Governo dos Açores investe mais de 190 mil euros no reforço do controlo de roedores para proteger explorações agrícolas

O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, está a reforçar as medidas de controlo integrado de roedores em todo o arquipélago, garantindo apoio direto aos produtores através da cedência gratuita de rodenticidas, formação especializada e aconselhamento técnico contínuo.

 

Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, “proteger a agricultura é proteger a identidade” açoriana.

 

O governante sublinha que o controlo destas pragas “não é apenas uma medida técnica, é uma ação essencial para salvaguardar as explorações, garantir a qualidade das produções e defender o esforço diário dos agricultores”.

 

Gerida pela Direção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação (DRAVA), a atual estratégia contemplou a aquisição de 42,1 toneladas de rodenticida, num investimento global de 191.619,86 € (acrescido de IVA).

 

Deste volume, cerca de 21,1 toneladas estão atualmente a ser distribuídas por todas as ilhas, dando continuidade a uma primeira fase de entregas (20,9 toneladas) iniciada em setembro de 2025.

 

A distribuição destes produtos é efetuada de forma descentralizada pelos Serviços de Desenvolvimento Agrário – em alguns casos em parceria com as câmaras municipais – de forma a garantir a máxima eficiência logística.

 

A atribuição da quantidade de produto a cada produtor tem por base as áreas agrícolas declaradas, abrangendo as culturas arvenses, frutícolas, hortícolas e áreas POSEI.

 

Do ponto de vista científico e técnico, a intervenção no terreno recorre a substâncias ativas como o brodifacume e a difetialona (anticoagulantes de segunda geração).

 

A eficácia destes produtos é monitorizada de perto pela Comissão de Gestão Integrada de Pragas – Roedores, que reuniu a 25 de fevereiro de 2026 e confirmou não existirem resistências identificadas a estas substâncias na Região.

 

A par do apoio material, a Secretaria Regional tem apostado na qualificação dos recursos humanos, promovendo diversas ações de formação direcionadas a operadores autorizados e técnicos responsáveis nas ilhas de São Miguel, Terceira, Faial e Flores.

 

Este esforço é complementado com campanhas alargadas de sensibilização pública através da comunicação social (RTP Açores e Antena 1 Açores), redes sociais e distribuição de cartazes.

 

“Num arquipélago com realidades tão distintas, esta estratégia exige conhecimento, coordenação e proximidade”, afirma António Ventura, justificando a aposta simultânea na formação, no acompanhamento no terreno e na sensibilização.

 

“Agir cedo e agir bem faz a diferença. É este compromisso partilhado – entre serviços, técnicos e agricultores – que nos permite proteger a agricultura açoriana e assegurar um futuro mais seguro e sustentável para todas as ilhas”, conclui o titular da pasta.

António Ventura faz balanço da época venatória e destaca gestão sustentável das espécies e reforço de fiscalização

O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, divulga o balanço final da época venatória 2025/2026 – a apresentação dos dados decorreu no âmbito de uma visita ao Posto Cinegético da Chã da Macela, no concelho da Lagoa.

 

Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, os resultados evidenciam “uma gestão responsável e sustentável dos recursos naturais, marcada pela normalidade das atividades, pela segurança e pela fiscalização reforçada”.

 

Este balanço reflete a atividade cinegética desenvolvida em todas as ilhas do arquipélago, com a aplicação de níveis de pressão ajustados à realidade populacional e às especificidades de cada território.

 

Embora a pressão de caça se tenha mantido globalmente semelhante à da época anterior, o Governo Regional aplicou ajustes cirúrgicos fundamentados tecnicamente – o aumento dos dias de caça ao coelho-bravo nas ilhas de São Miguel, Faial e Flores, justificado pelos elevados níveis de abundância da espécie, e a interdição da caça à narceja-comum nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, em resposta ao declínio observado nas populações nidificantes.

 

Até ao final da época, a Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial emitiu 2.011 licenças de caça, correspondendo a 1.896 caçadores distintos.

 

Deste total, 1.905 licenças foram atribuídas a residentes e 106 a não residentes, mantendo a média da última década.

 

A ilha de São Miguel concentrou o maior número de licenças (924), seguindo-se a Terceira (371), Faial (162), Pico (138), São Jorge (117), Santa Maria (83), Flores (69) e Graciosa (41).

 

A atratividade para caçadores não residentes foi particularmente relevante no Pico (23,2% das licenças), São Jorge (18,%), Graciosa (9,8%) e Terceira (9,4%).

 

Entre 1 de julho de 2025 e 28 de fevereiro de 2026, os Serviços Florestais realizaram 218 ações de fiscalização, num total de 1.087 horas de operação e 770 abordagens no terreno.

 

Registaram-se apenas oito infrações (sobretudo relacionadas com horários interditos, falta de documentação e caça em áreas proibidas), o que demonstra um elevado cumprimento das regras por parte dos praticantes.

 

Durante estas ações, foram inquiridos 421 caçadores (22,2% dos habilitados nesta época), a maioria revelou-se satisfeita com o atual modelo: 60,1% consideram que os períodos de caça devem manter-se e 74,9% defendem a manutenção dos limites diários de abate.

 

Nos próximos meses, o Governo dos Açores irá analisar os indicadores de monitorização das populações, o resultado dos abates e os pedidos de correção de densidade.

 

Estes dados científicos, aliados ao diálogo com organizações de caçadores, agricultores e entidades ambientais, servirão de base para o calendário da época 2026/2027, que inicia a 1 de julho.

 

“O trabalho conjunto entre caçadores, técnicos e entidades parceiras está a fortalecer a resiliência do território e a preparar as ilhas para os desafios futuros”, afirma António Ventura.

 

O governante conclui reiterando que “o compromisso e o respeito pela natureza continuam a ser a base para garantir ecossistemas equilibrados e uma atividade venatória alinhada com a sustentabilidade”.

Governo dos Açores vê aprovados três projetos europeus para a inovação agrícola e sustentabilidade

O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, viu aprovados no Parlamento Europeu três projetos estratégicos de inovação para a agricultura da Região, focados na diversificação de culturas, na economia circular e no bem-estar animal.

 

Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, “hoje é um dia importante para os Açores”.

 

O governante sublinha que a aprovação destas iniciativas “demonstra que a agricultura açoriana é uma força viva, inovadora e essencial para o desenvolvimento sustentável do arquipélago”.

 

Os três projetos, que representam um investimento global próximo a 1,6 milhões de euros, visam preparar o setor para as novas exigências alimentares e ambientais:

 

No âmbito da inovação agrícola, foi lançado o projeto “CACAU AÇORIANO”, com um orçamento de 108 mil euros e uma duração prevista de 24 meses, este estudo piloto vai avaliar a viabilidade agrícola e económica do cultivo de cacau (Theobroma cacao) na Região.

 

Através da instalação de parcelas experimentais em São Miguel e na Terceira, serão analisados solos, microclimas e custos com o objetivo de abrir caminho a uma nova fileira agrícola de valor acrescentado, ligada ao chocolate artesanal e ao turismo agrícola.

 

Na área da sustentabilidade e economia circular, avança a segunda fase do projeto “Bio Filtragem”, focado no tratamento e reutilização de resíduos de matadouros.

 

Com um investimento estimado de 359 mil euros, a iniciativa utilizará soluções naturais (como plantas aquáticas e vermicompostagem acelerada) para transformar resíduos orgânicos em compostos agrícolas de alta qualidade.

 

O projeto, replicável nas nove ilhas, estima reduzir até 5.000 toneladas anuais de resíduos orgânicos não tratados até 2027.

 

A terceira iniciativa, “CALF FRIENDLY – Bezerros Felizes”, destina-se às explorações leiteiras das ilhas Terceira e São Miguel, este projeto conta com um orçamento de 1,13 milhões de euros para o período 2026-2028.

 

A iniciativa promove a amamentação dos vitelos até aos três meses, a ordenha única diária e o uso de pastagens biodiversas, prevê ainda a criação de Créditos Ambientais para compensar os produtores e a atribuição do selo europeu “Calf Friendly”.

 

António Ventura refere que estes projetos representam um claro “reconhecimento europeu da diversificação da agroprodução alimentar” nos Açores, com um contributo direto “para um carbono negativo, para a sustentabilidade dos solos, para o desperdício zero e para uma economia circular”.

 

Os três dossiês seguem agora para a Comissão Europeia, onde decorrerá a fase de enquadramento técnico e financeiro.

 

A submissão destas propostas ao Parlamento Europeu resultou de um trabalho de estreita cooperação institucional com o Eurodeputado dos Açores Paulo do Nascimento Cabral.

 

Segundo o titular da pasta da Agricultura, “esta atitude proativa, entre a Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação e o Eurodeputado Paulo Nascimento Cabral resultou num benefício direto para os açorianos”, garantindo um rumo para o setor “ajustado aos consumidores, mais resiliente, mais diversificado e alinhado com os desafios ambientais do século XXI”.

Governo dos Açores capta 15,8 milhões de euros da UE para projeto de economia circular agroflorestal

O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, vai coordenar o projeto LIFE IP AGRILOOP, recentemente aprovado pela Agência Executiva Europeia para o Clima, Infraestruturas e Ambiente (CINEA) no âmbito da Call LIFE-2024.

 

Este Projeto Integrado Estratégico (SIP) – um dos sete aprovados a nível europeu – representa um investimento global de 26,36 milhões de euros e assegura um cofinanciamento de 60% da União Europeia.

 

Este apoio traduz-se numa injeção de 15,82 milhões de euros na Região através do Programa LIFE, o principal instrumento da União Europeia dedicado ao ambiente, natureza e à ação climática.

 

Tendo iniciado a 1 de janeiro de 2026 e com uma duração total de 126 meses (até 2036), o LIFE IP AGRILOOP tem como missão central apoiar a implementação do Roteiro para a Economia Circular no Setor Agroflorestal da Região Autónoma dos Açores, alinhando o arquipélago com o Pacto Ecológico Europeu.

 

O plano de trabalhos prevê o desenvolvimento de ações de capacitação, demonstração tecnológica, projetos-piloto e investigação aplicada.

 

O objetivo é promover práticas mais eficientes e inovadoras, reforçando a transição do setor para modelos ambientalmente responsáveis e focados na gestão eficiente de recursos.

 

A coordenação do projeto é liderada pela Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, através dos Serviços de Desenvolvimento Agrário, da Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial e da Direção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação.

 

O consórcio engloba ainda como beneficiários a IROA, S.A., o IAMA, a BIOAÇORES, a Cooperativa KAIRÓS e a Serralharia do Outeiro.

 

Adicionalmente, as Direções Regionais do Ambiente e Ação Climática e do Desenvolvimento Rural integram a iniciativa como parceiros associados.

 

Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, o LIFE IP AGRILOOP “é um passo decisivo para afirmar os Açores como referência em sustentabilidade no setor agroflorestal”.

 

“Este projeto traduz o nosso compromisso com a inovação, a eficiência e a economia circular, unindo entidades públicas e parceiros do setor numa estratégia coletiva para proteger os recursos naturais e reforçar a competitividade da Região”, afirma o governante.

 

O titular da pasta conclui sublinhando a projeção internacional da iniciativa: “É um orgulho liderarmos um projeto que coloca os Açores na linha da frente das políticas europeias de ambiente e clima”.

Governo dos Açores investe mais de 230 mil euros no reforço do abastecimento de água agrícola na Terceira

O Governo dos Açores, através da IROA, S.A., assinalou hoje dois novos contratos de empreitada destinados ao reforço das infraestruturas de abastecimento de água nos caminhos agrícolas da Bacia Leiteira do Paúl, na ilha Terceira.

 

As intervenções, que visam garantir melhores condições de abastecimento e maior fiabilidade operacional numa das principais zonas de produção leiteira da Região, representam um investimento global superior a 230 mil euros, dividido em duas frentes de obra.

 

O primeiro lote, focado na Canada da Praia, foi adjudicado à empresa Transjet pelo valor contratual de 115.671,98 €.

 

O segundo lote, referente à Canada dos Tinchais, foi entregue à Construções Carla Enes, Unipessoal, LDA., num investimento de 117.402,99 €.

 

A concretização destas empreitadas beneficiará de forma direta 58 explorações agrícolas, servindo uma Superfície Agrícola Utilizada (SAU) de cerca de 2.800 hectares, através da instalação prevista de 80 novos ramais.

 

Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, a assinatura destes contratos “marca um passo decisivo na execução das ações financiadas pelo Fundo Ambiental, traduzindo-se em resultados concretos no terreno”.

 

O governante reforça o compromisso do executivo em acelerar a modernização do setor: “Continuaremos a trabalhar com rigor para que cada investimento se traduza em benefícios reais para os Açores e para a gestão sustentável da água no arquipélago”, diz.

 

Estas novas adjudicações integram o conjunto de ações definidas no protocolo celebrado com o Fundo Ambiental, cujo balanço muito positivo foi apresentado numa reunião conjunta a 8 de janeiro deste ano.

 

O processo avança dentro dos prazos previstos, cumprindo rigorosamente os objetivos estabelecidos.

 

Com a assinatura de hoje, a Terceira junta-se ao lote de empreitadas já adjudicadas ao abrigo deste acordo, que abrange intervenções no Poço do Ratinho (Graciosa), Criação Velha e Monte Escuro (Pico), Cedros (Faial) e Vila Franca do Campo (São Miguel).

 

O Governo dos Açores sublinha que o conjunto destas intervenções visa aumentar a eficiência hídrica, reduzir as perdas nos sistemas de distribuição e fortalecer, de forma estrutural, a resiliência das redes de abastecimento afetas à atividade agrícola no arquipélago.

Governo dos Açores impulsiona agroindústria com 10,4 milhões de euros através do PRR

O Governo dos Açores está a promover a modernização e a competitividade do setor agroalimentar através de uma medida específica do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), gerida pelo Instituto de Alimentação e Mercados Agrícolas (IAMA), com uma dotação de 10,4 milhões de euros.

 

A medida, designada por “Regimes de apoio às empresas de transformação e comercialização” (Ação 05/C05-i05-RAA/2022), integra o investimento global de 34 milhões de euros alocado especificamente ao Relançamento Económico da Agricultura Açoriana.

 

Esta linha de financiamento, que conta com uma taxa de apoio de 80%, atraiu a candidatura de 19 empresas regionais, mobilizando um valor total de investimento na ordem dos 14,4 milhões de euros.

 

Os projetos submetidos abrangem áreas cruciais para a economia do arquipélago, incluindo os setores dos laticínios, do vinho, da distribuição alimentar, da ornamentação e da inovação agroalimentar.

 

Um dos exemplos práticos desta aplicação de fundos comunitários é o investimento concretizado pela empresa Moisés Diniz Leal, hoje visitada pelo Secretário Regional da tutela: com um montante de 276 mil euros, o promotor apostou na construção de uma infraestrutura e na aquisição de equipamentos destinados à transformação e embalamento de produtos hortícolas em quarta gama (prontos a consumir).

 

Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, “o PRR tem sido uma ferramenta decisiva para transformar a agricultura nos Açores”.

 

“Conseguimos acelerar investimentos que estavam há anos identificados como prioritários e dotar o setor de melhores condições para produzir com mais eficiência, mais conhecimento e maior sustentabilidade, desde logo na agroindústria”, afirma o governante.

 

António Ventura sublinha que estas verbas estão a permitir “criar inovação alimentar, reforçar os processos de transformação e preparar as nossas indústrias do setor agroalimentar para as novas exigências dos mercados”.

 

Ao nível da execução estrutural, o Secretário Regional garante que a agricultura açoriana está hoje “mais preparada para os desafios do futuro”.

 

Como exemplos paralelos de execução do PRR, o titular da pasta aponta o reforço da capacidade de análise de solos, a melhoria da informação meteorológica, a criação do Observatório Agroalimentar dos Açores e o avanço da empreitada do matadouro de São Jorge.

 

O balanço atual de implementação do PRR na área da agricultura atesta esta dinâmica operativa: das metas rigorosas traçadas, encontram-se já concluídas três das quatro metas do “grupo A” e a totalidade das quatro metas inseridas no “grupo B”.

Governo dos Açores reforça Rede de Monitorização Agrícola para apoiar agricultores de todas as ilhas

O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, está a reforçar a Rede de Monitorização e Avisos Agrícolas dos Açores (RMAAA), uma infraestrutura considerada estratégica para a proteção integrada e sustentabilidade das culturas regionais.

 

Gerida pela Direção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação (DRAVA), esta rede combina a monitorização fitossanitária e meteorológica com a emissão de alertas em tempo útil.

 

O objetivo central é antecipar riscos associados a pragas e doenças, permitindo aos agricultores e técnicos reduzir a aplicação desnecessária de produtos fitofarmacêuticos.

 

Atualmente, a infraestrutura conta com 55 Estações Meteorológicas Automáticas (EMAs) e 105 Postos de Observação Biológica (POB) distribuídos por todo o arquipélago: Terceira (24), Santa Maria (19), São Miguel (15), Graciosa (12), Pico (11), São Jorge (nove), Faial (nove), Flores (três) e Corvo (três).

