estes custos de produção”.
Para além deste caminho, vão ser repavimentados 140 metros do Caminho Florestal da Lomba da Fazenda, na freguesia de Lomba da Fazenda, 732 metros do Caminho Florestal de São Pedro, na freguesia de São Pedro Nordestinho e 847 metros do Caminho Rural dos Saragaços, na freguesia do Faial da Terra.
O conjunto destas quatro intervenções, num investimento superior a 154 mil euros, vai beneficiar o acesso a um total de 68 explorações agroflorestais.
É ainda de salientar, que esta beneficiação enquadra-se numa candidatura ao atual quadro comunitário de apoio, PRORURAL+-4.3.1-FEADER-002920.
O gabinete do Subsecretário Regional da Presidência promove, nos dias 28 e 29 de outubro, o fórum “O Futuro dos Açores na Europa”, com sessões dedicadas à temática dos desafios do mar, das pescas e da agricultura numa Região Ultraperiférica.
No entender de Pedro de Faria e Castro, Subsecretário Regional da Presidência, “as pescas, o mar e a agricultura são áreas determinantes” para os Açores.
“Transmitirmos a nossa visão, onde incluímos os desafios de se viver numa Região Ultraperiférica, tornando-se determinante para termos uma voz ativa junto das instituições europeias naquele que é o maior debate europeu”, frisa o governante.
Na quinta-feira, dia 28, tem lugar a sessão intitulada “Desafios no âmbito do mar e das pescas numa Região Ultraperiférica”, coorganizada com a Secretaria Regional do Mar e das Pescas, que terá como oradores Pedro Neves, Diretor Regional dos Assuntos do Mar, e Luís Costa, Diretor de Serviços de Recursos, Frota Pesqueira e Aquicultura, sendo que a moderação estará a cargo de Daniela Costa, secretária-geral do Conselho Consultivo para as Regiões Ultraperiféricas (CCRUP).
Já na sexta-feira, dia 29, decorre a sessão sob o tema “Desafios da Agricultura numa Região Ultraperiférica”, organizada em conjunto com a Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, que terá como orador Pedro Hintze Ribeiro, Diretor Regional da Agricultura, e que será moderada por Luís Estrela, Diretor do Serviço de Desenvolvimento Agrário de São Miguel.
Ambas as sessões, que decorrem virtualmente entre as 10h30 e as 12h30, através da Plataforma Webex, realizam-se no âmbito da participação dos Açores na Conferência sobre o Futuro da Europa (COFOE), que pretende promover uma série de debates e discussões que permita às pessoas de toda a Europa partilhar ideias que possam ajudar a moldar um futuro comum.
Deste modo, o Governo Regional dos Açores associa-se à COFOE e contribui para este debate a nível europeu com a realização de uma série de fóruns regionais temáticos, que permitem dar voz aos cidadãos açorianos e recolher contributos sobre as matérias em discussão e sobre o que deverá ser a participação da Região na União Europeia.
No final de cada sessão tem lugar um debate aberto, para os participantes apresentarem as suas ideias e propostas que possam melhorar as políticas públicas nessas áreas ao nível europeu.
Os interessados em participar nos eventos deverão proceder à sua inscrição nas respetivas sessões no endereço eletrónico: https://portal.azores.gov.pt/web/srp/forum-acores-cofoe.
A Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, através da Direção Regional da Agricultura, apoiou ao longo deste ano, com um montante superior a 181 mil euros, cerca de 212 candidaturas, oriundas de todas as ilhas do arquipélago, para a aquisição de reprodutores bovinos de raças produtoras de carne.
As ilhas do Pico, com uma adesão de 2,.6%, seguindo-se a Terceira com 22,2%, e São Jorge com 18,9% foram as que registaram maior número de candidaturas aprovadas, enquanto que em São Miguel – ilha com maior tradição na produção leiteira – verificou-se o maior crescimento comparativamente ao ano anterior, um acréscimo de 67%, atendendo à reconversão de explorações de leite para carne.
O incentivo financeiro atribuído pelo Governo Regional dos Açores visa dar continuidade ao fomento da qualidade e da melhoria genética do efetivo bovino para a produção de carne nos Açores, em conjunto com a proteção da sanidade animal, bem como apoiar a produção eficiente de carne com maior valor comercial, através da aquisição de efetivos de raça pura dentro de exigências de rigor zootécnico, sobretudo quando essa aquisição é efetuada fora da Região, de forma a melhorar os núcleos de raças puras locais.
O apoio pretende, ainda, estimular a comercialização de reprodutores bovinos puros de carne oriundos de explorações da Região, dinamizando também a economia regional.
Assim, e no que concerne à portaria que regula o quadro de incentivos financeiros destinados à aquisição de reprodutores bovinos de raças produtoras de carne foram alvo de apoio quatro raças, nomeadamente a Limousine, que representa 36,8% das aquisições feitas em 2021, a Aberdeen Angus 35,8%, a Charolesa 22,6% e a Simmental Fleckvieh 4,8%.