 

Nestes postos, através de armadilhas e observações diretas, é feito o rastreio sistemático de organismos prejudiciais ao setor, como a mosca-da-fruta, a mosca da asa manchada, o escaravelho japonês, o gorgulho-da-bananeira, bem como doenças fúngicas como o míldio e o oídio da vinha.

 

Toda a informação climática e biológica recolhida alimenta modelos de previsão avançados e é integrada numa plataforma digital e numa aplicação móvel.

 

Esta tecnologia emite alertas de risco precisos e disponibiliza recomendações técnicas aos produtores em tempo real.

 

Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, a RMAAA “representa um pilar essencial para a modernização da agricultura e para a proteção sustentável das culturas em todas as ilhas do arquipélago”.

 

“Hoje, mais do que nunca, reforçar esta infraestrutura significa dar aos agricultores melhores condições para antecipar riscos, planear intervenções com maior segurança e reduzir o uso desnecessário de produtos fitofarmacêuticos. Trata-se de investir no conhecimento, na inovação e na resiliência do nosso setor agrícola”, sublinha o governante.

 

António Ventura garante ainda que este reforço tecnológico e de proximidade é “um passo decisivo para garantir que a agricultura açoriana continua a ser uma referência de qualidade, sustentabilidade e proteção dos recursos naturais”.

 

A recolha de dados no campo, que tem sido assegurada num modelo colaborativo com associações e cooperativas, encontra-se agora numa fase de transição gradual para os Serviços de Desenvolvimento Agrário de Ilha, consolidando a capacidade técnica da administração pública regional.

 

Os agricultores e técnicos interessados podem consultar todos os alertas, aceder aos avisos agrícolas e registar-se na plataforma digital através do endereço eletrónico: https://avisos.agricultura.azores.gov.pt/ .

Governo dos Açores investe cerca de 140 mil euros em novo sistema de abastecimento de água agrícola no Faial

O Governo dos Açores, através da IROA, S.A., assinou o contrato de empreitada para a construção do Sistema de Abastecimento de Água dos Cedros – POA Cedros/Praia do Almoxarife, na ilha do Faial, com o objetivo de reforçar a resiliência hídrica da atividade agropecuária local.

 

Adjudicada à empresa Vitor Manuel Dias Fernandes, a intervenção representa um investimento de 139.112,46 € e tem um prazo de execução estipulado em 120 dias.

 

A obra, localizada na zona do Cascalho, freguesia dos Cedros, contempla a construção de uma nova infraestrutura de implantação, que inclui um reservatório com capacidade para 250 metros cúbicos de água e a instalação do respetivo ponto de abastecimento para uso dos agricultores.

 

A nova infraestrutura vai beneficiar diretamente 48 explorações agrícolas, servindo uma área aproximada de 149 hectares.

 

O projeto conta com a colaboração essencial da Câmara Municipal da Horta, que assegurará a adoção do sistema.

 

Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, a empreitada “representa um passo decisivo no reforço da infraestrutura hídrica da ilha do Faial e no apoio direto à atividade agrícola local”.

 

“Trata-se de um investimento estruturante, que irá melhorar significativamente a disponibilidade de água para dezenas de explorações, aumentando a resiliência, a produtividade e a segurança dos agricultores”, sublinha o governante, destacando a visão orientada para o uso eficiente e sustentável dos recursos.

 

António Ventura enaltece ainda a cooperação entre as entidades regionais e locais, considerando a obra “um exemplo claro de como investimentos bem direcionados podem gerar benefícios duradouros para o setor agropecuário e para o futuro da agricultura”.

 

Esta intervenção no Faial integra um pacote mais abrangente de projetos, protocolado entre o Fundo Ambiental e a Região Autónoma dos Açores, que permite a aplicação global de um milhão de euros em todas as ilhas na instalação de equipamentos de apoio ao armazenamento de água para a agricultura.

Governo dos Açores integra Conselho Consultivo Nacional para impulsionar digitalização da agricultura

O Governo dos Açores passou a integrar oficialmente o Conselho Consultivo para a Promoção da Digitalização da Agricultura (CCDA), assegurando uma representação verdadeiramente nacional neste órgão estratégico para a modernização tecnológica do setor.

 

A formalização desta integração culminou hoje, 25 de fevereiro, com a participação da Região na primeira reunião do CCDA.

 

O encontro foi presidido pelo Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, e contou com a presença do Diretor Regional do Desenvolvimento Rural, João Reis, em representação do arquipélago.

 

A ordem de trabalhos desta reunião inaugural centrou-se na definição da Estratégia para a Digitalização da Agricultura, no modelo de funcionamento do Conselho Consultivo e na estipulação dos próximos passos a implementar no setor.

 

O CCDA tem como missão central fomentar a transição digital agropecuária, promovendo a automatização de tarefas e a eficiência operacional, de forma a libertar o tempo dos agricultores para atividades de gestão e otimizar o uso sustentável dos recursos.

 

Para o Governo dos Açores, a digitalização assume uma importância vital face à realidade insular.

 

A dispersão geográfica, a menor escala produtiva e os desafios logísticos exigem soluções tecnológicas capazes de reduzir custos e melhorar a resiliência das explorações.

 

A adoção de ferramentas como a agricultura de precisão, sistemas de monitorização remota, análise de dados e processos automatizados, permitirá à Região otimizar o uso da água e dos solos, melhorar a gestão das pastagens e reforçar a rastreabilidade alimentar, em alinhamento com as metas climáticas europeias.

 

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação sublinha a importância deste passo para o arquipélago.

 

“Esta evolução representa para os Açores uma oportunidade estratégica para fortalecer a competitividade e assegurar um desenvolvimento rural mais inovador e baseado no conhecimento”, afirma António Ventura.

 

Com a entrada da Região Autónoma dos Açores neste órgão consultivo, o CCDA reforça o seu compromisso global com a eficiência produtiva e a sustentabilidade de todo o território nacional.

Governo dos Açores reitera importância do fim dos rateios e destaca impacto de investimento recorde na agricultura

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, garantiu hoje, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, que o Governo dos Açores de coligação PSD/CDS-PP/PPM instituiu uma “nova era de confiança e previsibilidade no setor agrícola”, marcada pelo fim definitivo dos cortes nos apoios públicos e pela implementação, inédita, de um calendário de pagamentos regionais.

 

Durante a sua intervenção, António Ventura sublinhou que a opção política de garantir o pagamento a 100% dos prémios aos agricultores contrasta com o passado socialista, garantindo agora um verdadeiro planeamento financeiro às explorações agropecuárias da Região.

 

O governante destacou que 2025 representou o maior investimento de sempre do Orçamento Regional na agricultura, atingindo os 60 milhões de euros, montante ao qual se somaram 16 milhões de euros do Orçamento do Estado para o complemento do POSEI.

 

Este esforço financeiro traduziu-se num crescimento expressivo das produções locais.

 

António Ventura revelou que a área de milho para alimentação animal atingiu um recorde de 15 mil hectares, promovendo a autonomia energética e alimentar da Região.

 

Ao nível da produção de carne, o executivo atribuiu, nos últimos cinco anos, três mil novos direitos de vacas aleitantes, uma medida estratégica para combater o défice de produção nacional.

 

Adicionalmente, o fim dos limites no gasóleo agrícola e o apoio à aquisição de sementes revelaram-se fundamentais para a produtividade do setor.

 

A transição ambiental foi outro dos focos da intervenção em plenário – em apenas quatro anos, a área dedicada à agricultura biológica nos Açores “deu um salto histórico”, passando de 1.100 para 5.300 hectares, a par do apoio à instalação de mais de dois mil hectares de pastagens biodiversas.

 

No que respeita à renovação geracional, o titular da pasta da Agricultura sublinhou que a duplicação do prémio à primeira instalação resultou num recorde na fixação de jovens no setor, com 86 novos agricultores instalados em 2025, o valor mais alto da última década.

 

António Ventura recordou ainda a celeridade na regularização de processos pendentes, como a resolução de penalizações europeias no parcelário que ameaçavam o rendimento de 1.300 agricultores, bem como a criação de suplementos extraordinários de mais de nove milhões de euros para compensar perdas no setor.

 

A transparência da atual governação foi também enfatizada: atualmente, através do Portal do Governo dos Açores, a informação diária sobre pagamentos, calendários, candidaturas e legislação chega de forma direta e acessível a todos os interessados.

 

“O dinheiro dos contribuintes está a ter retorno, não só para o rendimento do produtor, mas para a alimentação acessível dos açorianos”, concluiu António Ventura, frisando que, num mundo em turbulência, o aumento das produções regionais garante uma maior segurança alimentar e reduz a dependência de importações.

Governo dos Açores regista investimento histórico de 60 milhões de euros na agricultura com crescimento recorde da produção

O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, investiu 60 milhões de euros no setor agrícola durante o ano de 2025, o maior valor de sempre alocado pelo Orçamento Regional.

 

Este esforço financeiro sem precedentes, aliado à transferência de 16 milhões de euros do Orçamento do Estado para complemento ao programa POSEI, “resultou em crescimentos agroprodutivos significativos, reforçando as disponibilidades para a alimentação humana e animal”, destaca o Secretário Regional da tutela, António Ventura.

 

Os dados evidenciam aumentos expressivos em diversos setores: tomando como referência o período entre 2020 e 2025, a área dedicada à fruticultura subiu 40% e a da batata 170%, enquanto a quantidade de banana produzida aumentou 35%.

 

Registaram-se ainda incrementos de 34% na produção de ovos, 150% no Mel DOP e 160% no abate de ovinos.

 

No setor vitivinícola, a Região ultrapassou as 60 marcas e as 100 referências comerciais, a par do aumento sustentado no abate de carne bovina IGP e carne de ovino e caprino.

 

Para a alimentação animal, a área de milho atingiu um novo recorde, com cerca de 14,5 mil hectares, evidenciando uma progressiva menor dependência das importações.

 

Paralelamente, os últimos dados relativos a 2024 indicam que as exportações de bens alimentares atingiram o montante histórico de 433,2 milhões de euros.

 

O ano de 2025 fixou também o maior número de jovens instalados na agricultura da última década.

 

O aumento do prémio à primeira instalação para 55 mil euros revelou-se decisivo para a atração de novas gerações, promovendo a fixação da juventude nas ilhas e dinamizando a economia local.

 

Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, “o investimento público na agricultura teve um retorno muito positivo no aumento das disponibilidades agroalimentares, o que assume um elemento fundamental de segurança para todos os açorianos”.

 

O governo sublinha que estes resultados decorrem de uma “participação colaborativa e simultaneamente reivindicativa da Federação Agrícola dos Açores e dos agricultores que responderam ao investimento”.

 

António Ventura recorda ainda que o crescimento do setor é fruto de uma política pública previsível e transparente.

 

“Desde 2021 que não se corta nos apoios, como acontecia nos governos do PS, onde se anunciava um determinado valor financeiro e se pagava, por vezes, menos 50% do valor anunciado. Trata-se de uma nova confiança para os agricultores”, afirma o governante.

 

O executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM reitera que a aposta na produção agropecuária é uma garantia de sustentabilidade regional, assumindo as novas medidas de ajuda e o fim dos rateios como pilares que reforçam a agricultura como um setor absolutamente estratégico para os Açores.

Governo dos Açores promove avaliação de risco científico para o combate à Vespa-das-Galhas-do-Castanheiro

O Governo Regional dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, adjudicou à Fundação Gaspar Frutuoso a elaboração de uma avaliação de risco relativa à eventual introdução do agente de controlo biológico Torymus sinensis no arquipélago.

 

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, sublinha que esta decisão integra a estratégia regional de reforço da sanidade vegetal e de promoção de soluções sustentáveis para pragas com impacto económico e ambiental, como as que afetam o castanheiro.

 

O Torymus sinensis é utilizado internacionalmente no controlo da vespa-das-galhas-do-castanheiro (Dryocosmus kuriphilus), praga que compromete a produtividade e vitalidade desta espécie.

Contudo, atendendo às características ecológicas únicas dos Açores, António Ventura defende que qualquer intervenção exige uma análise técnica rigorosa e independente antes de ser tomada uma decisão definitiva.

 

O governante sustenta que o executivo está empenhado em garantir que o combate a esta praga seja feito com total rigor e respeito pelos ecossistemas.

 

“A avaliação de risco agora adjudicada representa um passo essencial para assegurar que todas as opções são analisadas de forma responsável, ponderada e transparente”, afirma António Ventura.

 

A análise técnico-científica irá avaliar os potenciais impactos sobre as espécies nativas, os riscos ecológicos associados, a adequação às condições edafoclimáticas da Região e a eficácia da intervenção face a outras alternativas disponíveis.

 

A realização desta avaliação constitui um passo prévio indispensável, garantindo que a atuação da Região se baseia no princípio da precaução e em evidência sólida.

 

Para António Ventura, este procedimento reforça o compromisso com uma agricultura tecnicamente fundamentada, que concilie a produtividade com a segurança ambiental.

 

“A proteção das nossas culturas e da biodiversidade açoriana exige prudência, conhecimento e soluções sustentáveis. É isso que estamos a fazer: trabalhar com base em evidência, ouvir a comunidade científica e salvaguardar o interesse público”, sintetiza o Secretário Regional.

 

António Ventura reafirma que todas as decisões futuras nesta matéria serão pautadas por critérios técnicos, legais e científicos, assegurando transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos naturais da Região Autónoma dos Açores.

António Ventura diz que Lisbon Food Affair é “espaço de oportunidades” para empresas açorianas

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, marcou hoje presença na abertura da Lisbon Food Affair, que decorre até quarta-feira e abarca 20 empresas açorianas, valorizando o “espaço de oportunidades” que o evento representa.

 

“É um espaço de contactos, de diálogo. Tudo isto pode representar interesse comercial nos nossos produtos, que valem sobretudo pela sua excelência e autenticidade”, destacou o governante.

 

A Lisbon Food Affair é uma feira exclusivamente profissional do setor agroalimentar em Portugal, reunindo fabricantes e distribuidores de alimentos e bebidas, bem como empresas de equipamentos, serviços e tecnologias destinadas à distribuição e ao canal Horeca, tanto a nível nacional como internacional.

 

“Estão cá 20 empresas do setor agroalimentar à procura de novos parceiros comerciais”, prosseguiu António Ventura, que destacou o papel da Marca Açores, já com 11 anos, na consolidação de vários negócios.

 

Os Açores, vinca o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, enaltece os vários “contratos duradouros” estabelecidos por várias empresas açorianas ao longo dos anos em eventos como o Lisbon Food Affair, reconhecendo que a grande maioria dos produtos, devido à pequena ou média produção, se distingue “pela qualidade” e menos pela quantidade – a exceção maior reside no setor dos laticínios.

 

“Temos produtos diferenciados e que remetem para um imaginário muito próprio. O consumidor procura também sensações e autenticidade quando procura produtos nestes setores”, concretiza o governante, que enalteceu também avanços em anos recentes em matérias como o transporte entre os Açores e o mercado continental ou internacional.

 

A presença das empresas açorianas neste certame representa uma oportunidade estratégica para reunir com compradores de diversos mercados, contribuindo para a consolidação das suas operações e para a abertura de novas possibilidades de expansão comercial.

 

A Região Autónoma dos Açores participa na feira desde 2024, marcando presença no espaço Marca Açores, o maior do evento. As empresas destacam a relevância das dezenas de reuniões realizadas no espaço Hosted Buyers, que têm gerado oportunidades de negócio e fortalecido o processo de internacionalização dos produtos certificados com o selo Marca Açores.

 

Na edição de 2026, estão representadas no stand Marca Açores as seguintes empresas e respetivas marcas: AgroMarienseCoop CRL, Azores Farm, Azores Jerky, AzorGhee, Boa Fruta, Celeiro da Terra, Conseran, Conservas Santa Catarina, Fábrica de Licores Mulher de Capote, Chá Gorreana, Insulac, SA, Lactaçores UCRL, Mel do Atlântico, Milhafre dos Açores, Moaçor, MPD – Bensaude Distribuição, Quinta das Três Cruzes, Quintal dos Açores, Sociedade Corretora e Yoçor.

 

Recorde-se que, em 2024 e 2025, produtos açorianos foram distinguidos com o prémio LFA Innovation, através das inovações Bananika e Bananika Chips, desenvolvidas pela empresa terceirense Loop Pursuit, reforçando o reconhecimento nacional e internacional da qualidade e criatividade do setor agroalimentar açoriano.

Governo dos Açores vai abrir candidaturas para reconversão de explorações de leite para carne em São Miguel, Terceira e Graciosa

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, defende que a produção de leite de bovino na Região deve seguir um caminho de reconhecimento assente na sua excelência ambiental, económica, social e alimentar, adiantando que, em resposta a uma proposta da Federação Agrícola dos Açores, o Governo Regional vai abrir candidaturas para reconversão de explorações de leite para carne em São Miguel, Terceira e Graciosa.

 

“Iremos abrir um período de candidaturas para a reconversão de explorações de bovinocultura de leite para a bovinocultura de carne”, anuncia o titular da pasta da Agricultura.

 

Esta medida será aplicada às ilhas de São Miguel, Terceira e Graciosa, visando reequilibrar o setor e oferecer alternativas de rentabilidade aos agricultores.

 

António Ventura reforçou que este é um passo necessário para garantir que a fileira do leite nos Açores mantém a sua sustentabilidade e que o mérito dos produtores é salvaguardado perante os desafios económicos atuais.

 

O governante sublinha que os dados de 2025 revelam que o conteúdo nutricional melhorou face ao ano anterior, apresentando-se mais rico em proteína e gordura, parâmetros essenciais para a alimentação humana e para a transformação industrial.

 

“Consideramos que o nosso leite e os nossos lacticínios são um valor para a humanidade”, anuncia António Ventura.

 

E prossegue: “Trata-se de um valor nutricional, geracional e de sustentabilidade, fruto das nossas pastagens que desempenham um papel crucial na retenção de carbono”.

 

Apesar da subida da qualidade, António Ventura lamenta que este esforço qualitativo dos produtores não esteja a ser devidamente reconhecido pela indústria de laticínios.

 

O governante classifica a recente descida do preço pago ao produtor como injustificada, referindo que a mesma não se pode explicar apenas pelas leis do mercado.

 

O Secretário Regional apontou a excessiva produção de leite em pó como um dos fatores de desvalorização da matéria-prima regional.

 

Em 2024, com uma produção de 627 mil toneladas, os Açores produziram 20.300 toneladas de leite em pó, um valor proporcionalmente muito superior ao registado no continente português, que com o dobro da produção total (1.2 milhões de toneladas) produziu apenas 12.900 toneladas de leite em pó.

Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação promove a participação de 20 empresas açorianas na Lisbon Food Affair 2026

A Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, através do Gabinete de Gestão e Promoção da Marca Açores, promove a participação de 20 empresas do arquipélago na edição de 2026 da Lisbon Food Affair, que decorre em Lisboa entre 9 e 11 de fevereiro.

 

A Lisbon Food Affair é uma feira exclusivamente profissional do setor agroalimentar em Portugal, reunindo fabricantes e distribuidores de alimentos e bebidas, bem como empresas de equipamentos, serviços e tecnologias destinadas à distribuição e ao canal Horeca, tanto a nível nacional como internacional.

 

A presença das empresas açorianas neste certame representa uma oportunidade estratégica para reunir com compradores de diversos mercados, contribuindo para a consolidação das suas operações e para a abertura de novas possibilidades de expansão comercial.

 

A Região Autónoma dos Açores participa na feira desde 2024, marcando presença no espaço Marca Açores, o maior do evento. As empresas destacam a relevância das dezenas de reuniões realizadas no espaço Hosted Buyers, que têm gerado oportunidades de negócio e fortalecido o processo de internacionalização dos produtos certificados com o selo Marca Açores.

 

Na edição de 2026, estarão representadas no stand Marca Açores as seguintes empresas e respetivas marcas: AgroMarienseCoop CRL, Azores Farm, Azores Jerky, AzorGhee, Boa Fruta, Celeiro da Terra, Conseran, Conservas Santa Catarina, Fábrica de Licores Mulher de Capote, Chá Gorreana, Insulac, SA, Lactaçores UCRL, Mel do Atlântico, Milhafre dos Açores, Moaçor, MPD – Bensaude Distribuição, Quinta das Três Cruzes, Quintal dos Açores, Sociedade Corretora e Yoçor.

 

Recorde-se que, em 2024 e 2025, produtos açorianos foram distinguidos com o prémio LFA Innovation, através das inovações Bananika e Bananika Chips, desenvolvidas pela empresa terceirense Loop Pursuit, reforçando o reconhecimento nacional e internacional da qualidade e criatividade do setor agroalimentar açoriano.

 

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura destaca a relevância desta participação para o reforço da competitividade dos produtos açorianos.

 

“A presença de 20 empresas açorianas na Lisbon Food Affair 2026 demonstra, uma vez mais, a vitalidade, a capacidade de inovação e a qualidade do setor agroalimentar dos Açores. Esta é uma plataforma estratégica para reforçar a visibilidade da Marca Açores, consolidar relações comerciais e abrir portas a novos mercados”, vinca.

 

“O Governo Regional dos Açores, continua empenhado em apoiar a internacionalização das nossas empresas, promovendo os produtos que refletem a autenticidade e a excelência do que se produz no arquipélago. As distinções alcançadas nos últimos anos comprovam que os Açores têm talento, criatividade e uma oferta com enorme potencial no panorama nacional e internacional”, concretiza o governante.

Estatuto da Agricultura Familiar atinge recorde de 1.500 candidaturas e 3.700 hectares reconhecidos, adianta António Ventura

A Região Autónoma dos Açores registou, entre agosto de 2020 e agosto de 2025, a receção de 1.536 candidaturas ao Estatuto da Agricultura Familiar, com uma expressiva taxa de aprovação de 97%.

 

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, sublinhou que estes resultados demonstram uma “forte adesão deste regime no tecido agrícola açoriano”, que conta atualmente com 3.739 hectares reconhecidos em todo o arquipélago.

 

“Estes resultados mostram claramente que a Agricultura Familiar é hoje um pilar essencial da sustentabilidade agrícola dos Açores”, sustenta o governante.

 

Para António Ventura, “a consolidação deste regime reforça o compromisso da Região com um modelo agrícola sustentável, próximo das comunidades e alinhado com os desafios climáticos, económicos e sociais atuais”.

 

A distribuição das candidaturas revela uma forte concentração nas ilhas Terceira (28%), Graciosa (22%) e São Jorge (22%), que em conjunto representam 72% do total regional.

 

Em termos de área afeta ao regime, a ilha de São Jorge destaca-se com 1.753 hectares, seguida de Santa Maria (642 ha) e da Graciosa (507 ha).

 

Os dados revelam ainda que a agricultura familiar nos Açores é caracterizada por pequenas e médias explorações, com cerca de 60% das unidades a apresentarem uma área inferior a 10 hectares.

 

Outro indicador relevante é a dedicação laboral: em média, a mão de obra familiar apresenta 109% da necessidade estimada da exploração, evidenciando o envolvimento direto e a resiliência das famílias agricultoras açorianas.

 

O perfil dos titulares mostra uma presença significativa de novas gerações, com os agricultores até aos 40 anos a representarem 24,5% do total de candidaturas.

 

A idade dos titulares compreende um intervalo entre os 21 e os 82 anos, estando a maioria concentrada na faixa etária dos 41 aos 60 anos.

 

António Ventura destaca também o impacto positivo da evolução legislativa: “O atual regime jurídico, suportado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 22/2022/A, introduziu melhorias significativas ao focar o estatuto exclusivamente em pessoas singulares”.

 

Esta alteração permitiu afunilar os apoios e garantir que o regime cumpre a sua missão de valorizar quem vive e trabalha diretamente a terra.

 

O Governo Regional reafirma assim a Agricultura Familiar como um modelo de proximidade indispensável para a coesão territorial, garantindo a manutenção da paisagem e o fortalecimento das economias locais em todas as ilhas da Região.

Açores aumentam área rearborizada e reforçam gestão ativa dos ecossistemas florestais

 

A Região Autónoma dos Açores registou, em 2025, um aumento de 16,8% na área arborizada face ao ano anterior, totalizando cerca de 141,5 hectares de novas intervenções.

 

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, sublinha que este crescimento demonstra o compromisso do Governo Regional com a recuperação e valorização do património florestal açoriano.

 

“O aumento da área rearborizada em 2025 demonstra o compromisso firme do Governo Regional com a recuperação e valorização do património florestal açoriano, confirmando que estamos a consolidar um caminho de gestão ativa das nossas florestas que reforça simultaneamente a sua resiliência ambiental e a sua importância económica”, afirma o governante, baseando-se nos dados da Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial.

 

Em 2025, foram cedidas 493.568 plantas através dos Viveiros Florestais da Região. As empresas e entidades particulares foram responsáveis pela arborização de cerca de 73,7 hectares, um valor significativo num ano de transição entre quadros comunitários.

 

“Perspetiva-se que, com a entrada em vigor dos apoios do PEPAC, haja um incremento significativo das áreas arborizadas por entidades privadas, particularmente através da florestação de pastagens marginais, contribuindo para elevar a taxa de arborização do arquipélago, que se situa atualmente nos 31%”, referiu António Ventura.

 

De salientar também o papel do Governo Regional dos Açores, com intervenções de arborização em 2025 em cerca de 60 hectares, quer com meios próprios quer com recurso a parcerias, estando grande parte destas arborizações associadas à gestão dos Perímetros Florestais públicos ou à execução de projetos comunitários, como por exemplo os cofinanciados pelo programa LIFE.

Destacam-se ainda ações de arborização por parte de autarquias, associações e coletividades em cerca de 7,8 hectares.

A estratégia de plantação diferenciou-se consoante os objetivos de cada área. A criptoméria manteve a preferência para produção florestal, ocupando cerca de 70 hectares. Já em áreas destinadas à conservação e recuperação da biodiversidade, priorizaram-se as espécies nativas, como o cedro-do-mato, o louro, a ginja e o azevinho, com a utilização de 178.551 plantas em 40 hectares.

“Este reforço das intervenções de rearborização integra-se numa estratégia ampla de adaptação às alterações climáticas, de proteção dos solos e de regulação hídrica, refletindo também uma seleção criteriosa das espécies”, explica o Secretário Regional.

O governante destaca ainda a utilização de espécies ornamentais, como carvalhos e camélias, para a qualificação paisagística de áreas públicas.

O reforço das intervenções de rearborização em 2025 insere-se num esforço mais amplo de recuperação de áreas degradadas e aumento da produtividade da floresta açoriana, aumento da capacidade de regulação hídrica e conservação dos solos, valorização dos serviços dos ecossistemas, bem como na construção de uma paisagem mais diversificada e equilibrada, capaz de promover a resiliência climática do território.

José Manuel Bolieiro sublinha “papel estratégico” do IVVA na “valorização” da vitivinicultura açoriana

O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, afirmou hoje que o Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores (IVVA) representa um claro impulso estratégico e político para o setor vitivinícola regional, sublinhando que esta estrutura existe, “antes de tudo, para servir quem produz e transforma o vinho nos Açores.

 

O governante presidiu à cerimónia de tomada de posse dos órgãos dirigentes do IVVA, realizada na ilha do Pico.

 

O líder do executivo açoriano destacou a profunda ligação histórica da vitivinicultura à identidade açoriana, lembrando que se trata de um património com mais de 500 anos, que tem vindo a afirmar-se de forma consistente nas últimas décadas, graças ao esforço, à persistência e à qualidade do trabalho desenvolvido no terreno, afirmando tratar-se de “um percurso de valorização que honra os Açores e projeta a Região”.

 

Tomou posse o Presidente do Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores, Cláudio Lopes, iniciando-se um ciclo que passa a concentrar a coordenação, regulação e execução das políticas públicas do setor vitivinícola na Região.

 

José Manuel Bolieiro valorizou o percurso iniciado nos anos 90 com a criação das Denominações de Origem e com a Comissão Vitivinícola Regional dos Açores, reconhecendo o papel determinante que esta estrutura teve na qualificação, certificação e promoção dos vinhos açorianos. Este é um caminho que, segundo o Presidente do Governo, permitiu “elevar a qualidade, a notoriedade e a afirmação dos vinhos dos Açores” nos mercados regional, nacional e internacional.

 

Segundo o Presidente do Governo dos Açores, a criação do IVVA surge como uma resposta natural à dinâmica e maturidade alcançadas pelo setor, permitindo concentrar num único organismo uma intervenção pública mais moderna, integrada e eficaz. O objetivo, frisou, é garantir “maior coerência, rigor e capacidade de resposta”, assegurando simultaneamente a qualidade, a autenticidade e a genuinidade dos vinhos açorianos.

 

O governante enquadrou ainda este percurso no contexto mais amplo da condição arquipelágica e ultraperiférica dos Açores, reconhecendo que a geografia, por si só, nem sempre facilita a criação rápida de riqueza. Ainda assim, manifestou profundo orgulho no povo açoriano, na sua resiliência e na capacidade de transformar dificuldades em oportunidades, sublinhando “a força do carácter” dos açorianos para afirmar a vontade de viver, investir e construir futuro nos Açores.

 

José Manuel Bolieiro destacou a importância da relação equilibrada entre a geografia e a ação humana, apontando a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, classificada como Património Mundial da UNESCO, como exemplo maior dessa harmonização – uma paisagem construída pelo homem sem desvirtuar a natureza, demonstrando que “a sustentabilidade ambiental não é um impedimento, mas uma oportunidade”.

 

No plano do desenvolvimento da ilha do Pico, o Presidente do Governo anunciou um compromisso entre o Governo dos Açores e as autarquias locais para a constituição de um grupo de trabalho com vista à identificação de soluções que permitam minimizar os constrangimentos de acessibilidade aérea. Entre as hipóteses em análise está a ampliação da pista do Aeroporto do Pico, através de uma estratégia comum, progressiva e realista, com recurso a fundos comunitários.

 

O grupo de trabalho contará com a participação do IVVA, da Associação de Municípios da Ilha do Pico e da SATA, tendo sempre presente a salvaguarda da Paisagem da Cultura da Vinha e dos valores patrimoniais já adquiridos, garantindo, como referiu José Manuel Bolieiro, que “o desenvolvimento não hipoteca a identidade”.

 

Estiveram ainda presentes o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, o Secretário Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, o Vice-Presidente da Câmara Municipal da Madalena do Pico, Paulo Marcos, a Presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico, Ana Brum, o Presidente da Câmara Municipal de São Roque do Pico, Luís Silva, e o Presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, Francisco Toscano Rico.

Governo dos Açores assinala Dia Mundial do Queijo valorizando a sua identidade e valor económico

O Governo Regional dos Açores, através da Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, assinala hoje o Dia Mundial do Queijo, sublinhando a importância estratégica deste produto para a identidade, a economia e o desenvolvimento sustentável do arquipélago.

 

“Assente maioritariamente na produção de leite de pastagem, o setor queijeiro reflete a qualidade do sistema agrícola açoriano e o compromisso da Região com práticas sustentáveis, sendo reconhecido nacional e internacionalmente pela excelência dos seus produtos”, sublinha o governante.

 

A data reforça a necessidade de apoiar produtores, cooperativas e indústria, valorizando os queijos regionais como motores de crescimento económico, coesão territorial e promoção externa dos Açores. O executivo dos Açores destaca o papel essencial dos agricultores e produtores de leite, cujo trabalho diário, aliado ao saber tradicional, garante a autenticidade e a qualidade que distinguem o queijo açoriano.

 

A indústria e as cooperativas são igualmente reconhecidas pela capacidade de transformar leite de elevada qualidade em produtos de excelência, apostando na inovação, certificação e segurança alimentar, fatores que têm permitido aos queijos açorianos conquistar novos mercados e reforçar a notoriedade da Região.

 

Neste dia, toda a fileira celebra o valor nutricional, patrimonial e económico de um dos mais emblemáticos produtos açorianos: o queijo dos Açores.

 

“Hoje celebramos não apenas o Dia Mundial do Queijo, mas também o trabalho diário de centenas de agricultores, produtores e cooperativas que mantêm viva uma das mais fortes tradições agroalimentares dos Açores. O queijo açoriano é mais do que um alimento: é identidade, é economia, é sustentabilidade. Cada peça produzida reflete a qualidade do nosso leite de pastagem, o saber acumulado ao longo de gerações e o compromisso da Região com práticas responsáveis. Continuaremos a apoiar esta fileira estratégica, valorizando quem produz e promovendo os nossos queijos dentro e fora do arquipélago, porque este setor é, e continuará a ser, um pilar essencial do desenvolvimento dos Açores”, prossegue o Secretário Regional da tutela.

 

A produção de queijo nos Açores registou uma evolução positiva ao longo da última década, apesar de algumas oscilações. Entre 2015 e 2025, o volume total produzido passou de 27,4 mil para 34,6 mil toneladas, um crescimento de 26%, a tendência global manteve se ascendente, acompanhando de perto o comportamento das entregas de leite, que também aumentaram ligeiramente (+1,8%). O resultado é um setor que cresce de forma moderada, mas consistente, reforçando o peso da indústria queijeira na economia açoriana.

 

A indústria queijeira açoriana atravessou uma década marcada por mudanças estruturais na oferta e no perfil produtivo das ilhas. O resultado é um setor em evolução, mais diversificado e com identidades produtivas cada vez mais definidas entre as ilhas.

 

A indústria queijeira açoriana encerra a década 2015–2025 com sinais claros de vitalidade e mudança – o setor revela-se robusto, sustentado por um crescimento global consistente, ao mesmo tempo que atravessa um processo de transformação marcado pela diversificação de produtos e pela afirmação de novas tendências de consumo. As ilhas reforçam as suas identidades próprias, com especializações cada vez mais definidas, refletindo tradições locais e estratégias distintas de produção.