É de realçar que, em 2021, 90% dos reprodutores bovinos de raças produtoras de carne foram comprados na Região e apenas 10% foram adquiridos fora do arquipélago, o que representa um decréscimo de 5% em relação ao ano transato.
É ainda de referir que, nas aquisições de reprodutores, no âmbito deste regime de apoio, contabilizaram-se 118 movimentos/deslocações de bovinos, o que significa que cerca de 55% do total de bovinos foram adquiridos noutra ilha da Região 45% ou em muito menor escala, no território do continente 10%.
Está é uma situação que está associada, sobretudo, à necessidade imperiosa de, em termos zootécnicos, rodar animais entre explorações com vista a minimizar a consanguinidade e a aumentar a diversidade genética das explorações de bovinos de carne no arquipélago.
A Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural já colocou, em consulta pública, o Plano Estratégico para a Floricultura na Região Autónoma dos Açores.
O documento, entregue pelo grupo de trabalho para a floricultura, constituído para o efeito por despacho do Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, visa elaborar um plano estratégico para a floricultura que reúna, de uma forma integrada, os objetivos, políticas e ações a implementar com vista à rentabilidade e sustentabilidade deste sector.
Deste modo, António Ventura espera “que este documento de trabalho, que agora vai estar disponível através de consulta pública, receba novos contributos de modo a constituir um plano estratégico consistente e fiel às urgências e necessidades de um setor que pode ajudar a criar emprego, combater o despovoamento e fixar jovens”.
“Este trabalho, conjuntamente com os próximos fundos comunitários consubstancia, também, um meio de progresso dos Açores”, frisa ainda o titular da pasta da Agricultura.
É de salientar que o grupo de trabalho, constituído por técnicos da Secretaria da Agricultura e do Desenvolvimento Rural e da Federação Agrícola dos Açores, desenvolveu um documento de base para a ação do Governo Regional dos Açores, na definição das melhores diretrizes para o setor da floricultura, nos próximos seis anos.
Para tal, o grupo visitou explorações agrícolas, auscultou associações e cooperativas ligadas ao setor da floricultura e ouviu, ainda, especialistas da área.
Este plano estratégico é hoje colocado em consulta pública, para receber novos contributos públicos, ou seja, de todos que queiram com o seu pensamento critico colaborar para melhorar o trabalho e, assim, realizar uma consistente orientação produtiva no setor da floricultura nos Açores.
Desde logo, o grupo identificou ações a realizar a curto e médio prazo, entre as quais a necessidade de incrementar o acompanhamento técnico aos produtores florícolas, fortalecer o associativismo, realizar ações de prospeção do mercado externo e o incentivo à floricultura de paisagem de interesse turístico.
Em 2017 existiam, nos Açores, cerca de 86 explorações florícolas, que ocupavam uma área de 93 hectares. Desta área, 75 hectares estão ocupados por flores de corte, quatro hectares com folhagens de corte e 14 hectares com plantas ornamentais.
A Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural mantém em vigor duas portarias que regulamentam apoios excecionais dirigidos a empresas, cooperativas, produtores e produtores engarrafadores de vinho que foram objeto de certificação pela CVR Açores, com Denominação de Origem (DO) ou Indicação Geográfica (IG), para ajudar o setor vitivinícola a mitigar os impactos causados pela pandemia da covid-19, aumentar a liquidez e revitalizar o setor.
Desses apoios, destaca-se a ajuda à armazenagem de vinhos certificados, com o objetivo de compensar o impacto negativo sobre o escoamento de vinhos, resultante da situação de crise ocasionada pela epidemia neste setor.
Esta ajuda incide sobre a quantidade de vinho certificado pela CVR Açores como DO ou IG, para todas as colheitas até ao ano de 2019 para vinhos de mesa a granel e engarrafados, bem como vinhos licorosos engarrafados.
Têm sido apoiados no âmbito desta ajuda nove beneficiários, tendo sido candidatados e considerados elegíveis para apoio, 621.217,50 litros de vinhos de mesa certificados DO e IG, e já atribuído um montante global de apoio de 253.757,45 euros, correspondente à armazenagem dos vinhos em apreço até ao final do passado mês de julho.
Destaca-se também a ajuda à comercialização de vinhos de mesa certificados, com o objetivo de mitigar as perturbações nas cadeias de abastecimento, assim como no turismo e na restauração, entre outros, decorrentes da situação de pandemia e que afetaram o consumo de vinhos, contribuindo para a existência de excedentes no mercado.
Esta ajuda incide sobre a quantidade de vinho de mesa certificado pela CVR Açores como DO ou IG, até à colheita de 2019, inclusive, e é atribuída mediante a apresentação da declaração de produção e documentos que, inequivocamente, comprovem a venda de garrafas de vinhos de mesa certificados.