 

Apesar do dinamismo, persistem desafios e surgem oportunidades relevantes nos queijos diferenciados, artesanais e de maior valor acrescentado, que ganham espaço e apontam para um futuro onde a inovação e a autenticidade poderão caminhar lado a lado.

O Portal dos Queijos dos Açores foi hoje apresentado como a nova montra digital dos queijos produzidos no arquipélago com o selo Marca Açores. A plataforma, disponível em https://agricultura.azores.gov.pt/queijos/, nasce com o objetivo de valorizar a produção regional, dar maior visibilidade aos produtores e reforçar o conhecimento sobre as características e valores nutricionais destes produtos.

O espaço reúne já cerca de 70 queijos açorianos — desde frescos a curados, de pasta mole a queijos de barrar — permitindo ao público explorar descrições detalhadas e identificar as zonas onde cada referência pode ser adquirida. O portal inclui ainda uma área dedicada aos produtores, com informações sobre as unidades de fabrico, fotografias, vídeos e contactos, promovendo uma ligação mais direta entre consumidores e empresas e fortalecendo a identidade do setor queijeiro açoriano.

Programa LEADER atinge execução de 42 milhões de euros e reforça apoio ao investimento rural, afirma António Ventura

O Secretário Regional da Agricultura e de Alimentação, António Ventura, destacou hoje a eficácia do Programa LEADER no desenvolvimento rural dos Açores, que regista um investimento total de 41,8 milhões de euros e de 696 projetos apoiados no âmbito do PRORURAL+ (2014-2025) e cofinanciado pelo FEADER.

 

O governante falava durante uma visita ao projeto “Próteas Arline Avelar”, conjuntamente com a Presidente do Conselho de Administração da GRATER, em São Bartolomeu, concelho de Angra do Heroísmo – esta é uma iniciativa de diversificação agrícola e de valorização de produtos endógenos, que conta com o apoio desta ferramenta financeira.

 

“O LEADER tem sido uma ferramenta determinante para dar voz aos territórios e apoiar quem quer investir e criar oportunidades nas nossas ilhas”, afirmou António Ventura.

 

O governante acrescentou ainda que, “projetos como este demonstram que, quando existe proximidade, conhecimento local e apoio técnico, se consegue gerar valor económico, social e ambiental de forma sustentável”.

 

Nos Açores, a abordagem LEADER assenta no Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC), implementado pelos Grupos de Ação Local (GAL). Esta metodologia é considerada estratégica para o arquipélago, permitindo responder aos desafios da dispersão geográfica e da necessidade de diversificação da economia rural e insular.

 

A Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação reforçou o programa em 2025 com 18,5 milhões de euros, garantindo que o progresso chegue de forma inclusiva a todas as ilhas e estimulando a criação de emprego local, desde o setor agroalimentar ao turismo sustentável.

 

Olhando para o novo período de programação no âmbito do PEPAC (2026-2028), António Ventura anunciou uma dotação de 14,4 milhões de euros e uma medida inovadora para estimular o tecido empresarial nas zonas rurais.

 

“No PEPAC, o programa LEADER, vai atribuir um prémio de instalação de 15 mil euros às empresas que se instalarem em território rural açoriano independentemente da sua classificação económica”, revelou o titular da pasta da Agricultura.

 

O governante sublinhou que a legislação necessária para o novo ciclo de apoios já se encontra em fase de preparação, garantindo a continuidade do desenvolvimento rural e comunitário até 2028.

 

Para o Secretário Regional, estas políticas garantem que a agricultura e as atividades conexas continuam a ser o motor da coesão social e do fortalecimento das comunidades rurais açorianas.

Abertas candidaturas a regime de apoio ao bem-estar animal nos animais de companhia

A Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação publicou em Jornal Oficial o Despacho que estabelece o período de candidaturas, e tramitação dos processos, em que as Associações de Proteção Animal, Centros de Recolha Oficiais e juntas de freguesia dos Açores poderão candidatar-se à Portaria que define o regime das comparticipações financeiras a atribuir na sequência de despesas com as ações de esterilização, identificação eletrónica, registo, testagem para imunodeficiência felina (FIV), leucemia felina (FeLV) e parvovirose.

 

Também abrangidos são a administração de vacinas antirrábica e polivalente por parte das Associações de Proteção Animal e dos Centros de Recolha Oficial, despesas com os cuidados inerentes aos animais de companhia ou errantes por parte das referidas associações, bem como despesas das juntas como contrapartida pela organização de campanhas de esterilização, identificação e registo de animais de companhia, pertencentes aos residentes da sua área geográfica.

 

O formulário de candidatura está disponível por via eletrónica, até 23 de janeiro.

 

Saliente-se que este apoio financeiro não se aplica apenas aos animais que se encontram à responsabilidade das Associações de Proteção Animal e Centros de Recolha Oficiais – podem beneficiar deste apoio todos os residentes na Região Autónoma dos Açores elegíveis segundo os critérios da Portaria n.º 21/2018, na sua redação atual. Para o efeito, devem dirigir-se às entidades protocoladas, para acordo entre as partes.

 

Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, com a abertura das candidaturas a este apoio financeiro “pretende-se continuar com o trabalho desenvolvido até à data”.

 

“Importa referir que esta Secretaria Regional desenvolveu e continua a desenvolver uma estratégia de combate ao abandono de animais de companhia, e considera que a esterilização, a identificação e registo animal, bem como a detenção responsável de animais são as melhores estratégias para alcançarmos uma Região sem animais abandonados”, vinca, reiterando o compromisso de continuar a promover o bem-estar animal nos Açores.

Governo dos Açores reforça aposta estratégica na renovação geracional com apoio de 2,8 milhões de euros para jovens agricultores

O Governo dos Açores abriu hoje o período de candidaturas ao apoio à instalação de jovens agricultores, no âmbito da Intervenção E.7.1 – Apoio à Instalação de Jovens Agricultores, integrada no Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), com uma dotação global de 2,8 milhões de euros.

 

“Esta medida insere-se numa opção estratégica clara do Governo Regional de valorização do setor agrícola enquanto pilar estruturante da economia açoriana, promovendo a renovação geracional, a fixação de jovens no meio rural, a modernização das explorações e a sustentabilidade ambiental e económica da atividade agrícola”, sublinha o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura.

 

O apoio destina-se a jovens agricultores que iniciem atividade agrícola, quer em nome individual, quer enquanto sócios-gerentes de empresas agrícolas, criando condições para a entrada de novos agentes no setor, o reforço do capital humano e a adoção de práticas produtivas mais inovadoras e eficientes.

 

As candidaturas decorrem entre hoje e 3 de julho, estando organizadas em três períodos:

 

•     · de 7 de janeiro a 18 de fevereiro;

•     · de 19 de fevereiro a 27 de abril;

•     · de 28 de abril a 3 de julho.

 

Cada candidato pode apresentar uma candidatura por período, através do formulário eletrónico disponível na plataforma gestpdr.azores.gov.pt, garantindo um processo transparente, acessível e ajustado às necessidades do setor.

 

O prémio à instalação é fixado em 55 mil euros para jovens que se instalem como Agricultores a Título Principal (ATP) e em 15 mil euros para os restantes casos.

 

O pagamento será efetuado em duas fases: 80% após a aprovação da candidatura e confirmação da instalação, e os restantes 20% após a comprovação da execução do plano de negócios, assegurando um acompanhamento efetivo dos projetos apoiados.

 

A avaliação das candidaturas terá em consideração critérios como a qualificação profissional, a qualidade técnica e sustentabilidade dos projetos, a criação de emprego, o contributo para o associativismo agrícola e o impacto no rejuvenescimento do setor. Em caso de empate, será valorizada, em primeiro lugar, a qualificação profissional e, posteriormente, a data de submissão da candidatura.

 

“Estamos em presença do melhor quadro de apoio de sempre, traduzindo-se em taxas que podem ir até aos 85% de ajuda, com um aumento no montante financeiro do prémio à instalação e na abrangência da ajuda aos jovens que queiram ser agricultores a tempo parcial”, sustenta António Ventura.

 

O governante refere que “este aviso de candidaturas que hoje é publicado manifesta um forte convite aos jovens para produzirem agroalimentos e foi trabalhado com a Federação Agrícola dos Açores, que contribui, em muito, para a existência deste quadro de apoio”.

 

Esta medida foi anunciada pelo Presidente do Governo dos Açores, em parceria com a Federação Agrícola dos Açores, no XI Concurso Micaelense Holstein Frísia de Outono.

 

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação sublinha que este apoio reflete uma visão estratégica de médio e longo prazo para a agricultura açoriana.

 

“O Governo dos Açores está a investir de forma consistente na nova geração de agricultores, criando condições para que os jovens encontrem na agricultura um projeto de vida viável, inovador e sustentável. A renovação geracional é decisiva para garantir a continuidade do setor, a segurança alimentar e o desenvolvimento equilibrado da Região”, afirma.

 

No quadro da implementação do PEPAC nos Açores, o Governo Regional tem vindo a orientar os apoios públicos para uma agricultura mais resiliente, mais qualificada e mais competitiva, alinhada com os desafios da transição climática, da valorização dos recursos endógenos e da coesão territorial. As medidas dirigidas aos jovens agricultores assumem, neste contexto, um papel estruturante, ao promoverem a modernização do tecido produtivo, a inovação, a sustentabilidade ambiental e a valorização social e económica do mundo rural, reforçando o compromisso do Governo dos Açores com um modelo de desenvolvimento agrícola sólido, inclusivo e orientado para o futuro.

 

Para mais informações e esclarecimentos, os interessados podem contactar a Direção Regional do Desenvolvimento Rural, através do telefone 295404280.

Renovação da acreditação do SERCLA reforça confiança e valorização estratégica do leite dos Açores, afirma António Ventura

O Serviço de Classificação de Leite dos Açores (SERCLA) obteve a renovação da sua acreditação pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC), um marco que o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, considera determinante para a estratégia de afirmação da fileira do leite dos Açores.

 

“Esta renovação é um passo central na valorização e na afirmação da produção regional. Ao garantirmos o cumprimento integral das exigências do referencial internacional NP EN ISO/IEC 17025, estamos a dotar o setor de elevados padrões de rigor científico, imparcialidade e rastreabilidade dos resultados analíticos”, sublinha o governante.

 

Para António Ventura, a acreditação do SERCLA funciona como um motor de confiança para toda a cadeia de valor – produtores, associações, indústria e consumidores – consolidando a credibilidade do leite açoriano nos mercados nacionais e internacionais.

 

“Estamos a reforçar o compromisso dos Açores com a segurança alimentar e a reconhecer a excelência intrínseca de uma matéria-prima que é incomparável com outras regiões geográficas”, afirma.

 

O Secretário Regional enaltece ainda o profissionalismo da equipa do SERCLA e o papel fundamental da Federação Agrícola dos Açores no desenvolvimento de políticas públicas de valorização e promoção do setor.

 

Para António Ventura, a fileira do leite ultrapassa a dimensão económica: “A aposta no setor do leite é uma aposta na sustentabilidade dos nossos solos, na preservação da água, no bem-estar animal e na fixação de jovens nas nove ilhas do arquipélago”, advoga.

 

O titular da pasta da Agricultura destaca também o papel estratégico do leite na autonomia da Região, vincando que “o leite é um valor natural e um pilar essencial na segurança das disponibilidades alimentares de uma região ultraperiférica e dispersa em nove territórios”.

 

E prossegue: ”investir em ferramentas de inovação e competitividade é garantir que a agricultura continua a ser o motor do desenvolvimento socioeconómico dos Açores”.

 

Com esta renovação, o Governo Regional reafirma a sua determinação em continuar a investir em ferramentas e serviços que promovam a excelência da produção, garantindo que a qualidade do leite açoriano é reconhecida por todos os elos da fileira e valorizada como um ativo estratégico da identidade e economia regional.

PRR impulsiona a Agricultura nos Açores, afirma António Ventura

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, sublinha o impacto do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na modernização e capacitação do setor agrícola açoriano, através de iniciativas como o projeto “Do Campo à Mesa: Cultivando o Futuro!” e o Fórum AçoresBIO, que promoveu a agricultura biológica com 18 ações de informação e 18 sessões de trabalho, envolvendo 1.664 participantes.

 

Também financiado pelo PRR, o projeto “Do Campo à Mesa:Cultivando o Futuro!”, proporcionou 103 workshops em todas as ilhas, envolvendo mais de 2.400 alunos e promovendo hábitos alimentares saudáveis, produção sustentável e redução do desperdício.

 

“A iniciativa alcançou o nível máximo do Selo ‘Evento Circular’”, destaca.

 

“O PRR tornou-se um dos motores de modernização e reforço estrutural da agricultura açoriana. Com um investimento de 34 milhões de euros, o programa permitiu acelerar obras, criar novos instrumentos de apoio ao setor e melhorar a capacidade de resposta dos produtores”, explica o Secretário Regional.

 

Para o governante, “com estes investimentos, o PRR afirma-se como um pilar estratégico na promoção da sustentabilidade, na valorização da produção regional e na preparação dos agricultores açorianos para os desafios futuros”.

 

E prossegue: “no conjunto, o PRR tem funcionado como uma alavanca para tornar a agricultura açoriana mais moderna, sustentável e preparada para os desafios económicos e climáticos dos próximos anos”.

 

Para António Ventura, graças ao PRR, conseguiu-se acelerar investimentos que estavam há anos identificados como prioritários e dotar o setor de melhores condições para produzir com mais eficiência, mais conhecimento e maior sustentabilidade.

 

“Hoje, temos uma agricultura mais preparada para os desafios do futuro, reforçámos a nossa capacidade de análise de solos, melhorámos a informação meteorológica, criámos o Observatório Agroalimentar dos Açores e avançámos com obras estruturantes como o matadouro de São Jorge”, realça.

 

“Estes investimentos não são apenas infraestruturas; são instrumentos que dão mais transparência ao mercado, valorizam o trabalho dos nossos agricultores e permitem construir políticas públicas mais justas e eficazes”, vincou ainda.

 

“O PRR está a deixar uma marca duradoura na agricultura açoriana. Estamos a modernizar o setor, a capacitar os nossos produtores e a garantir que a agricultura dos Açores continua a ser um pilar essencial da nossa economia e da nossa identidade. Este é um caminho de progresso que queremos continuar a trilhar, sempre com os agricultores ao nosso lado”, conclui António Ventura.

Rede Regional de Abate renova Certificação de Bem-Estar Animal, anuncia António Ventura

A Rede Regional de Abate dos Açores renovou a Certificação em Bem-Estar Animal (BEA), atribuída pelo Instituto de Investigação e Tecnologia Alimentar (IRTA), baseada nas normas europeias Welfare Quality, anuncia o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura.

 

A auditoria realizada pela AENOR confirmou que os matadouros da Terceira, São Miguel, Graciosa e Flores cumprem os requisitos exigidos, garantindo práticas que reduzem o stress e o sofrimento dos animais durante receção, maneio, insensibilização e abate. O Matadouro de Santa Maria não reuniu ainda a amostra mínima de animais necessária para a auditoria, mas o certificado foi prorrogado até fevereiro de 2026.

 

António Ventura sublinha a importância desta certificação para o setor agroalimentar dos Açores: “a renovação da certificação em Bem-Estar Animal é um marco que demonstra o compromisso dos Açores com práticas responsáveis e sustentáveis”, realça

 

Para o governante, “este reconhecimento internacional valoriza a carne açoriana e reforça a confiança dos consumidores”.

 

E prossegue: “ao mesmo tempo, garante que os nossos matadouros seguem padrões rigorosos de respeito pelos animais. É um passo essencial para consolidar a imagem dos Açores como referência na produção alimentar de qualidade”.

 

Neste contexto, a renovação da certificação em Bem-Estar Animal nos matadouros açorianos assume uma importância estratégica, não só garantindo o cumprimento das normas europeias, como também reforçando a confiança dos mercados e acrescentando valor à carne produzida na região. Trata-se de um passo que coloca os Açores em sintonia com as tendências internacionais de consumo responsável e sustentável, onde o respeito pelos animais é visto como parte integrante da qualidade alimentar.

“Proteger o solo é proteger a vida”, destaca António Ventura no Dia Mundial do Solo

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, no âmbito do Dia Mundial do Solo, que hoje se assinala, destaca a importância vital deste recurso natural, essencial para a produção de alimentos, a preservação da biodiversidade, a regulação hídrica e para a resiliência dos ecossistemas dos Açores.

 

“Um solo saudável é a base da segurança alimentar e do desenvolvimento rural sustentável”, vinca António Ventura.

 

A sustentabilidade, prossegue, “permanece como princípio orientador da ação do XIV Governo dos Açores”, sustentada por uma estratégia que privilegia “uma agricultura mais sustentável, capaz de responder aos objetivos de promoção da autossuficiência na produção de alimentos para animais”.