Têm sido apoiados no âmbito desta ajuda oito beneficiários, tendo já sido apoiada a comercialização de 62.415 garrafas de vinho de mesa certificado DO e de 144.734 garrafas de vinho de mesa certificado IG, e atribuído um montante global de apoio 219,309 euros.
As ajudas em causa, disponíveis desde julho de 2020, manter-se-ão até ao final do corrente ano.
Para o Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, o Governo dos Açores está, assim, “a considerar a vitivinicultura como um ramo da agricultura com perspetiva e objetividade na política de desenvolvimento rural dos Açores”.
António Ventura recordou ainda que está no Parlamento Regional, para apreciação, o Decreto Legislativo que cria o Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores.
Esta, concretiza, será “uma entidade que passará a coordenar e a planear a política para a vitivinicultura na Região e, como tal, uma alavanca no progresso desta agricultura”.
O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural anunciou hoje, em Angra do Heroísmo, que o Plano e Orçamento para 2022 pretende criar determinados objetivos macro para a bovinicultura da carne dos Açores, estando ainda previsto um investimento na rede regional de abate de 7,6 milhões de euros.
António Ventura falava à margem da assinatura de um protocolo de cooperação com a Aberdeen-Angus – Associação de Criadores de Raça de Aberdeen-Angus, no valor de 33 mil euros, para que esta associação, tal como outras do género, se possa afirmar na economia regional, mas também junto dos seus produtores.
“É essencial que essas associações tenham mais competência, tenham mais serviços, de modo que todo o desenvolvimento possa ocorrer junto dos agricultores e dos agricultores para os mercados”, adiantou.
Relativamente ao Planeamento para 2022, o governante destacou o interesse “criar determinados objetivos macro para a bovinicultura da carne dos Açores”, desde logo, com “um plano para a formação, uma agenda para a investigação no âmbito da bovinicultura de carne, testar ou não a existência de parques de acabamento em algumas ilhas”.
Porque interessa, naturalmente, que os animais sejam abatidos e se possam ter mais valias no âmbito da criação de emprego e da criação de riqueza por via do abate”, acrescentou.
O responsável pela pasta da Agricultura destacou que este ano já se abateram nos matadouros da Região Autónoma dos Açores cerca de 58 mil cabeças de bovinos, o que corresponde a um aumento de 9% relativamente ao ano transato, registando-se ainda um aumento de 4% relativamente ao consumo local, que já representa cerca de 30% do que se abate.
“É um objetivo aumentar também e sensibilizar os Açorianos para o consumo local, até porque temos uma qualificação comunitária no âmbito da carne dos Açores que é IGP”, defendeu ainda António Ventura.
“A bovinicultura de carne é essencial para os Açores, para a economia, para muitas ilhas, onde representam um complemento de rendimento para muitas famílias, sendo que tudo isto se torna também uma preocupação e um grande objetivo no planeamento da Secretaria da Agricultura”, disse.
O Secretário Regional frisou o investimento previsto no Plano de 2022 na rede regional de abate, de 7,6 milhões de euros, onde destacou a construção do matadouro da ilha de São Jorge e os investimentos no matadouro na ilha do Pico e no matadouro de São Miguel.
Ventura disse que este “é um grande investimento na rede regional de abate para o ajustamento, para o aumento de consumo local, para a imagem dos Açores em termos dessa produção essencial, por temos uma vocação para a produção de carne nos Açores, que é essencial manter”.
“À Secretaria Regional cabem políticas de orientação e planeamento, em consonância com o nosso parceiro, que é a Federação Agrícola dos Açores, por forma a estabelecer objetivos comuns de desenvolvimento”, acrescentou.
António Ventura frisou ainda que “nos Açores temos carne de excelência intrínseca que é preciso dar a conhecer, não só nos Açores, mas também além-fronteiras”.
O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural anunciou hoje, em Angra do Heroísmo, que o Governo dos Açores pretende “certificar” os solos da Região como “elemento de confiança e credibilidade”, prevendo, por isso, aumentar as verbas destinadas à análise de solos e formação de agricultores em 2022, num reforço de 188 mil euros com recurso a fundos comunitários.
“Para o ano, queremos aumentar este valor no âmbito dos 188 mil euros, não só no que respeita às análises, mas também na formação”, adiantou António Ventura, que falava à margem da assinatura de um protocolo com a Universidade dos Açores no âmbito da necessidade das análises do solo.
Em 2021, o montante atribuído pelo Governo Regional foi de 40 mil euros, mas o governante adiantou que no Plano de Recuperação e Resiliência do próximo ano, o Executivo vai destinar uma verba maior à análise de solos e seu respetivo acompanhamento, estando também prevista uma formação nesta área para agricultores e técnicos dos serviços agrários.