 

Nos Açores, onde a agricultura desempenha um papel económico e social determinante, a sua proteção exige práticas responsáveis de gestão, prevenção da erosão, manutenção da fertilidade e adaptação às alterações climáticas.

 

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação relembra ainda: “proteger o solo é proteger a vida. É nele que assenta a nossa agricultura, a nossa segurança alimentar e o futuro das comunidades rurais dos Açores. A sua conservação é um dever coletivo e uma prioridade estratégica para o desenvolvimento sustentável da Região”.

 

O titular da pasta da Agricultura sublinha também o contributo da GUSSA – Plataforma de Gestão do Uso Sustentável dos Solos, uma ferramenta técnica que apoia o diagnóstico, a monitorização e a avaliação da fertilidade dos solos agrícolas.

 

A GUSSA permite melhorar o conhecimento sobre os recursos edáficos da Região, orientar boas práticas agrícolas, apoiar a tomada de decisão dos produtores e reforçar a sustentabilidade do setor, promovendo solos mais produtivos e resilientes.

 

Com este compromisso, o Governo Regional continua a investir em formação e assistência técnica, valorização da produção biológica e regenerativa, melhoria das infraestruturas agrícolas e monitorização ambiental.

 

Estas ações garantem que os solos açorianos permanecem férteis e capazes de sustentar a agricultura do futuro. Presentemente, contabilizam-se cerca de 5.116 amostras analisadas, de 5.655 amostras recolhidas e de um total (2023 a 2025) de 6.000 a analisar.

 

A Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação reconhece o trabalho dos agricultores, técnicos, investigadores e comunidade em geral sobre o solo e as práticas adotadas que promovam a sua conservação e vitalidade.

“Gestão sustentável da água é um dos pilares da agricultura do futuro”, realça António Ventura

A Associação de Agricultores da Graciosa, em parceria com a Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, através da Direção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação, promoveu na quarta-feira, no Centro Cultural de Santa Cruz, o colóquio “Gestão e Uso Sustentável da Água na Agricultura”, uma iniciativa integrada no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

 

O encontro reuniu investigadores, técnicos, agricultores e entidades regionais, com o objetivo de refletir sobre boas práticas, inovação tecnológica e sustentabilidade no uso dos recursos hídricos aplicados à agricultura.

 

“A gestão eficiente da água é um dos principais desafios da agricultura nos Açores e assume especial relevância na ilha Graciosa, onde a limitação de recursos hídricos exige soluções inovadoras, planeamento rigoroso e utilização responsável”, assinalou António Ventura, Secretário Regional da Agricultura e Alimentação.

 

Para o governante, “a gestão sustentável da água é um dos pilares da agricultura do futuro”.

 

E prosseguiu: “este colóquio na Graciosa representou um momento essencial para partilhar conhecimento e preparar os nossos agricultores para práticas mais eficientes e resilientes, alinhadas com os desafios climáticos e ambientais que enfrentamos”.

 

O colóquio englobou o Programa de Capacitação dos Agricultores e de Promoção da Literacia em Produção e Consumo Sustentáveis, previsto na Medida C05-i05-RAA-m02 – “Investimento público no âmbito da I&DI e da dupla transição verde e digital”, integrada no Investimento C05-i05-RAA – Relançamento Económico da Agricultura Açoriana.

 

O programa tem como objetivo disponibilizar ações de transferência de conhecimento que abranjam as principais fileiras agrícolas e respondam às necessidades dos agricultores e dos serviços técnicos.

 

A realização deste evento representou uma oportunidade para reforçar o compromisso da Região Autónoma dos Açores com a sustentabilidade, contribuindo para as metas associadas à certificação EarthCheck, atribuída à Região em 2024, que distingue as boas práticas na gestão integrada de recursos naturais.

 

Com uma estimativa de 100 participantes, o evento procura envolver a comunidade agrícola e técnica numa discussão essencial para garantir o futuro da agricultura açoriana — mais resiliente, eficiente e alinhada com os desafios climáticos e ambientais da União Europeia.

José Manuel Bolieiro destaca “excelência” da agricultura açoriana e anuncia novos apoios ao setor

O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, acompanhado pelo Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, inaugurou esta sexta-feira o XI Concurso Micaelense da Raça Holstein Frísia de Outono, no Parque de Exposições de São Miguel, em Sant’Ana.

 

José Manuel Bolieiro sublinhou que o concurso “é uma afirmação clara da excelência da marca Açores”, destacando o empenho dos produtores e a relevância do potencial genético desenvolvido na Região. O Presidente do Governo recordou que o setor agropecuário “continua a ser um pilar essencial da identidade e da economia” regional, sustentado por gerações de agricultores.

 

O líder do executivo açoriano fez ainda questão de salientar o contributo do movimento associativo agrícola, cuja credibilidade tem, disse, “sido fundamental para o sucesso do setor e para a autonomia alimentar das ilhas”.

 

O governante aproveitou a oportunidade para referir à recente condecoração atribuída a Jorge Rita, presidente da Associação Agrícola de São Miguel, considerando tratar-se de um reconhecimento “inteiramente justo” e revelador do trabalho contínuo desenvolvido em prol dos agricultores.

 

No plano das políticas públicas, José Manuel Bolieiro destacou as medidas de simplificação administrativa recentemente introduzidas, com o objetivo de reduzir burocracias e acelerar processos de investimento. Entre as alterações, referiu a eliminação de limites máximos de investimento, de áreas mínimas obrigatórias e de estudos económico-financeiros considerados dispensáveis, bem como a simplificação de procedimentos de comprovação, bastando agora a apresentação da fatura. Desde 2023, a taxa de apoio passou para 80%, reforçando a capacidade de investimento das explorações.

 

O governante anunciou igualmente novas oportunidades de financiamento. No âmbito do PEPAC, o aviso para apresentação de candidaturas abrirá a 10 de dezembro, prolongando-se por seis meses e disponibilizando um total de 24 milhões de euros. Já o programa VITIS, destinado à revitalização da vitivinicultura açoriana, contará com dois milhões de euros, com candidaturas entre 2 de dezembro e 9 de janeiro. No conjunto, os dois instrumentos representam 26 milhões de euros para reforço do investimento agrícola.

 

José Manuel Bolieiro adiantou ainda que, a partir de 2026, os pagamentos aos agricultores passarão a ser feitos em euros e segundo um calendário semelhante ao POSEI, garantindo, afirmou, “maior previsibilidade e estabilidade para o rendimento das explorações”.

 

A cerimónia contou também com a presença do Presidente da Associação Agrícola de São Miguel, Jorge Rita, e do Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Jaime Vieira.

“Taste Azores Colombo” reforçou presença da Marca Açores no mercado continental

A 7.ª edição do “Taste Azores Colombo”, que decorreu entre 19 e 23 de novembro no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, terminou com um balanço positivo e reafirmou-se como uma das principais iniciativas de promoção da Marca Açores no continente português.

 

Durante cinco dias, milhares de visitantes tiveram oportunidade de conhecer e adquirir produtos genuínos das ilhas, numa experiência que combinou e uniu gastronomia, cultura e turismo.

 

O evento reuniu 24 empresas açorianas, representando seis ilhas do arquipélago, e apresentou uma ampla variedade de produtos – queijos, laticínios, conservas, mel, bebidas regionais e inovações gastronómicas – reforçando a autenticidade e qualidade que caracterizam a produção açoriana.

 

“Este evento contribuiu para o reforço da nossa afirmação fora do espaço arquipelágico, consolidando a confiança do consumidor no mercado nacional”, realçou António Ventura, Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, que marcou presença no primeiro dia do certame.

 

O governante sublinhou ainda que “o consumidor já demonstra maior conhecimento dos produtos” açorianos, quer pela visita às ilhas, quer pelo aumento da presença destes produtos “em espaços comerciais diversificados”.

 

“O desafio maior nesta fase passa por manter esta presença de forma consistente e apostar em novos produtos que aliem autenticidade, identidade e inovação”, prosseguiu.

 

De acordo com dados das empresas participantes, foram transacionados milhares de referências com o selo Marca Açores, com destaque para os produtos alimentares.

 

O evento contou com a participação direta de 24 empresas regionais de diferentes setores de atividade, com especial destaque para o setor alimentar: Adolfo Mendonça Atelier, António Teles Herdeiros Lda., AgroMarienseCoop CRL, AzorGhee – CD Lux Investment Unipessoal LDA, Boa Fruta LDA, CPdA – Companhia Portuguesa de Algas, Espaço Açores – Restaurante, Insulac – Produtos Lácteos Açoreanos, SA, LactAçores UCRL, Loop Pursuit Lda. (Bananika), Magma, Materramenta, Mel do Atlântico Unipessoal Lda, Mercado das Ilhas – Natur Froyo, MPD – Bensaude Distribuição, Promineral, Pronicol Produtos Lácteos S.A, Queijo Vaquinha, Quinta das 3 Cruzes, Quintal dos Açores, RTM Laticínios do Pico, Salsicharia Ideal, Sociedade Conserveira Açoriana, Lda. e YOÇOR – Garcez & Santos.

Plano e Orçamento para 2026 pretende reforçar aumento da produção de alimentos, realça António Ventura

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, sublinhou, na discussão do Plano e Orçamento para 2026, que os documentos em análise pretendem ser um “suporte estratégico para o aumento da produção de alimentos nos Açores de forma sustentável, segura e viável”.

 

“A riqueza de uma região também se avalia pela sua capacidade de produzir alimentos para consumo interno e para expedição. A realidade diz-nos que ano após ano estamos a aumentar a nossa disponibilidade em alimentos. Neste entendimento, temos bons resultados, porque produzimos mais na horticultura, na fruticultura, na agricultura biológica, na carne de bovino, temos mais área de milho, produzimos mais alimentos DOP e IGP, temos mais diversificação agroprodutiva, o leite com um melhor conteúdo nutricional e vendemos mais para fora da Região”, assinalou o governante, falando na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

 

António Ventura realçou que a expedição de agroalimentos passou de 277,9 milhões de euros em 2019 para 432 milhões de euros em 2024, “um crescimento significativo de 154 milhões de euros”.

 

E acrescentou: “estamos a conseguir ampliar a segurança no fornecimento alimentar aos açorianos e a expedir mais. Felicito os agricultores que, conjuntamente com as políticas públicas, estão a contribuir para que a Região fique menos dependente do exterior”.

 

O Plano para 2026 segue, progressivamente, este objetivo, “dando garantias ao rendimento do agricultor e no incentivo à produção local de alimentos”, acentuou.

 

“Asseguramos o compromisso de pagar as ajudas comunitárias sem cortes no POSEI, por isso, este programa cresce 21%. São 19 milhões de euros de complemento, para que as ajudas anunciadas sejam iguais às ajudas pagas e não se regresse ao passado. E a resolução do Conselho de Ministros N.º 80/2025 já demonstrou que finalmente existe um Governo da República que considerou os Açores enquanto Região agrícola”, vincou ainda.

 

O Secretário Regional adiantou que as políticas públicas “já permitiram a instalação de 181 jovens agricultores desde 2021, e só em 2025 instalaram-se 86 jovens”.

 

“Com referência a 2021 até agora, foram apoiados projetos de investimento no valor de cerca de 118 milhões de euros para as explorações agrícolas, para a agroindústria, no programa LEADER e no PRR. Os apoios ao investimento nas explorações agrícolas e florestais e na agroindústria têm um acréscimo de 7%, relativamente a 2025. Está previsto um montante de 21 milhões de euros para intervenções na rede viária, no abastecimento de água e nos sistemas elétricos. Para o PRR estão inscritos 20 milhões de euros para finalizar os projetos de formação agrícola e na conclusão do matadouro de São Jorge”, disse também.

 

Na formação agrícola, em 2025, “foram abrangidos cerca de 4.500 formandos”, um “número recorde na história dos Açores”, assinalou António Ventura.

 

O Plano no setor para 2026 contempla ainda um montante de cerca de 13 milhões de euros para intervenções direcionadas para a promoção da sustentabilidade ambiental e na atividade agroflorestal e abrange nove projetos aprovados no LIFE e no Açores 2030, com uma comparticipação regional de 2,6 milhões de euros na agricultura.

 

“Isto significa que estamos a ser reconhecidos na Europa, em áreas como a economia circular e a conservação de florestas. O sucesso agrícola que se assiste só é possível com a participação e o empenho dos açorianos que se dedicam a produzir agroalimentos”, concretizou o Secretário Regional.

Taste Azores Colombo é oportunidade de empresas contactarem diretamente com consumidores, realça António Ventura

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, marcou presença na quarta-feira, em Lisboa, no primeiro dia do “Taste Azores Colombo”, uma iniciativa da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, organizada pelo Gabinete de Gestão e Promoção da Marca Açores, que decorre até domingo.

 

“Este certame representa uma oportunidade de as empresas açorianas, com a qualificação da Marca Açores, contactarem diretamente com o consumidor, o que vai muito mais além do que a simples venda. Promove-se uma inspiração sensorial sobre os Açores e os seus produtos”, realça o governante.

 

Depois de visitar e dialogar com as mais de 20 empresas presentes no espaço, António Ventura definiu estes responsáveis como “verdadeiros embaixadores da Região, em especial no âmbito do turismo, da restauração, da agricultura, da pesca e da hotelaria”.

 

“O nome Açores apresenta uma notoriedade muito elevada no mundo em todos os domínios económicos e verifica-se uma crescente procura de produtos açorianos”, prossegue.

Até domingo, o Centro Comercial Colombo, em Lisboa, recebe a 7.ª edição do evento “Taste Azores Colombo”, uma iniciativa da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, organizada pelo Gabinete de Gestão e Promoção da Marca Açores.

 

O evento conta com a participação direta de 24 empresas regionais de diferentes setores de atividade, com especial destaque para o setor alimentar: Adolfo Mendonça Atelier, António Teles Herdeiros Lda., AgroMarienseCoop CRL, AzorGhee – CD Lux Investment Unipessoal LDA, Boa Fruta LDA, CPdA – Companhia Portuguesa de Algas, Espaço Açores – Restaurante, Insulac – Produtos Lácteos Açoreanos, SA, LactAçores UCRL, Loop Pursuit Lda. (Bananika), Magma, Materramenta, Mel do Atlântico Unipessoal Lda, Mercado das Ilhas – Natur Froyo, MPD – Bensaude Distribuição, Promineral, Pronicol Produtos Lácteos S.A, Queijo Vaquinha, Quinta das 3 Cruzes, Quintal dos Açores, RTM Laticínios do Pico, Salsicharia Ideal, Sociedade Conserveira Açoriana, Lda. e YOÇOR – Garcez & Santos.

 

Com empresas das ilhas de São Miguel, Terceira, Pico, Graciosa, São Jorge e Santa Maria, participa também nesta edição um parceiro institucional, o Turismo dos Açores, considerando a importância da promoção do destino Açores junto do público-geral.

 

A 7.ª edição surge na sequência do sucesso das edições anteriores e pretende dar continuidade à estratégia de aumento de consumo dos produtos dos Açores junto dos consumidores nacionais, num espaço, por onde passam em média por dia mais de 70 mil pessoas, que terão a oportunidade de conhecer e adquirir centenas de referências de produtos das nossas ilhas.

 

Esta é uma iniciativa do Governo dos Açores que pretende contribuir ativamente para um aumento da exportação através de uma promoção integrada e coerente do melhor que a Região tem para oferecer.

Governo dos Açores felicita vencedores do 16.º Concurso Queijos de Portugal e do World Cheese Awards 2025

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, congratula todos os vencedores e distinguidos nas diversas categorias do 16.º Concurso Queijos de Portugal, que contou com a participação de 26 categorias de queijos a concurso, evidenciando o dinamismo e a excelência da produção nacional. O governante felicita igualmente os produtores portugueses que participaram no World Cheese Awards 2025, realizado recentemente na Suíça, onde estiveram em competição cerca de 5.200 queijos de 46 países.

 

Este reconhecimento nacional e internacional é reflexo do compromisso dos produtores com a qualidade, a sustentabilidade e a valorização dos recursos locais, pilares fundamentais para o desenvolvimento do setor agroalimentar e para a afirmação da identidade regional. Os queijos premiados representam o melhor da tradição e da inovação, contribuindo para o prestígio da gastronomia portuguesa a nível nacional e internacional.

 

No concurso nacional, foram amplas as distinções, referentes a várias marcas, ao passo que no certame internacional, de entre os 17 queijos portugueses presentes, oito açorianos “foram distinguidos com medalhas de ouro, prata e bronze, reforçando a qualidade e excelência dos produtos do arquipélago”, realça António Ventura.

 

“Aos produtores de leite açoriano, deixo o meu profundo reconhecimento pela dedicação exemplar que transforma o arquipélago dos Açores num símbolo de excelência leiteira. Com dedicação diária, enfrentando desafios do clima, da rotina e do mercado, garantem a produção de um alimento nobre, nutritivo e insubstituível, em paisagens verdejantes moldadas pela natureza e pelo saber rural, produzem um leite de qualidade ímpar — rico, puro e com características únicas que refletem o cuidado com os animais, o respeito pelo ambiente e a paixão pelo que fazem. O leite açoriano é mais do que uma matéria-prima: é um património vivo, base de produtos de prestígio e orgulho de uma região que honra a tradição e a inovação”, enaltece o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação.

 

E concretiza: “Os queijos açorianos são embaixadores da excelência da nossa gastronomia e contribuem para o prestígio do setor agroalimentar nacional. A todos os envolvidos, deixo os meus sinceros parabéns. Que este reconhecimento seja estímulo para continuar a elevar os sabores da Região e de Portugal, que o sabor autêntico dos nossos queijos continue a conquistar paladares e a contar histórias de dedicação e identidade regional”.

“Taste Azores Colombo” regressa a Lisboa com mais de duas dezenas de empresas açorianas

Entre os dias 19 e 23 de novembro, o Centro Comercial Colombo, em Lisboa, recebe a 7.ª edição do evento “Taste Azores Colombo”, uma iniciativa da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, organizada pelo Gabinete de Gestão e Promoção da Marca Açores.

 

O evento conta com a participação direta de 24 empresas regionais de diferentes setores de atividade, com especial destaque para o setor alimentar: Adolfo Mendonça Atelier, António Teles Herdeiros Lda., AgroMarienseCoop CRL, AzorGhee – CD Lux Investment Unipessoal LDA, Boa Fruta LDA, CPdA – Companhia Portuguesa de Algas, Espaço Açores – Restaurante, Insulac – Produtos Lácteos Açoreanos, SA, LactAçores UCRL, Loop Pursuit Lda. (Bananika), Magma, Materramenta, Mel do Atlântico Unipessoal Lda, Mercado das Ilhas – Natur Froyo, MPD – Bensaude Distribuição, Promineral, Pronicol Produtos Lácteos S.A, Queijo Vaquinha, Quinta das 3 Cruzes, Quintal dos Açores, RTM Laticínios do Pico, Salsicharia Ideal, Sociedade Conserveira Açoriana, Lda. e YOÇOR – Garcez & Santos.

 

Com empresas das ilhas de São Miguel, Terceira, Pico, Graciosa, São Jorge e Santa Maria, participa também nesta edição um parceiro institucional, o Turismo dos Açores, considerando a importância da promoção do destino Açores junto do público-geral.

 

Esta 7.ª edição surge na sequência do sucesso das edições anteriores e pretende dar continuidade à estratégia de aumento de consumo dos produtos dos Açores junto dos consumidores nacionais, num espaço, por onde passam em média por dia mais de 70 mil pessoas, que terão a oportunidade de conhecer e adquirir centenas de referências de produtos das nossas ilhas.

 

“O ‘Taste Azores Colombo’ é muito mais do que uma feira de produtos, é uma montra viva da qualidade, diversidade e autenticidade das nossas ilhas. Ao trazermos 24 empresas açorianas a Lisboa, reforçamos a ligação entre produtores e consumidores, promovemos o destino Açores e abrimos novas portas para a exportação. Este evento é um testemunho da vitalidade da nossa economia regional e da confiança que temos no futuro dos nossos produtos no mercado nacional e internacional“, sustenta o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura.

 

E acrescenta: “Queremos que os produtos de excelência dos Açores sejam reconhecidos e valorizados não apenas em Portugal, mas em todo o mundo. Cada queijo, cada fruta, cada conserva ou inovação alimentar que aqui apresentamos transporta consigo a identidade e a alma das nossas ilhas. O ‘Taste Azores’ é uma plataforma estratégica para dar visibilidade internacional ao que produzimos com dedicação e qualidade, e para afirmar os Açores como uma marca de confiança e excelência no setor agroalimentar”.

 

Prevê-se que, dada a época do ano em que este evento decorre, pautada pela proximidade da quadra natalícia, esta edição tenha uma afluência de público ainda maior do que em anos anteriores, potenciando assim o contacto direto das empresas açorianas participantes, não só com os consumidores finais mas também com distribuidores e retalhistas, aproveitando esta ação promocional e esta presença em Lisboa para alargar de forma continuada e consistente a oferta de produtos e serviços dos Açores no mercado nacional.

 

Esta é uma iniciativa do Governo dos Açores que pretende contribuir ativamente para um aumento da exportação através de uma promoção integrada e coerente do melhor que a Região tem para oferecer.

 

Com o “Taste Azores Colombo”, Lisboa volta a ser palco da autenticidade e excelência açoriana. Entre sabores únicos, inovação e tradição, esta 7.ª edição promete conquistar milhares de visitantes e reforçar a presença dos Açores no coração dos consumidores nacionais.

Governo dos Açores reforça gestão sustentável da água com protocolo entre Fundo Ambiental e IROA

O Governo Regional dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, celebrou um protocolo de colaboração técnica e financeira entre o Fundo Ambiental e a IROA, S.A., destinado a apoiar projetos estratégicos no âmbito da recolha, armazenamento e abastecimento de água nos Açores.

 

O acordo, no valor de um milhão de euros, tem como objetivo garantir maior resiliência hídrica no arquipélago, promovendo soluções inovadoras para enfrentar os desafios impostos pelas alterações climáticas e pela gestão sustentável dos recursos naturais. Este financiamento permitirá a execução de infraestruturas e sistemas que assegurem a disponibilidade de água para o setor agrícola, contribuindo para a competitividade e sustentabilidade da produção regional.

 

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, assinala que “este protocolo é um investimento estratégico na segurança hídrica dos Açores”.

 

“A água é um recurso essencial para a agricultura e para a vida, e este apoio permitirá reforçar a capacidade de resposta às necessidades dos nossos agricultores. Estamos a trabalhar para garantir que os Açores prosseguem na linha da frente da sustentabilidade. Este protocolo demonstra que é possível conciliar desenvolvimento económico com proteção ambiental, assegurando um futuro mais resiliente para todos”, sustenta o governante.

 

O Fundo Ambiental, representado pela Vogal do Conselho Diretivo da Agência para o Clima, Maria do Rosário Gama Martins dos Santos de Sousa Sequeira, e a IROA, S.A., representada pelo Presidente do Conselho de Administração, Pedro Jácome de Carvalho e Cunha Hintze Ribeiro, e pelo Vogal Marco José Freitas da Costa, formalizaram este compromisso que vigorará até 2027, com relatórios periódicos de execução e resultados.

 

Com esta iniciativa, o Governo Regional reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da agricultura açoriana, garantindo que produtores e consumidores beneficiam de um setor mais robusto e preparado para os desafios do futuro.

 

Este protocolo visa promover a modernização das explorações agrícolas, investimento em tecnologia agrícola, formação técnica para produtores e ações de promoção da sustentabilidade ambiental, assegurando que os agricultores açorianos dispõem de recursos para enfrentar os desafios da competitividade e as exigências ambientais.

 

“Estamos a investir não apenas em apoio financeiro, mas também em conhecimento e tecnologia, porque acreditamos que o futuro da agricultura nos Açores depende da capacidade de adaptação e da valorização dos nossos recursos. Este protocolo representa um passo decisivo para garantir que os nossos agricultores dispõem das ferramentas necessárias para inovar e crescer, mantendo a qualidade que caracteriza os produtos açorianos”, conclui António Ventura.

Secretários da Agricultura de Açores e Madeira concertam posições e analisam protocolos

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, reuniu-se hoje com o Secretário Regional de Agricultura e Pescas da Madeira, Nuno Maciel, que está de visita aos Açores para conhecer de perto a realidade agrícola da Região.

 

Esta deslocação, que compreende várias visitas a explorações de leite, de carne, ao setor hortofrutícola, da apicultura e da banana, permitirá ao governante compreender de perto a realidade da agricultura açoriana.

 

Na agenda está prevista também a análise de dois protocolos assinados em 2022 entre o Governo dos Açores e da Madeira em matéria de agricultura e recursos florestais.

 

Os governantes estiveram reunidos com a Federação Agrícola dos Açores onde foram abordados diversos temas agrícolas relacionados com as duas regiões.

 

“A análise destes protocolos deve resultar numa revisão, tendo em conta as novas circunstâncias da agricultura no mundo, no que diz respeito à segurança e ao abastecimento alimentar”, realça António Ventura.

 

Em 2024, os Açores exportaram para a Madeira um total de 2.540 toneladas, designadamente de leite, leite em pó, queijo, manteiga, iogurtes e soro.

 

Em 2025, até à data, foram expedidos 1.271 bovinos para a Madeira, sendo que em 2024 foram expedidos 2.656 bovinos.

 

“A Madeira é uma região consumidora de carne bovina e de lacticínios e os Açores são uma região produtora destes alimentos. Do mesmo modo, a Madeira é produtora de produtos alimentares subtropicais. É nesta perspetiva que importa fortalecer a complementaridade alimentar entre as duas Regiões Ultraperiféricas”, prossegue António Ventura.

 

Reforçar as trocas comerciais entre os dois arquipélagos é um objetivo comum dos dois governantes.

 

O Programa POSEI é também tema central na agenda, percebendo-se a vontade da Comissão Europeia em efetuar junções futuras de fundos comunitários que afetam as verbas deste programa.

 

Neste sentido, os dois secretários regionais opõem-se a esta proposta de junção de fundos comunitários, vincando que o POSEI é muito mais do que um programa de financiamento, representando, acima de tudo, um reconhecimento da coesão europeia.

 

As Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, estão abrangidas, desde 1 de julho de 1992, por um programa para fazer face às consequências da ultraperiferia, designado por Programa de Ações Especificas ligadas ao Afastamento e à Insularidade (POSEI).

 

Este regime estabelece um conjunto de medidas relativas à agricultura nas Regiões Ultraperiféricas da União Europeia, que resultam na necessidade de compensar a situação excecional das Regiões Ultraperiféricas da União referidas no artigo 349.º do Tratado que visa compensar os sobrecustos e dificuldades de produção, apoiando as produções animais e vegetais, a transformação, a comercialização e o abastecimento.

 

As produções agrícolas locais nos Açores e na Madeira, ultrapassam em muito a sua dimensão económica e representam também, um importante fator social, destacando-se a criação de emprego e a fixação de pessoas no meio rural, sobretudo de jovens, a sustentabilidade e a segurança alimentar, a sustentabilidade e a preservação ambiental.

 

Está estabelecido entre os dois governantes uma atuação de reivindicação na defesa da existência futura do POSEI junto do Governo da República e das instituições europeias.

António Ventura enaltece, no Dia Mundial da Alimentação, qualidade dos agroalimentos produzidos nos Açores

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, declara hoje, no Dia Mundial da Alimentação, ser “fundamental dar destaque aos agroalimentos produzidos nos Açores, pela qualidade de excelência e pelo exemplo em produção sustentável” que representam.

 

“É fundamental enaltecer o papel central dos agricultores, pelo seu empenho, resiliência, pela produtividade de bens agrícolas, manutenção ambiental e conservação da biodiversidade animal e vegetal”, sustenta o governante.

 

E prossegue: “continuamos a crescer na nossa autonomia alimentar e nutricional. Os nossos agroalimentos possuem caraterísticas únicas e é premente o incentivo ao consumo local, reduzindo a dependência da importação. As políticas públicas continuam direcionadas para uma maior agroprodutividade alimentar, reforçando a sua qualidade e quantidade”.

 

Para António Ventura, é importante sublinhar os investimentos e apoios direcionados à agricultura, “com o objetivo de melhorar o desempenho técnico, económico e ambiental das explorações”, visando, por exemplo, o aumento da competitividade, a contribuição para a diversificação da produção ou o aumento da produção de alimentos de qualidade.

 

Estes investimentos e apoios contribuem para o rejuvenescimento dos ativos do setor “como alavanca para o combate ao desemprego, incentivando os jovens a permanecer nas zonas rurais e criando emprego”, acrescenta.

 

O Governo Regional dos Açores tem trabalhado no sentido de promover o desenvolvimento agrícola da Região, com o propósito de uma alimentação mais segura, credível e de confiança. Os desafios continuam a ser enormes, devido às condições climáticas e ambientais adversas, mas mantém-se um reforço de resiliência e sustentabilidade dos sistemas alimentares, objetivos centrais e incontornáveis das políticas publicas ao nível europeu, nacional e regional.

 

O Secretário Regional destaca ainda os produtos açorianos reconhecidos como DOP (Denominação de Origem Protegida) ou IGP (Indicação Geográfica Protegida).

 

“Produzimos mais na horticultura; na fruticultura, com aumento da área de produção de fruta para 20%; a área da agricultura biológica cresceu mais 3.000 hectares nestes últimos quatro anos; crescemos na carne de bovino; temos mais área de milho, com14.300 hectares em 2024, mais 2.000 hectares do que em 2020; temos mais diversificação agroprodutiva e a matéria-prima de leite com um melhor conteúdo nutricional, vendendo mais para fora da Região”, prosseguiu.

 

O Secretário Regional reconhece ainda o trabalho de todos os agricultores da Região e das suas organizações, em particular a Federação Agrícola dos Açores, “que tem sido um parceiro estratégico e fundamental para a existência de políticas públicas no aumento da progressiva sustentabilidade alimentar” da Região.

 

O Dia Mundial da Alimentação é comemorado desde 1981 a 16 de outubro, data que corresponde à fundação da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), que tem como missão aumentar os níveis de nutrição e a qualidade de vida, melhorar a produtividade na agricultura e as condições de vida das populações rurais. Este ano celebra-se o Dia Mundial da Alimentação em paralelo com o 80.º aniversário da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

António Ventura assinala Dia Internacional de Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentares

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, assinala o Dia Internacional de Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentares, que hoje se assinala, como um momento para “passar do compromisso à ação”, numa estratégia alinhada com o Governo da República.

 

“Cada um de nós desempenha um papel crucial na mudança, através de escolhas e práticas conscientes dia a dia. Ao reduzirmos o desperdício alimentar em casa, também estaremos a reduzir o impacto climático pessoal. Ao promovermos a consciencialização, estaremos a caminhar para a redução do desperdício alimentar e para um futuro mais sustentável”, assinala o governante.

 

Em 2023, em Portugal, foram desperdiçadas 1,9 milhões de toneladas de alimentos, o equivalente a 182,7 kg por habitante. A maior parte deste desperdício ocorre no consumo doméstico (66,8%), seguindo-se o retalho (12%), a restauração (11,5%), a produção primária (6,8%) e a indústria (2,9%).

 

Para responder a este desafio, o Governo da República lançou a Estratégia Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar 2025+, sob o lema “Agir contra o desperdício alimentar”.

 

A Região Autónoma dos Açores está representada nesta Estratégia através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, por intermédio do IAMA, IPRA., assegurando uma ação mais direta, eficiente e transformadora.

 

Portugal reafirma o seu alinhamento com a Agenda 2030 das Nações Unidas e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que estabelecem a meta de reduzir em 50% o desperdício alimentar ‘per capita’ até 2030, em consonância com as metas vinculativas da União Europeia.

 

“Combater o desperdício alimentar é uma responsabilidade coletiva”, sublinha ainda o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação.

 

E concretiza: “São inúmeros os esforços globais no sentido da redução da perda e do desperdício de alimentos, reforçando a importância em reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e fornecimento, nomeadamente através de campanhas de consciencialização, conferências, sessões, seminários e promoção de práticas sustentáveis”.

António Ventura apresenta a governante das Canárias realidade agrícola dos Açores

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, recebeu na quarta-feira, na Horta, em audiência, o Vice-Conselheiro da Agricultura do Governo das Canárias, Eduardo Cabello.

 

Esta é uma visita estratégica, onde o Vice-Conselheiro da Agricultura das Canárias tem tido a oportunidade de conhecer a realidade agrícola da Região.

 

Pretende-se, com estes dias de trabalho, alcançar protocolos e intercâmbios de formação técnica no âmbito de várias temáticas agrícolas, como a produção diversificada na área da fruticultura tropical e subtropical, a fitossanidade vegetal, o combate a novas doenças resultantes das alterações climáticas e a implementação de campos de experimentação de novas culturas alimentares.

 

“Esta é uma uma oportunidade para a Região Autónoma dos Açores impulsionar competitividade, inovação no setor agrícola e reforçar a cooperação entre Regiões Ultraperiféricas”, realça António Ventura.

 

Foi acordada, o combate à tentativa de cortes na PAC e a procura da manutenção do Programa POSEI de forma individual, com uma reivindicação de aumento do seu orçamento, dando seguimento ao artigo 349 do Tratado da União.

 

“É decisivo aproximar o comércio agrícola entre as duas regiões, tendo em conta a complementaridade alimentar que cada uma pode proporcionar. A economia açoriana começa a explorar novas áreas, promovendo a sua capacidade regional e global, com confiança, antecipando novas oportunidades fundamentais e estratégicas”, prossegue António Ventura.

 

A visita da delegação das Canárias teve início na quarta-feira e decorrerá até sábado, abrangendo o Faial, Pico e São Miguel, com um programa vasto e intensivo nas várias vertentes do setor agrícola.