“Os consumidores têm de saber que, no processo produtivo, há um respeito por este recurso endógeno que não é renovável e que queremos aproveitar só o necessário”, frisou.
“Não basta dizer que a Universidade dos Açores tem de se abrir à sociedade e aos processos produtivos, no caso da agricultura, é preciso também que a Secretaria Regional da Agricultura tenha essa disponibilidade e vontade e faça a ponte com a Universidade dos Açores”, reforçou o Secretário Regional.
O Secretário Regional revelou que a análise dos solos já é “uma prática recorrente” na Região, mas defendeu que é preciso reforçá-la e promover um acompanhamento dos agricultores, por parte dos investigadores da academia açoriana.
“Para além dos resultados, é preciso uma explicação técnica desses resultados e uma informação mais prática ao agricultor. Essa informação é dada pelas associações e pela Universidade dos Açores, mas é necessário que essa informação seja mais regular e mais formada e é nesse sentido que vamos criar também um plano de formação”, acrescentou.
Para o responsável pela pasta da agricultura, “a articulação entre agricultores e investigadores é fundamental, até porque a Universidade dos Açores tem já muita investigação aplicada e muito conhecimento adquirido nesta área”.
O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, realçou hoje, em Ponta Delgada, o papel da investigação científica enquanto “parceira fundamental do Governo Regional na procura de soluções para os problemas que assolam a agricultura Açoriana”.
“Estamos hoje aqui para ver resultados, ouvir resultados e projetar o futuro” sustentou hoje o Secretário Regional
António Ventura falava na sessão de abertura do encontro “ECO2-TUTA: Meeting Programe”, dedicado a fazer a avaliação da viabilidade ecológica e económica da produção em massa de agentes biológicos para combate a Tuta absoluta (Meyrick) (Lepidoptera, Gelechiidae), em cultura protegida.
Este programa desenvolveu, ao longo de três anos, trabalhos de campo na cultura do tomate e respetivos registos, na firme convicção de que podem residir nos organismos nativos as respostas ao controlo de algumas pragas-chave das culturas no ecossistema insular, sensível à perda de biodiversidade.
Cumulativamente, foram recolhidos outros dados que se podem revestir de utilidade para enriquecer o caminho do agricultor na agricultura sustentável, nomeadamente, na adoção de meios de luta alternativos à luta química no que respeita ao combate de pragas e doenças e ainda a observação da adaptação das variedades instaladas às condições locais existentes.
Para o titular da pasta da Agricultura, “não existe uma boa política e uma política conjunta de intervenções públicas se não existir o suporte técnico, que é dado essencialmente pela investigação”.
O Plano e Orçamento Regional para 2022, anunciou ainda, contempla verbas para a investigação científica, “um sinal claro, que a investigação tem que estar presente na Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural”, frisou.
O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural destacou igualmente o papel da Universidade dos Açores e da investigação ao serviço da comunidade e da agroprodução no desenvolvimento de políticas “no combate mais biológico e menos químico”, afirmou.
“Temos de alterar as nossas práticas no combate às alterações climáticas, na redução das emissões de metano, na conservação de solos e bem-estar animal”, defendeu ainda.
O projeto que hoje foi abordado por António Ventura contou com a participação de parceiros de âmbito regional, nacional e internacional e foi financiado em 85% pelo FEDER e 15% por Fundos Públicos dos Açores, através do programa Operacional 2020.
A Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural promove um seminário sobre “Agricultura de Precisão”, uma iniciativa integrada no Fórum da Agropecuária Biológica, a ter lugar no próximo dia 16 de outubro, na ilha de São Miguel.
De acordo com o Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, com esta ação de sensibilização e formação pretende-se “que a prática da agricultura nos Açores alcance a dianteira da inovação e seja mais um motivo de aceitação por parte dos consumidores”.
“Estamos, deste modo, a inovar e a posicionarmo-nos para dar resposta às preocupações atuais da humanidade em termos de combate às alterações climáticas e neutralidade carbónica”, acrescentou António Ventura.
O governante adiantou ainda que na ótica da sustentabilidade alimentar, esta e outras práticas de agricultura farão parte da agenda de formação da agricultura açoriana.
“Somos uma Região que inova na agricultura, o que representa criar riqueza e emprego”, defendeu.
Com a agricultura de precisão, o produtor utiliza apenas as quantidades necessárias dos recursos direcionados aos ciclos produtivos, o que possibilita ganhos de rendimento, já que este tipo de agricultura permite uma maior otimização e eficiência na utilização dos recursos.
A agricultura de precisão assume-se como um meio para a produção agropecuária sustentável, com maior respeito pelo ambiente e contribui para melhorar a conservação do solo.
Serão oradores deste seminário, que tem como parceiros a Federação Agrícola dos Açores, a BioAzórica e a Trybio, o Professor Ricardo Braga, do Instituto de Agronomia, o Professor João Serrano, da Universidade de Évora e a Professora Sónia Nicolau, da TerraConsultores, sendo moderador o presidente da Federação Agrícola, Jorge Rita.
A Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural promove, durante o mês de outubro, novas iniciativas em várias ilhas no âmbito do programa “Açores Bio 21 – Primeiro Fórum de Agropecuária Biológica dos Açores”.
Estas ações de sensibilização e de formação, que contam com a organização conjunta do Governo Regional e dos parceiros que representam a produção biológica na Região, a Trybio, BioAzórica e a Federação Agrícola dos Açores, pretendem, diz o Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, “preparar o futuro dos Açores na existência de agroalimentos mais naturais, indo ao encontro das preocupações da humanidade”.
No entender de António Ventura, “os Açores têm um espaço geográfico que, conjuntamente, com as práticas agrícolas estão na dianteira dos novos desafios alimentares e ambientais para a sustentabilidade do planeta”.
Para o governante, “estas iniciativas visam assegurar uma nova oferta de agroalimentos de âmbito natural, para o mercado interno e para exportação, possibilitando a conquistando novos mercados”.
Assim, a primeira ação vai ter lugar a 9 de outubro pelas 20h00, com a realização de um seminário na ilha das Flores, dedicado ao tema “Multifuncionalidades da Agricultura Biológica”, em que são oradores, Raquel Vargas da Biokairós, Alfredo Sendim da Herdade do Freixo do Meio, César Medeiros, a representar “As Nossas Quintas” e Julien Floro, da Myrica Faial Permaculture.
Na ilha Terceira, entre os dias 11 e 16 de outubro, vai decorrer mais um workshop de “Iniciação à Horticultura Biológica”, a cargo de Avelino Ormonde.
A 12 de outubro, o “AçoresBio21” chega a São Jorge, com a realização de um workshop intitulado “Agroflorestas”, apresentado por Alfredo Sendim.
O programa estende-se pela ilha de São Miguel, no 16 de outubro, com o seminário sobre “Agricultura de Precisão”, que se vai realizar na Associação Agrícola de São Miguel, pelas 20h00, e em que são oradores Ricardo Braga, do Instituto Superior de Agronomia, João Serrano, da Universidade de Évora, e Sónia Nicolau, da Terraconsultores.
O final do mês de outubro será dedicado à Apicultura Biológica, e para tal a ilha do Faial recebe no dia 23, pelas 14h00, o seminário sob o tema “Apicultura Biológica – principais desafios no controlo da Varroa”.
Já as ilhas do Faial e do Pico vão acolher, nos dias 24 e 25 de outubro, respetivamente, dois ‘workshops’ subordinados ao tema “Boas práticas no controlo da Varrose”.
O mês termina com mais uma edição do “Showcooking Experimenta, É bio!”, desta feita a ter lugar na ilha da Graciosa, no dia 30 de outubro, pelas 11h00.
Aos interessados, em participar nestes eventos, as inscrições são feitas no endereço eletrónico: [email protected], pelo contato telefónico: 292208800 ou através do site https://forumbio.azores.gov.pt/.
Os seminários podem, também, ser acompanhados online, através dos seguintes canais: o Facebook da Fórum Bio Açores, a NOS Açores canal 187 (Faial, Terceira e São Miguel), a MEO (nacional) Kanal 124432 e o Forumbioazores no YouTube.
Para informações adicionais, os interessados podem consultar o site e as redes sociais do AçoresBio21.
O Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, António Ventura, acompanhado pelo Diretor Regional dos Recursos Florestais, Filipe Tavares, visitou hoje caminhos florestais da zona ocidental da ilha de São Miguel afetados pela intempérie ocorrida no final de setembro último.
Na ocasião, António Ventura, destacou, que esta visita teve por finalidade “averiguar os trabalhos de normalização dos trajetos, que decorrem desde o dia 27 de setembro, e ,‘in loco’, proceder-se a uma análise mais pormenorizada, pois alguns trajetos terão que sofrer uma intervenção mais profunda”.
Esta será uma intervenção que “visa acautelar a segurança dos agricultores, assim como a dos turistas”, sublinha.
A intervenção em curso, que compreende uma área de aproximadamente 58 quilómetros, vai, numa primeira fase, garantir que os caminhos fiquem transitáveis para a passagem de tratores e carrinhas 4×4, bem como remover as quebradas, regularizar as valas e aplicar bagacina.
Tudo será feito em prol “da segurança na acessibilidade a um conjunto de várias centenas de explorações agrícolas distribuídas por sete freguesias do concelho de Ponta Delgada”, vinca o Diretor Regional dos Recursos Humanos.
Para Filipe Tavares, “é de máxima importância a segurança das pessoas”, e para tal a Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural vai a breve trecho “instalar placas informativas de forma a alertar os turistas e a população em geral, para as zonas que estão mais perigosas”, por forma a evitarem esses trajetos.