III Bienal Agro Comercial de Santa Maria decorre a partir de quinta-feira

A Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, através da Direção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação, promove, em parceria com a Associação Agrícola de Santa Maria, a III Bienal Agro Comercial de Santa Maria, que decorrerá entre os dias 11 e 14 de setembro de 2025, na Avenida de Santa Maria, junto ao antigo campo de futebol.
A edição deste ano integra dois momentos de grande relevo: o Fórum Regional de Apicultura, com conferências, ‘workshops’ e demonstrações, e a III Jornada da Raça Charolesa, com palestras, concursos, entre outros.
A III Bienal Agro Comercial e o Fórum Regional de Apicultura dos Açores, em concreto, reforçam o papel de Santa Maria como espaço de inovação agrícola e apícola, de promoção dos produtos de qualidade e de valorização da cultura rural açoriana.
O Fórum Regional de Apicultura abre com visitas técnicas, ‘workshops’ práticos e conferências temáticas, reunindo especialistas dos Açores, Portugal continental e Baleares.
Ao longo dos quatro dias de evento, pretende-se um espaço de partilha onde agricultores, apicultores, investigadores, técnicos, empresas e a comunidade em geral se reúnem em torno da inovação, sustentabilidade e valorização dos produtos de Santa Maria e dos Açores, num programa que combina atividades técnicas, científicas, culturais e gastronómicas.
Ademais, serão dinamizadas sessões técnicas, concursos agrícolas, apresentações de produtos locais, ‘showcookings’ e provas gastronómicas, com destaque para alguns dos produtos mais emblemáticos da ilha. O recinto contará ainda com tasquinhas, animação cultural, espetáculos musicais e atividades para famílias e crianças.

António Ventura sublinha papel humanista do escutismo

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, representou o Governo dos Açores nas celebrações do centenário do Corpo Nacional de Escutas (CNE) na Região, destacando a importância da atividade e seus os valores de cidadania e humanismo.

 

“O CNE é uma escola de cidadania e humanismo, que ensina valores e princípios como o da responsabilidade, da solidariedade, da democracia, da ética, da interajuda e do respeito geracional, entre outros”, sublinha o governante.

 

Para António Ventura, o escutismo é parceiro na prevenção e segurança das populações em caso de catástrofes e outras ocorrências naturais.

 

“O escutismo contribui para a sustentabilidade da natureza, pois o contacto dos jovens com a natureza permite uma sensibilização e uma consciência para a floresta, a água, a biodiversidade animal e vegetal”, valorizou ainda.

 

O Secretário Regional reconheceu e agradeceu o trabalho dos homens e das mulheres que diariamente dedicam o seu tempo a esta causa.

 

O primeiro agrupamento escutista católico nos Açores foi fundado a 25 de agosto de 1925, na ilha Terceira – foi o agrupamento 23, da Praia da Vitória.

Comunicado do Conselho do Governo

O Conselho do Governo, reunido no dia 7 de agosto de 2025, em Ponta Delgada, decidiu adotar as seguintes medidas: 

1. Aprovar as Resolução que autorizam a realização da despesa, pelo Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, destinadas a:

a) aquisição de cinco Viaturas de Intervenção, destinadas ao serviço de socorro e assistência da Região;

b) aquisição de 12 Veículos Ambulância – tipo B, destinadas ao serviço de socorro e assistência a doentes da Região.

Os Corpos de Bombeiros Voluntários da Região assumem, em cada uma das ilhas do arquipélago, um papel essencial na resposta às emergências e na proteção das populações, estando vocacionados para missões críticas como o socorro em acidentes, catástrofes e calamidades, o combate a incêndios e a prestação de assistência em emergência médica pré-hospitalar, sendo que, para o cumprimento eficaz destas missões, é imprescindível que disponham de meios técnicos adequados, modernos e funcionais.

Neste contexto, verifica-se a necessidade efetiva da substituição de um conjunto alargado de veículos de socorro e assistência atribuídos aos Corpos de Bombeiros da Região.

Para efeitos da referida substituição importa garantir a uniformização de soluções que sirvam a Região, nomeadamente no respeito pela tipificação exigida aos veículos de socorro e assistência, mas tendo também em atenção as especificidades geográficas das várias ilhas do arquipélago, a sua orografia, as suas comunidades e a sua diversidade social e económica.

É estimado um impacto financeiro de 1.886.792,45 €, a que acresce o IVA à taxa legal em vigor na aquisição de cinco Viaturas de Intervenção.

Atualmente, verifica-se a existência de um conjunto significativo de ambulâncias de socorro do tipo B atribuídas aos Corpos de Bombeiros da Região que, pela sua idade avançada, apresentam elevados custos de manutenção, longos períodos de inoperacionalidade.

Este cenário compromete a disponibilidade operacional dos Corpos de Bombeiros, podendo inclusive colocar em risco a resposta em contextos críticos e afetar negativamente a segurança dos profissionais e dos utentes transportados.

Nessa medida, a aquisição de 12 ambulâncias de socorro do tipo B permitirá colmatar, parcialmente, algumas lacunas operacionais, assegurar a continuidade da missão de socorro e reforçar a capacidade instalada dos Corpos de Bombeiros da Região.

Por todas estas razões, considera-se imprescindível a substituição dos atuais veículos por ambulâncias – tipo B, devidamente equipadas e adaptadas às exigências operacionais da Região, salvaguardando a capacidade de resposta dos Corpos de Bombeiros e a segurança dos seus utilizadores e das populações.

Assim, no que concerne a aquisição de 12 veículos ambulância – tipo B, o Governo dos Açores autoriza a realização da despesa estimada em 1.037.735,00 €, ao qual acresce o IVA à taxa legal em vigor. 

2. Aprovar as resoluções que autorizam a Secretaria da Agricultura e Alimentação a conceder apoios financeiros nos domínios da agricultura, pecuária, desenvolvimento rural e gestão e valorização dos recursos florestais e cinegéticos.

Os apoios aqui aprovados destinam-se a dois tipos de organizações regionais:

a) Organizações regionais de carácter associativo sem fins lucrativos.

O montante dos apoios a atribuir ao abrigo da presente Resolução tem um limite orçamental de 4.000.000,00 €.

b) Organizações regionais de carácter cooperativo.

O montante dos apoios a atribuir ao abrigo da presente Resolução tem um limite orçamental de 2.700.000,00 €.

 

3. Aprovar alterações ao Decreto Regulamentar Regional que regula a medida “Base Económica Local”.

 

Esta segunda alteração ao Decreto Regulamentar Regional que estabelece as regras de aplicação da medida de incentivo “Base Económica Local”, integrada no Programa Construir 2030, tem como objetivo reforçar a sua eficácia, simplificar procedimentos e garantir maior adequação às necessidades das empresas e à realidade económica regional.

Entre as principais alterações introduzidas, destaca-se a atualização da medida à nova Classificação Portuguesa das Atividades Económicas, a redefinição das despesas elegíveis, a revisão dos critérios de mérito dos projetos e a simplificação da aferição da criação de postos de trabalho.

Foi ainda revisto o regime do prémio de realização, que passa a ser atribuído no momento do encerramento do investimento, promovendo a concretização de projetos sustentáveis e a valorização do emprego qualificado.

Esta revisão resulta da experiência de execução da medida e visa garantir uma melhor articulação com os objetivos estratégicos do Portugal 2030, com os princípios da boa Administração Pública e com as normas europeias aplicáveis aos incentivos públicos.

Com estas alterações, o Governo dos Açores pretende continuar a apoiar de forma mais eficaz o tecido empresarial da Região, promovendo a coesão territorial, a modernização das empresas e a dinamização da economia local.

 

4. Aprovar a Resolução que autoriza a realização da despesa e da contratação da empreitada de “Execução das Infraestruturas do Loteamento da Nossa Senhora do Rosário, freguesia de Capelas, concelho de Ponta Delgada”.

O Governo dos Açores pretende continuar a promover políticas de melhoria das condições habitacionais do parque habitacional da Região, compromisso, inclusive, assumido e financiado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.

Nesse sentido, o Governo dos Açores visa promover a execução das infraestruturas do Loteamento de Nossa Senhora do Rosário, na freguesia de Capelas, concelho de Ponta Delgada, cedendo 36 lotes, destinados a habitações unifamiliares, ao abrigo do regime da construção de habitação de custos controlados.

O preço base é de €2.700.000,00, a que acresce o IVA à taxa legal em vigor.

5. Aprovar a Resolução que autoriza, para o ano de 2025, a concessão de apoios financeiros, pela Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, destinados ao financiamento de atividades, ações, projetos ou iniciativas que, não sendo objeto de apoio ou financiamento por fundos europeus.

O Programa do Governo estabelece a necessidade de construir as bases para um ensino profissional de qualidade ao nível do ensino secundário nas escolas profissionais, e de intensificar os mecanismos de aproximação das escolas profissionais ao tecido empresarial açoriano.

Assume particular relevo a implementação da proposta estratégica consubstanciada na Agenda Regional para a Qualificação Profissional – Valorizar os Açorianos Horizonte 2030, nomeadamente as ações associadas à componente de capacitação do sistema de Ensino e Formação Profissional.

A resolução agora aprovada autoriza a concessão de apoios financeiros, destinados ao financiamento de atividades, ações, projetos ou iniciativas que, não sendo objeto de apoio ou financiamento por fundos europeus, nomeadamente pelo Fundo Social Europeu Mais, ou por outros programas públicos de apoio à formação profissional, visem o desenvolvimento e valorização da qualificação da população açoriana, a promoção da qualidade da educação e o funcionamento, modernização ou melhoria das atividades de ensino e formação das escolas profissionais privadas da Região, para o ano de 2025.

O impacto financeiro desta medida é de 1.000.000,00 €.

6. Aprovar a Resolução que autoriza a Secretaria Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública a conceder apoios financeiros a pessoas singulares e coletivas, públicas e privadas, para ações e projetos nas áreas da ciência, investigação e tecnologia no domínio da metrologia legal.

 

7. Aprovar a Resolução que autoriza a operação urbanística que a sociedade Torres & Belchior, Lda. se propõe realizar, tendo em vista a construção de um empreendimento turístico, na tipologia apartamentos turísticos, com a categoria de quatro estrelas, localizado na freguesia de São José, concelho de Ponta Delgada, com uma capacidade prevista de 98 novas camas.

O empreendimento turístico projetado foi concebido, em larga medida, em função da sua localização, em frente à entrada sul do Jardim António Borges, tendo a proximidade do referido Jardim constituído inspiração e temática de conceptualização e desenvolvimento, tanto ao nível dos espaços, como dos bens e serviços a oferecer aos hóspedes, enriquecendo o empreendimento no contexto da oferta turística e diferenciando-o. Deste modo, a sua execução representará uma mais-valia para a qualidade urbanística do concelho de Ponta Delgada, bem como para o crescimento das unidades turísticas de quatro estrelas, na Ilha de São Miguel.

8. Aprovar a Resolução que autoriza a cedência, a título definitivo e gratuito, ao Município de Vila do Porto, de um imóvel, tendo por fim a sua reabilitação, dado se encontrar integrado na área de intervenção do Plano de Pormenor de Salvaguarda e Valorização da Zona Histórica de Vila do Porto.

 

9. Aprovar a Resolução que renova, para o ano de 2025, o Programa de Apoio ao Pagamento de Propinas a Estudantes do Ensino Superior.

10. Aprovar a Resolução que renova, para o ano de 2025, o Programa de Atribuição de Bolsas de Estudo a Estudantes do Ensino Superior.

 

11. Aprovar a Resolução que ratifica os atos praticados pela Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, no âmbito dos contratos para aquisição e fornecimento de bens e serviços, não abrangidos na Resolução do Conselho do Governo n.º 150-A/2024, de 21 de outubro.

Na sequência do incêndio ocorrido em 4 de maio de 2024 no Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, e face à necessidade urgente de reposição da capacidade de resposta em cuidados de saúde de urgência e emergência, o Governo Regional dos Açores autorizou, pela Resolução n.º 150-A/2024, de 21 de outubro, a contratação por ajuste direto de diversos fornecimentos e montagens de equipamentos para o hospital modular de apoio àquela unidade hospitalar.

Adicionalmente, e ainda em contexto de urgência imperiosa, foram celebrados contratos complementares para aquisição de bens e serviços não abrangidos por essa Resolução, indispensáveis ao apetrechamento e funcionamento do hospital modular.

Procede-se agora à ratificação dos atos praticados pela Secretária Regional da Saúde e Segurança Social relativos a esses contratos adicionais.

Preservação genética da raça Ramo Grande reforçada com nova recolha

A Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, através da Direção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação, e em colaboração com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, realizou, entre 21 e 25 de julho de 2025, uma importante ação de recolha e conservação genética da raça autóctone Ramo Grande.

 

Esta iniciativa, que não se realizava há quase uma década, permitiu a criopreservação de cerca de 4.000 doses provenientes de touros criteriosamente selecionados, reforçando a base genética disponível no âmbito do Programa de Conservação e Melhoramento Genético da raça.

 

Com esta operação, o Governo dos Açores reafirma o seu compromisso com a valorização dos recursos genéticos endógenos e com a preservação da biodiversidade animal – pilares fundamentais para a sustentabilidade, o controlo da consanguinidade e a resiliência do setor agropecuário.

 

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, sublinha que “a raça Ramo Grande é parte integrante do património genético e cultural dos Açores” e “o seu futuro exige visão, investimento e ação coordenada”.

 

E acrescenta: “Esta ação representa um passo decisivo nessa estratégia de proteção e desenvolvimento, assegurando que as próximas gerações possam continuar a contar com esta raça emblemática da nossa história agrícola”.

Setor apícola em crescimento nos Açores, destaca António Ventura

O setor apícola na Região Autónoma dos Açores tem demonstrado um enorme desenvolvimento, sendo que nos últimos cinco anos há um acréscimo no número de apicultores e colónias, registando-se um crescimento de cerca de 7% no número de apicultores (462) e cerca de 4% no número de colónias (8.053).

 

Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, “o setor da apicultura nos Açores está em desenvolvimento e todo o mel produzido encontra sempre mercado”.

 

“Temos o único mel no mundo produzido a partir da floração do incenso”, destaca o governante.

 

E prossegue: “a existência de um diálogo entre as várias associações do setor, a Federação Agrícola dos Açores e o Governo Regional tem permitido o progresso e ajustamento das políticas públicas para a apicultura”.

 

Têm sido vários os incentivos regionais à produção de mel nos Açores, como sejam a inclusão da Apicultura no programa “Agroacrescenta”, com apoios até 50%, majorados em 5% para jovens agricultores, a atribuição de um suplemento de 30 euros por colmeia em produção e o apoio aos apicultores no sistema de abastecimento do gasóleo agrícola desde 2024.

 

Para um melhor ajustamento da legislação em vigor às necessidades apícolas, procedeu-se à primeira alteração ao Decreto Legislativo Regional n.º 24/2007/A, de 7 de novembro, que estabelece o regime jurídico da atividade apícola e da produção, transformação e comercialização de mel na Região (DLR n.º 17/2022/A).

 

Ademais, os serviços florestais de todas as ilhas têm vindo a distribuir plantas melíferas pelas câmaras municipais e procedem à plantação em locais públicos.

 

No âmbito da esterilização das ceras adquiriram-se, este ano, duas novas máquinas de moldagem de cera para os Serviços de Desenvolvimento Agrário de São Miguel e da Terceira, um investimento de 60 mil euros que permite reduzir os recursos humanos afetos e aumentar a qualidade da cera.

 

O ano transato adquiriu-se também uma máquina para laminar cera de zangão para o Serviço de Desenvolvimento Agrário de São Miguel.

 

Ao mesmo tempo, encontra-se a decorrer o estudo genético das abelhas dos Açores, com vista à eventual identificação de uma raça autóctone.

 

No âmbito das formações destaca-se a realização de ações de formação na Terceira e em São Miguel, orientadas para a vigilância ativa e combate à vespa velutina, em 2023, o Fórum Bio, com divulgação do projeto Abelha Amiga, em diversas ilhas, desde 2022, e a inclusão da Apicultura no Programa de Capacitação dos Agricultores e de Promoção da Literacia em Produção e Consumo Sustentáveis, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com o estabelecimento de vários cursos de formação.

António Ventura defende recuperação de espécies autóctones florestais para produção de madeira

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, sublinhou hoje que, desde a primeira hora, “é possível potenciar as espécies autóctones e delas retirar também dividendos económicos”.

 

“Estamos a trabalhar na domesticação das espécies mais emblemáticas e com mais potencial madeireiro da floresta natural dos Açores, tendo sido instalados mais de 30 hectares de campos experimentais e de monitorização do desenvolvimento destas espécies nas ilhas Terceira, São Miguel e Pico”, destacou o governante, falando em Angra do Heroísmo, à margem de uma visita a um projeto de produção de plantas endémicas.

 

“Estes campos experimentais destinam-se ao estudo das técnicas culturais de instalação e condução das espécies, de forma a potenciar a sua utilização florestal e assim definir os modelos silvícolas mais adequados para que estas voltem a ganhar a capacidade de produção de madeira que outrora exibiam e lhes permitiu ganhar fama pela sua qualidade, passando a ser opções válidas para a diversificação da base produtiva da floresta de produção dos Açores”, advoga.

 

Em causa estão espécies autóctones como o Pau Branco (Picconia azorica) ou o Cedro do Mato (Juniperus brevifolia), porventura as espécies mais emblemáticas da floresta natural dos Açores.

 

“O objetivo é muito mais ambicioso: queremos aumentar os campos de experimentação para outras ilhas e a área dos atuais”, vinca o Secretário Regional.

 

Esta área da experimentação, por enquanto, não pode ainda ser assumida plenamente pelos particulares, porque não estão em condições de assumirem as margens de risco que estas opções inevitavelmente encerram – cabe à governação do setor continuar a produzir conhecimento consolidado e a motivar e estimular o setor privado para ser parceiro ativo e interveniente nos novos caminhos que urge trilhar para a floresta do futuro dos Açores.

 

Também nos Açores, a floresta, e consequentemente o setor florestal, têm condições para desempenhar um papel cada vez decisivo e regulador da qualidade de vida e do potencial de bem-estar dos moradores, destacando-se aqui, pela sua importância e atualidade, o sequestro do carbono, a regulação dos regimes hidrológicos e a disponibilização de material lenhoso, o recreio florestal, entre muitos outros produtos e serviços.

 

O desafio de futuro passa por melhorar a qualidade e rentabilidade da produção de criptoméria, que é o esteio e suporte da fileira florestal regional e paralelamente e progressivamente ir-se diversificando a base do panorama florestal, quer pelo uso criterioso de algumas espécies exóticas, quer pelo recurso a espécies florestais autóctones, com maior capacidade de adaptação a determinadas situações, estando neste momento a decorrer vários trabalhos de investigação e experimentação neste sentido, no âmbito do Programa de Melhoramento Florestal dos Açores.

 

Pretende-se, pois, aumentar e diversificar a área florestal, mas de uma forma sustentada, ou seja, ambientalmente equilibrada, economicamente viável e socialmente justa.

 

Em todo este processo o recurso às espécies autóctones é estratégico, e sempre sujeito a planos de gestão orientados para compatibilizar, em cada caso, a conservação deste património com proveitos para os proprietários, potenciando-se assim o uso múltiplo da floresta

Azores Beef Fest representa celebração da qualidade da carne regional

O Azores Beef Fest 2025 – Festival de Churrasco, que celebra a excelência da carne açoriana, anuncia a sua segunda edição, que decorrerá no próximo sábado, 2 de agosto.

 

O evento arranca a partir das 12h30, no recinto do Mercado de Santana, em Rabo de Peixe, concelho da Ribeira Grande. A entrada é livre, estando todos convidados a participar nesta jornada gastronómica.

 

Após o sucesso da edição inaugural, o Azores Beef Fest 2025 promete um dia memorável dedicado à qualidade inigualável da carne produzida nos Açores.

 

Os visitantes terão a oportunidade de desfrutar de duas estações de churrasco e uma de ‘pit smoker’, onde a carne será preparada na perfeição.

 

A sessão de abertura oficial terá lugar às 12h30, marcando o início de um dia repleto de atividades. Para as famílias, haverá animação dedicada às crianças, garantindo diversão para os mais novos. Às 19h00, o palco será animado pela Kevin Leo Blues Band, que promete um ambiente vibrante e descontraído.

 

O festival conta com a presença do ‘chef’ Diego Sales, do prestigiado restaurante “O Bovino”, da Quinta do Lago, que se junta ao ‘chef’ local Sandro Vieira, do Restaurante da Associação Agrícola de São Miguel. Ambos serão apoiados por uma equipa de churrasqueiros e ‘staff’ local, com a participação especial de elementos vindos das ilhas Terceira e Graciosa, reforçando o espírito de colaboração e união regional.

 

O Azores Beef Fest é uma organização do CERCA – Centro de Estratégia Regional para a Carne dos Açores, em parceria com a Associação Agrícola de São Miguel.

 

O evento conta com o alto apoio do Governo dos Açores, demonstrando o compromisso com a valorização da produção regional.

 

Os Centros de Fabrico dos Açores e a Quinta dos Açores são os ‘main sponsors’ desta edição, com o patrocínio adicional da Associação de Agricultores da Graciosa, Agropecuária Manuel Couto, Lda, Associação dos Jovens Agricultores Micaelenses, Bovinaçor II – Exploração Agro-Pecuária dos Açores, Lda e o grupo Sicosta.

 

“Estamos entusiasmados em trazer de volta o Azores Beef Fest para a sua segunda edição”, afirma o Presidente do CERCA, Jorge Rita.

 

“Este festival é uma oportunidade única para celebrar a qualidade e a tradição da nossa carne, enquanto proporcionamos um dia de convívio e entretenimento para toda a família. Convidamos todos a virem saborear o melhor que os Açores têm para oferece”, prossegue.

 

Todos estão convocados a participar neste grande festival e a desfrutar de um dia de celebração da riqueza gastronómica dos Açores.

 

Governo dos Açores e Portos dos Açores estabelecem protocolo sobre Pontos de Entrada de Viajantes (PEV) na Região

De forma a dar cumprimento a regulamentos comunitários relativos à circulação sem carácter comercial de animais de companhia, o Governo dos Açores estabeleceu um protocolo de colaboração entre a Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação e a Portos dos Açores – o protocolo foi hoje firmado, em Ponta Delgada, pelo Secretário Regional da tutela, António Ventura, e a presidente da entidade, Sancha Costa Santos.

 

Nos últimos tempos, tem-se verificado um aumento da circulação de pessoas e dos seus animais de companhia, provenientes de países terceiros, na Região. Esta na Região é feita não só por via aérea, mas também por via marítima, através dos navios cruzeiro e das embarcações de recreio.

 

O protocolo hoje firmado visa a cedência de um espaço físico, por parte da Portos dos Açores, que permite a realização dos controlos oficiais pelos técnicos dos Serviços de Desenvolvimento Agrário, que verificam as condições sanitárias e a documentação dos animais que dão entrada pela primeira vez em território europeu, possibilitando assim que os animais que viajam com os seus titulares possam sair das embarcações e acompanhar os seus titulares à descoberta das ilhas.

 

Assim, para além dos dois Pontos de Entrada de Viajantes (PEV) que já existiam nos aeroportos de Ponta Delgada e Lajes da Terceira, foram criados agora sete PEV nos Caís de Cruzeiros de Ponta Delgada e Praia da Vitória, bem como nas marinas de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo, Velas, Lajes do Pico e Horta.

 

De acordo com o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, “esta iniciativa visa garantir um controlo eficiente da entrada de animais de companhia provenientes de países terceiros, que aportam em portos e marinas da Região Autónoma dos Açores, quer em iates ou cruzeiros, reforçando assim as medidas de segurança sanitária da Região”.

 

“Em 2024, nos PEV dos aeroportos de Ponta Delgada e das Lajes foram realizados 698 controlos a animais de companhia, aumentámos os meios de controlo na deteção da entrada de doenças de animais no âmbito da biossegurança, permitindo aos açorianos e a quem nos visita maior segurança de saúde pública”, vincou o governante.

 

A implementação de PEV nas marinas dos Açores é um passo significativo na comodidade e modernização dos serviços prestados aos visitantes e à necessária proteção da biossegurança e exigências legais. Com esta medida, os Açores continuam a ser uma Região de referência para quem pretende viajar com os seus animais de companhia.

Laboratório de Sanidade Vegetal reforça segurança alimentar e projeta agricultura mais competitiva, realça António Ventura

O Laboratório Regional de Sanidade Vegetal (LRSV) está a afirmar-se como uma peça-chave na modernização e segurança da agricultura açoriana, defende o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, que visitou hoje as instalações da unidade.

 

Na ocasião, o governante destacou o papel central do laboratório na prevenção de pragas e doenças nas culturas do arquipélago.

 

“O laboratório triplicou, só em 2025, a pesquisa de resíduos de pesticidas em produtos de origem vegetal”, o que representa um reforço claro no controlo de qualidade e na segurança alimentar da produção regional, sustenta António Ventura.

 

Em cinco anos, o número de organismos nocivos analisados passou de 64 para 99, um avanço que reflete também maior sensibilização e empenho por parte dos agricultores.

 

“Estes dados revelam uma vontade de fazer melhor, de produzir com responsabilidade. E isso é sinónimo de maior produtividade, sustentabilidade e rentabilidade”, afirmou António Ventura.

 

O responsável acredita que os Açores estão preparados para, nos próximos dez anos, aumentar significativamente a produção local e reduzir a dependência do exterior.

 

O LRSV, tutelado pela Direção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação (DRAVA), é atualmente composto por 27 inspetores fitossanitários distribuídos por todas as ilhas. A sua missão vai desde a deteção de pragas e doenças até à análise de amostras de solo, plantas ou insetos, oriundas de agricultores, cooperativas, entidades públicas e privadas.

 

Com várias valências científicas – da bacteriologia à virologia – o laboratório é desde 2016 reconhecido oficialmente pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) como autoridade no combate a pragas vegetais.

 

Entre os estudos em curso, destaca-se o trabalho de monitorização da praga ‘Popillia japonica’ na ilha de São Miguel. A densidade de armadilhas instaladas e os dados de captura revelam uma vigilância apertada que tem permitido conter a praga e proteger culturas sensíveis.

 

A informação recolhida é inserida numa plataforma digital gerida pela DGAV, que centraliza dados de inspeções e prospeções realizadas junto de operadores profissionais.

 

Além da componente técnica, o laboratório tem desenvolvido colaborações com o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), promovendo formações e ações conjuntas que contribuem para melhorar as respostas científicas a novos desafios agrícolas.

 

“O Laboratório de Sanidade Vegetal é estratégico não só para a nossa agricultura, mas também para a saúde pública, o ambiente e a nossa economia”, sublinha o Secretário Regional.

 

E conclui: “É a partir deste trabalho que projetamos os Açores para uma agricultura mais inovadora, competitiva e sustentável”

Governo dos Açores pagou 1,9 milhões de euros em retroativos aos trabalhadores dos matadouros

O Governo dos Açores cumpriu o estabelecido com os trabalhadores dos matadouros da Região procedendo ao pagamento dos retroativos referentes ao ano de 2024, num montante global de 1,9 milhões de euros, pagos em junho.

 

Este pagamento decorre do Decreto Legislativo Regional n.º 11/2024/A, de 21 de novembro, que define o novo regime jurídico da carreira especial dos trabalhadores dos matadouros da rede regional de abate. Desde o início de 2025, o Governo Regional passou a aplicar os novos vencimentos associados a esta mudança de regime.

 

A indicação foi hoje confirmada pelo Secretário Regional da tutela, António Ventura, que visitou o Matadouro da Ilha Terceira – no contexto, decorreu uma reunião com o Conselho de Administração do Instituto de Alimentação e Mercados Agrícolas (IAMA, IPRA), na qual foram analisados os resultados dos primeiros seis meses de 2025 no setor da carne de bovinos, com dados animadores para a economia regional.

 

Entre os indicadores positivos destaca-se o crescimento de 8% na expedição de carcaças de bovino em contentor, comparando com o mesmo período de 2024. Este aumento traduz-se num reforço da capacidade exportadora da Região, consolidando a presença da carne dos Açores em mercados externos e assegurando maior escoamento para a produção local, com impacto direto na valorização do produto, aumento de receitas e estabilidade do setor pecuário regional.

 

De igual modo, o abate de bovinos com Indicação Geográfica Protegida (IGP) registou um crescimento de 21% comparativamente ao ano de 2020, o que demonstra não só o fortalecimento da produção diferenciada, como também o reconhecimento crescente da qualidade e autenticidade da carne açoriana. Este crescimento na IGP demonstra maior valorização junto dos consumidores, fidelização de mercados premium e proteção da identidade produtiva da Região no espaço europeu e internacional.

 

Depois de terem sido certificados todos os matadouros da região relativos ao Bem-Estar animal (Welfare), no ano transato, encontram-se já em fase de renovação dessa certificação, os matadouros das ilhas Pico, Faial, Graciosa e Flores.

 

“Este reconhecimento internacional reflete um esforço coletivo por garantir práticas éticas na produção animal, cada vez mais valorizadas pelos consumidores. Os Açores estão a afirmar-se como uma região que respeita os animais, valoriza a qualidade e responde às novas exigências do mercado”, sublinhou António Ventura.

 

Parte fundamental deste percurso tem sido o trabalho desenvolvido pelo CERCA – Centro de Estratégia Regional para a Carne dos Açores, que se tem afirmado como estrutura técnica e estratégica central no planeamento, acompanhamento e promoção do setor da carne nos Açores.

 

“O CERCA tem sido um pilar na construção de uma fileira mais robusta, moderna e alinhada com os desafios atuais. A sua ação na dinamização de iniciativas de valorização da carne dos Açores, na articulação com os produtores, e na execução do Plano Estratégico da Fileira da Carne de Bovinos tem sido essencial para os resultados que hoje apresentamos”, concluiu o Secretário Regional.

Detetado foco de Loque Americana na ilha das Flores, medidas de contenção já em curso

No âmbito dos controlos sanitários previstos no Programa Sanitário Apícola Regional foi detetado um foco de Loque Americana na ilha das Flores.

 

Esta doença bacteriana, altamente contagiosa entre colónias de abelhas, representa uma grave ameaça à sanidade apícola, não existindo tratamento eficaz, sendo por isso obrigatória a destruição dos apiários infetados como medida de controlo e erradicação.

 

Graças à eficácia da vigilância implementada, o foco foi identificado precocemente, o que permitiu uma intervenção rápida e determinada, essencial para a contenção da propagação da doença. No seguimento da deteção, foram já destruídas 53 colónias de abelhas e três apiários, conforme estabelecido pelas normas sanitárias em vigor.

 

Destaque-se o importante papel dos Serviços de Desenvolvimento Agrário das Flores, quer na prevenção, através da implementação de medidas sanitárias e ações de sensibilização, quer no combate à doença, com apoio técnico e logístico no terreno. A este esforço juntou-se ainda a colaboração dos Serviços de Desenvolvimento Agrário do Pico e de São Miguel, que prestaram apoio especializado fundamental para a concretização das medidas de contenção e destruição.

 

Releve-se também o desempenho do Laboratório Regional de Veterinária, cuja atuação célere nas análises laboratoriais permitiu a rápida confirmação da presença da doença. Igualmente fundamental foi o envolvimento dos dois municípios da ilha das Flores, que colaboraram ativamente no processo de destruição das colónias e na operacionalização das medidas de resposta.

 

As autoridades apelam a todos os apicultores da Região para que reforcem a vigilância sanitária das suas colónias e comuniquem de imediato quaisquer suspeitas ou sinais da doença aos serviços oficiais competentes. A colaboração ativa dos apicultores é essencial para a proteção do setor apícola regional e para garantir a sustentabilidade da atividade.

 

A Direção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação reitera o seu compromisso na monitorização constante da sanidade apícola e continuará a implementar todas as ações necessárias para proteger os apiários da Região.

António Ventura apela a maior consciencialização no combate ao desperdício alimentar

O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, tem promovido campanhas e ações de sensibilização para a consciencialização e combate ao desperdício alimentar, com o propósito de impactar e incentivar a população açoriana ao consumo local e à prevenção e redução do desperdício de alimentos.

 

“Cada um de nós desempenha um papel crucial na mudança, através de escolhas e práticas conscientes diariamente. Ao reduzirmos o desperdício alimentar em casa, também estaremos a reduzir o impacto climático pessoal. Ao promovermos a consciencialização, estaremos a caminhar para a redução do desperdício alimentar e para um futuro mais sustentável”, assinala o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura.

 

E prossegue: “Reduzir o desperdício alimentar contribui para a sustentabilidade, para um maior aproveitamento dos recursos e economia de tempo e dinheiro”.

 

O desperdício de produtos alimentares é um problema evidente, sendo um dos maiores desafios ambientais e globais e que afeta toda a cadeia de abastecimento alimentar, desde a produção, transformação, comercialização e consumidores, com consequências preocupantes para a sociedade, implicando elevados custos sociais, económicos e ambientais.

 

O desperdício alimentar em Portugal é um problema significativo, com cerca de 1,9 milhões de toneladas de alimentos desperdiçados anualmente, o que representa perdas económicas de mais de 3,3 mil milhões de euros. Cada português gasta por ano 350 euros em alimentos que não consome, desperdiçando 184 quilos de comida anualmente.

 

“É fundamental continuar a implementar estratégias eficazes em todas as etapas da cadeia produtiva. Na colheita, muitos alimentos são perdidos devido a práticas inadequadas; no armazenamento, é importante investir em tecnologias de armazenamento apropriadas, como refrigeração e controle de humidade, conduzindo a uma maior longevidade dos alimentos; logística e distribuição, utilizando embalagens adequadas e uso de veículos refrigerados podem minimizar perdas durante o transporte”, sustenta António Ventura.

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