Numa segunda fase, os trabalhos a executar serão mais profundos, de forma a evitar que no futuro não se voltem a repetir.
Para tal, “o Executivo vai proceder ao recrutamento externo, uma vez que a tutela não tem essa capacidade, de recursos humanos e equipamentos, para que ao longo do próximo ano as intervenções estejam concluídas”, assegurou ainda António Ventura.
Acaba de ser publicado no Jornal Oficial da União Europeia o registo do nome da “Carne Ramo Grande”, um pedido que se encontra em conformidade com o artigo 50.º, n.º 2, alínea a), do Regulamento (UE) n.º 1151/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho, relativo aos regimes de qualidade dos produtos agrícolas e dos géneros alimentícios.
O pedido feito por Portugal, através da Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Governo Regional dos Açores, pretende atribuir a esta raça visibilidade, tornando-a numa mais-valia para o desenvolvimento económico da Região.
As características da “Carne Ramo Grande”, nomeadamente em termos de sabor, tenrura e suculência, são consequência da criação dos animais em sistema de pastoreio ao longo de todo o ano, em virtude das condições edafoclimáticas dos Açores assim o permitirem, associadas ao maneio peculiar conferido pelo produtor e à docilidade própria destes animais.
Como é uma carne proveniente de um sistema de pastoreio, no qual os animais andam livremente nas pastagens e fazem mudanças entre as diversas parcelas, tende a ter uma cor mais intensa.
O clima bastante favorável à criação de bovinos e o solo de fácil exploração, fértil e com boas pastagens, permitiram uma boa adaptação, desenvolvimento e evolução do gado bovino, cuja origem remonta à descoberta e povoamento do arquipélago, e que adquiriu ao longo dos anos as características genéticas próprias da Raça Ramo-Grande.
Deste modo, os criadores da raça são considerados os guardiães de um património genético inigualável, que, ao longo de várias gerações e em condições por vezes difíceis, insistiram em manter como legado dos seus antepassados, procurando preservar a herança.
Estes bovinos têm ainda hoje grande importância nos Açores, quer pela sua utilização no labor tradicional da terra, quer nos cortejos etnográficos e, claro, à mesa dos açorianos e de quem nos visita.
É de salientar ainda que a Região Autónoma dos Açores tem atualmente 241 criadores da Raça Bovina Autóctone do Ramo Grande, totalizando um total de 1.287 efetivos bovinos.
Não havendo nos próximos três meses qualquer oposição internacional, será atribuída a designação de “Carne do Ramo Grande DOP”.
Consultar anúncio em Jornal Oficial da União Europeia
O Governo do Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, vai adquirir uma solução digital inovadora que permitirá melhorar significativamente a gestão dos laboratórios do Serviço de Classificação de Leite dos Açores – SERCLA, sedeados nas ilhas de São Miguel e Terceira.
De acordo com o Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, este é um “investimento que permitirá melhorar a eficiência dos laboratórios de classificação de Leite nos Açores”.
António Ventura adianta que “a este investimento qualitativo vão seguir-se outros que estão a ser identificados e programados de modo a tornar estes laboratórios ajustados às exigências dos novos tempos e responder à demanda da produção e das indústrias”.
“Somos uma Região de referência na produção de leite e queremos ser uma região líder na qualidade nutricional da produção de leite”, diz ainda.
O SERCLA desempenha um papel de primordial importância na determinação laboratorial da qualidade do leite produzido em todas as ilhas da Região e sua consequente classificação, que serve de base à fixação do preço pago aos produtores pelas diferentes indústrias dos Açores
A confiança que ambas as partes, produtores e industriais, depositam no SERCLA, resulta, não só da neutralidade e da imparcialidade instituídas no seu desempenho, mas também do recente reconhecimento internacional que os laboratórios obtiveram através da sua acreditação pela norma ISO 17025:2017. Todos estes fatores contribuem de forma decisiva para a reconhecida qualidade do leite dos Açores.
O Sistema InnovWay- Quality Management é uma solução digital inovadora, amplamente utilizada internacionalmente em laboratórios, tendo a capacidade de agregar todo o sistema desenvolvido e implementado nos laboratórios do SERCLA, integrando os processos de gestão do pessoal, gestão dos equipamentos, gestão de produtos e serviços de fornecedores externos e gestão do trabalho não conforme, na ótica da Norma ISO 17025.
Esta ferramenta tem o foco em sete distintas áreas, designadamente, o cliente, a liderança, o envolvimento das pessoas, a abordagem do processo, a tomada de decisão baseada em evidencias, a gestão de relacionamentos dos stakeholders e a melhoria continua, todo eles fundamentais para a gestão global da informação.
Permite-se assim padronizar e monitorizar todas as áreas da organização de forma simples e intuitiva, garantindo uma eficaz gestão dos seus processos e trazendo inúmeros benefícios para o SERCLA e para a fileira do leite.
No âmbito da resolução aprovada na Assembleia Regional, e dando, assim, cumprimento aos objetivos propostos, o Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural concedeu apoios financeiros para a construção de infraestruturas públicas que vão, desta forma, apoiar o setor produtivo de dois concelhos da Ilha de São Jorge, nomeadamente, a construção de parques de retém.
Os parques de retém são estruturas essenciais para o maneio da bovinicultura nos Açores, que possibilitam um melhor planeamento e intervenção nas áreas da sanidade animal e da identificação animal, por parte dos agricultores, situações que contribuem para a segurança alimentar e para a saúde humana.
Nesse sentido, na sequência do Acordo de Colaboração entre a Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural e a Junta de Freguesia de Norte Grande, concelho de Velas, foi concedido um apoio no valor de 22.430,80 euros para a construção de um parque de retém no lugar da Travessa Velha.
Para o concelho da Calheta, foi celebrado um Acordo de Colaboração entre a Secretaria Regional e a Junta de Freguesia de Santo Antão para a concessão de um apoio no valor de 12.583,20 euros para a construção de um parque de retém no lugar da Cancelina, e outro para concessão de um apoio no valor de 14.986,00 euros para a construção de um parque de retém no lugar da Canada da Ginja.
O Governo Regional continua desta forma a sua missão de valorizar o setor, criando condições para que o mesmo possa crescer.
Conforme previsto na alínea c) do n.º 1 do artigo 36.º do Decreto Regulamentar Regional n.º 3/2018/A, de 22 de fevereiro, que estabelece o regime jurídico de gestão dos recursos cinegéticos e do exercício da caça na Região Autónoma dos Açores, não é permitido o exercício da caça no próximo dia 26 de setembro de 2021 (domingo), em consequência da realização do ato eleitoral para eleição dos órgãos autárquicos.
De acordo com a Portaria n.º 100/2021 de 20 de setembro, é excecionalmente permitido no sábado, dia 25 de setembro, o exercício da caça das mesmas espécies e nos mesmos termos previstos para o domingo, dia 26 de setembro de 2021, de acordo com o disposto no calendário venatório de cada ilha.
O Açores Bio 21 – Primeiro Fórum de Agropecuária Biológica dos Açores, organizado em parceria pela Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Trybio, BioAzórica, Federação Agrícola dos Açores e diversas entidades locais, tem agendado diversas iniciativas para este fim de semana, nas ilhas das Flores e do Corvo.
O programa inicia-se na Ilha das Flores, no sábado, dia 18, com o Showcooking ‘Experimenta, é Bio!’, que decorrerá pelas 11h00, no Jardim Municipal das Lajes das Flores, e incluirá também a confeção e a degustação dos pratos confecionados com produtos biológicos pelos Chefs Diogo Cerqueira, Patrícia Cheio e Miguel Bezerra.
No mesmo dia, pelas 20h00, no Espaço Cultural Multiusos da Ilha do Corvo, decorrerá o seminário ‘Horticultura Biológica – Um Caminho para a Autonomia Alimentar’, com os oradores Isabel Mourão, da Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, Graça Saraiva, da Ervas Finas – Good Food Ecosystems, e Avelino Ormonde, da Biofontinhas – The art of balance, que apresentarão as suas experiências concretas de produção biológica.
Já a 19 de setembro, pelas 11h00, realiza-se mais uma edição do Showcooking ‘Experimenta, é Bio!’, desta vez no Parque Municipal do Corvo.
Também no dia 19, e no mesmo local, pelas 15h00, decorrerá um workshop dinamizado por Graça Saraiva, sob o tema ‘Um jardim para cozinhar’.
De volta à ilha das Flores, o programa do “Açores Bio 21” seguirá com um workshop de ‘Iniciação à Horticultura Biológica’, entre os dias 20 a 25 de setembro, das 18h00 às 22h00, na sala de reuniões da Associação Agrícola da Ilha das Flores, sob a orientação de Avelino Ormonde.
O Açores Bio 21 – Primeiro Fórum de Agropecuária Biológica dos Açores pretende, acima de tudo, sensibilizar, informar e capacitar para o modo de produção biológico, apresentando e promovendo os produtores e produtos biológicos dos Açores.
Incentivar a autonomia alimentar da Região, a economia circular, a bioeconomia e os circuitos curtos de comercialização são outros desígnios deste programa, que pretende também contribuir para mitigar os grandes desafios globais como as alterações climáticas e as crises sanitárias.
As inscrições para os eventos a decorrer nas Flores e no Corvo poderão ser realizadas no formulário existente em https://forumbio.azores.gov.pt/, através do email [email protected] ou do telefone 292208800
O Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural anunciou na quarta-feira no Nordeste, que o Governo Regional dos Açores lançou um concurso público plurianual para implementação de serviços no perímetro florestal de São Miguel, para a conservação de 137.8 hectares, que terá um custo de 221.852,85 euros.
António Ventura falava numa visita ao Viveiro Florestal da Achada, onde frisou que “a manutenção e conservação das matas públicas constituem uma preocupação constante para o Governo Regional dos Açores”.
Nesse sentido, o governante adiantou que o Conselho do Governo aprovou o lançamento de um concurso público internacional para a venda de 218.8 hectares de criptoméria da ilha de São Miguel, no valor de cerca de 552 mil euros.
“A árvore tem cada vez mais uma influência decisiva na nossa vida presente e futura, quer na retenção de carbono no solo, na economia e na arquitetura paisagística dos Açores”, acrescentou.
O Diretor Regional dos Recursos Florestais, que também marcou presença na visita, explicou que em 2014, o Governo dos Açores iniciou um processo de gestão ativa da floresta pública na ilha de São Miguel, através do corte, venda de madeira e rejuvenescimento de povoamentos florestais, maioritariamente ocupados por criptoméria.
“Na sequência da monitorização que é realizada no âmbito deste processo, identificou-se que há, de momento, a necessidade de realizar algumas limpezas, associadas à regular gestão destas áreas, com vista a controlar a vegetação espontânea, para que se assegure o sucesso das plantações de têm sido efetuadas, numa área de 123,3231 hectares”, disse anda.
Filipe Tavares acrescentou ainda que “foram igualmente identificadas áreas onde há a necessidade de proceder à retancha de algumas áreas, 8,4516 hectares, bem como à realização de pequenas intervenções culturais como podas e desramas numa área de 6,0274 hectares”.
Atendendo a que o reordenamento das áreas cortadas, adequando as áreas exploradas às condições edafoclimáticas das estações, verifica-se que em termos percentuais cerca de 54% continuam a ser áreas de produção e cerca de 46% áreas de proteção de solo e de conservação de biodiversidade, muito em particular as áreas adjacentes a linhas de água.
Deste modo, continuou, “com o incremento de área explorada, tem-se verificado que existe uma crescente área para a realização de limpezas, pelo que a título de exemplo, no ano de 2019, foram 65.0092 hectares e em 2020 incidiu em 64,5036 hectares”.
“A título excecional e no ano de 2021 já se fez dois ajustes diretos, um para uma área de 15.9968 hectares e para 2.9631 hectares, de modo a acudir-se áreas com maior necessidade”, concluiu o Diretor Regional dos Recursos Florestais.
O Governo Regional dos Açores anunciou hoje, em Angra do Heroísmo, um programa de apoio, desenvolvido através das Secretarias Regionais da Educação e da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, para a prática de Equitação Terapêutica para alunos de mobilidade reduzida no arquipélago.
Segundo a Secretária Regional da Educação, e em conjunto com a Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, foi implementado um programa de auxílio à prática do desporto equestre, de forma a proporcionar “aos alunos, em especial crianças com necessidades educativas especiais, o devido apoio para o desenvolvimento dessas atividades”.
A Secretária Regional da Educação, Sofia Ribeiro, e o Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, divulgaram o apoio à Hipoterapia no âmbito de uma visita ao Centro Equestre Quinta do Malhinha, na ilha Terceira.
Sofia Ribeiro, que tutela a Educação, sublinhou a importância deste desporto e da prática do hipismo adaptado para os alunos com necessidades educativas especiais, constatando “as dificuldades que os alunos têm em aceder aos centros de equestre”
Para esse efeito, o Governo dos Açores pretende auxiliar os centros equestres com “programas específicos que permitam aos alunos aceder a um tipo de apoio diferenciado e especializado, que constituirá certamente uma mais-valia para os alunos dos Açores com necessidade especiais”, salientou a Secretária Regional.
O programa engloba um montante global de 100 mil euros, repartido pelas secretarias regionais da Educação e da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, e será aberto um período de candidatura, em que os centros equestres têm de apresentar um plano para o desenvolvimento da prática deste desporto, avançou ainda a governante.
Sofia Ribeiro defendeu também que este é um programa “muito bem orientado exclusivamente para esta atividade e para estes alunos, adiantando que não é um financiamento de escolas, nem de centros equestres”.
Por sua vez, o Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento louvou a junção de “sinergias humanas, técnicas e financeiras” entre duas secretarias regionais, e, neste caso, através dos centros hípicos, elevando que só assim é possível uma “melhor atuação favorável à qualidade de vida dos Açorianos”.
“Pretendemos com esta iniciativa que estes centros hípicos possam ter uma atividade educativa, em especial para alunos com mobilidade reduzida, como também promover a manutenção e preservação de diversas raças equinas, nomeadamente a raça portuguesa o Lusitano”,
Referindo-se a esta parceria, António Ventura concretizou que o Executivo Açoriano está a suportar uma “atividade essencial enquanto agente ativo da ruralidade da Região”.